Aliko Dangote, considerado o homem mais rico da África, começará a produção de petróleo a partir de dois ativos que adquiriu da Royal Dutch Shell Plc, avança a Bloomberg.
Com esta aposta, Dangote acrescenta uma nova fonte de rendimento a um império de negócios em rápida expansão que inclui empresas de cimento, farinha e açúcar.
O industrial mais proeminente da África formou uma equipa de empreiteiros chineses e malaios para desenvolverem o campo de Kalaekule, detido pelo pela Oil Mining Lease 72, segundo detalha Devakumar Edwin, diretor executivo do grupo na Dangote Industries.
Neste campo, a pesquisa incide no Bloco 71, um pequeno ativo de águas rasas no delta do sudeste do rio Níger, do qual a empresa estima extrair, numa primeira fase, 20 mil barris por dia mas o grande objetivo é atingir os 100 mil barris por dia nos dois blocos. “Se tudo correr bem, podemos alcançar o nosso objetivo em 12 ou 15 meses porque já estamos a fazer os estudos sísmicos 3D”, reforça Edwin.
Com esta refinaria, o bilionário nigeriano de 62 anos, pretende ajudar a acabar com a dependência do maior produtor de petróleo da África em combustível importado.
O Dangote Group, que inclui a Dangote Cement, cotada em Lagos, e quatro outras empresas de capital aberto, representam cerca de um quinto do valor da bolsa nigeriana.
Para além desta aposta no petróleo, o grupo está também a expandir a produção de cimento, arroz e açúcar, visando atingir cerca de 10 milhões de toneladas de cimento com novas fábricas em pelo menos cinco países, incluindo Camarões, Costa do Marfim e Gana, enquanto também aumenta a produção em duas das suas fábricas nigerianas.
Também está a instalar seis novas fábricas de arroz, localizadas um pouco por todo o país, com capacidade para processar um milhão de toneladas de arroz com casca e uma refinaria de açúcar de 125 mil toneladas.





