André Ventura, líder do Chega, já reagiu à decisão do Tribunal Local Cível de Lisboa. “Quando um tribunal diz que [os ciganos] não têm de cumprir a lei, então é um sinal que a democracia foi por um mau caminho. O sinal que milhares de portugueses hoje sentem é que esta foi uma decisão que promoveu a impunidade e essa sim gerou a verdadeira exclusão”, apontou.
“A verdadeira exclusão não é o que a maioria faz aos ciganos, mas o que os ciganos fazem à maioria, que é excluir-se das regras e um regime de privilégios apenas para si. Hoje um tribunal deu luz verde a este sistema de impunidade”, continuou. “Esta decisão contraria tudo o que há de mais fundamental na liberdade de expressão política no nosso país. Quando são os coitadinhos do sistema, não há ninguém que tenha coragem de tomar a decisão certa. Isso é muito triste de ser ver.”
“É um erro profundo que vamos pagar caro nos próximos tempos”, continuou Ventura. “O que uma comunidade que há 500 anos no país e nunca quis integrar-se, mas sempre soube ter os privilégios de comunidade, vai agora sentir que pode abusar ainda mais do Estado de Direito. É errado, devíamos dizer que devem cumprir as mesmas leis de todos.”
“É a primeira vez que são mandados retirar cartazes de um candidato político desde o 25 de Abril. Nunca aconteceu, desde o início da nossa democracia”, concluiu. “O Chega, e eu próprio, já fomos alvo de vários cartazes com várias expressões que não concordámos. Nunca um tribunal mandou retirar.”
Recorde-se que esta segunda-feira o Tribunal Local Cível de Lisboa condenou André Ventura a “retirar, no prazo de 24 horas, todos os cartazes que colocou na via pública e nas diversas localidades do país com a menção “os ciganos têm de cumprir a lei – André Ventura presidenciais 2026”.
A juíza Ana Barão condenou ainda Ventura “a abster-se de, no futuro, determinar ou promover, direta ou indiretamente, a afixação de cartazes de teor idêntico ou equivalente”.
Por cada dia de atraso, por cada cartaz que permaneça na via pública para além do prazo de 24 horas definido pelo tribunal para a retirada, ou por cada novo cartaz que possa vir a ser colocado, o líder do Chega terá de pagar uma multa de 2.500 euros, ordenou ainda a sentença.















