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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Ucrânia: Costa diz que UE está a preparar-se para &#8220;potenciais&#8221; negociações com Putin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia está a preparar-se para um eventual envolvimento direto em futuras negociações com o presidente russo, Vladimir Putin, numa tentativa de ganhar protagonismo diplomático no processo destinado a pôr fim à guerra na Ucrânia. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia está a preparar-se para um eventual envolvimento direto em futuras negociações com o presidente russo, Vladimir Putin, numa tentativa de ganhar protagonismo diplomático no processo destinado a pôr fim à guerra na Ucrânia. A possibilidade foi admitida pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, que revelou estar já em contacto com os 27 líderes da União para avaliar de que forma o bloco poderá organizar-se politicamente para, no momento considerado oportuno, abrir um canal de diálogo com Moscovo.</p>
<p>A revelação surge numa altura em que várias capitais europeias olham com crescente inquietação para a falta de progressos nas negociações lideradas pelos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump, temendo que a União Europeia acabe afastada de decisões centrais sobre o futuro da Ucrânia e venha posteriormente a ser confrontada com um acordo que não ajudou a construir — e com o qual poderá não concordar.</p>
<p>De acordo com o <a href="https://www.ft.com/content/b093dae1-939b-47b4-96e4-40f212e87430?fbclid=IwY2xjawRpr69leHRuA2FlbQIxMABicmlkETFxRlVienpiRVkwQ21JMmxkc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHnr_wlR8jjNLcWoKlBHyMvQsqBsrCmdsCF3uwcOb97Wsw5Az_zrzXIuMPvwq_aem_fYDVBC3JmzDfq3Wg0GGDiw" target="_blank" rel="noopener">Financial Times</a>, num evento no Instituto Universitário Europeu, em Florença, António Costa confirmou que Bruxelas está a refletir internamente sobre esse cenário e sobre a melhor forma de preparar uma eventual intervenção diplomática europeia. “Estou a falar com os 27 líderes nacionais [da UE] para ver qual é a melhor forma de nos organizarmos e identificar aquilo de que efetivamente precisamos para discutir com a Rússia quando chegar o momento certo para o fazer”, afirmou.</p>
<p>O presidente do Conselho Europeu foi mais longe e sublinhou que essa preparação conta com o aval político de Kyiv. Segundo António Costa, durante a cimeira de líderes europeus realizada em Chipre no mês passado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terá incentivado os parceiros europeus a posicionarem-se para desempenhar um papel construtivo em futuras negociações. “Na cimeira da UE em Chipre, Zelensky convidou-nos a estarmos preparados para contribuir positivamente para uma negociação”, revelou.</p>
<p><strong>Bruxelas quer estar pronta, mas evita interferir no processo liderado por Trump</strong><br />
Apesar da abertura para um futuro diálogo direto com Moscovo, António Costa fez questão de sublinhar que a União Europeia não pretende perturbar, nesta fase, o processo diplomático atualmente conduzido pela administração norte-americana. “Vamos evitar perturbar o processo liderado pelo presidente Trump”, afirmou, reconhecendo simultaneamente um obstáculo central: até ao momento, não existe qualquer sinal por parte do Kremlin de que Vladimir Putin esteja disponível para se sentar à mesa com representantes da União Europeia.</p>
<p>“Sim, existe potencial [para negociar com Putin]. Mas, neste momento, ninguém viu qualquer sinal da Rússia de que queira efetivamente envolver-se em negociações sérias”, declarou.</p>
<p>Essa constatação evidencia o dilema europeu: por um lado, Bruxelas procura não ser marginalizada num eventual acordo de paz; por outro, continua sem uma abertura concreta de Moscovo para reconhecer a União Europeia como interlocutor direto num processo negocial.</p>
<p><strong>Europa receia ficar de fora de um acordo sobre a Ucrânia</strong><br />
A posição histórica da União Europeia tem sido clara desde o início da invasão russa: não pode haver decisões sobre a Ucrânia sem a participação da própria Ucrânia. Esse princípio continua a orientar a estratégia europeia, mas a lentidão das conversações e a ausência de resultados tangíveis nas rondas diplomáticas já realizadas aumentaram a preocupação entre vários governos europeus.</p>
<p>Entre muitos líderes da UE existe receio de que conversações trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia possam avançar para compromissos substanciais sem envolvimento europeu direto, criando um cenário em que Bruxelas seria chamada apenas a aceitar ou financiar parte de um entendimento já fechado.</p>
<p>Essa apreensão intensificou-se porque o último encontro trilateral entre representantes dos EUA, da Ucrânia e da Rússia aconteceu a 18 de fevereiro, sem que daí tenham resultado avanços visíveis. Desde então, o processo diplomático tem permanecido praticamente congelado.</p>
<p><strong>Zelensky procura reanimar a via diplomática</strong><br />
Do lado ucraniano, Volodymyr Zelensky continua a procurar revitalizar os contactos diplomáticos. Esta semana, o presidente ucraniano anunciou que Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, chegou aos Estados Unidos para reuniões com enviados especiais da administração Trump, incluindo Steve Witkoff.</p>
<p>Segundo Zelensky, o objetivo é claro: “reanimar o processo diplomático”, que tem estado bloqueado desde o início da guerra desencadeada por Trump contra o Irão, conflito que acabou por desviar atenções políticas e estratégicas de Washington da frente ucraniana.</p>
<p>O presidente ucraniano acrescentou ainda que Kyiv tem mantido coordenação permanente com os norte-americanos. “Mantivemos comunicação constante com o lado americano e sabemos dos contactos relevantes dos nossos parceiros com o lado russo”, afirmou.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Zelensky insistiu que qualquer esforço negocial deve servir para aproximar uma paz sustentável. “Estamos a trabalhar para garantir que isto ajuda a aproximar uma paz digna e garante segurança”, declarou.</p>
<p><strong>Cessar-fogo falhado agrava tensão</strong><br />
Enquanto decorrem movimentações diplomáticas, a realidade no terreno continua marcada pela violência.</p>
<p>Nos últimos dias, Rússia e Ucrânia trocaram propostas concorrentes relativas à suspensão de ataques. Vladimir Putin anunciou uma breve trégua para coincidir com o desfile do Dia da Vitória, marcado para 9 de maio em Moscovo, esperando que a Ucrânia também suspendesse operações nesse período.</p>
<p>Zelensky respondeu com iniciativa própria e anunciou unilateralmente um cessar-fogo a 6 de maio. Segundo o gabinete presidencial ucraniano, a intenção era demonstrar que, se Moscovo consegue garantir uma pausa militar para proteger o seu desfile comemorativo, também poderia alargar essa trégua ao conjunto da linha da frente.</p>
<p>A iniciativa procurava igualmente expor aquilo que Kyiv considera uma contradição estratégica do Kremlin: exigir segurança para celebrações em Moscovo enquanto continua operações ofensivas em território ucraniano.</p>
<p>No entanto, pouco depois, forças russas lançaram novos ataques contra cidades ucranianas, provocando 27 mortos e pelo menos 120 feridos, num sinal claro de que, apesar dos contactos diplomáticos e das discussões sobre tréguas temporárias, o conflito permanece longe de qualquer desanuviamento real.</p>
<p><strong>Falta consenso europeu sobre quem pode falar com Moscovo</strong><br />
Mesmo que a União Europeia avance para um contacto direto com Putin, persistem questões fundamentais dentro do próprio bloco.</p>
<p>Alguns líderes, entre os quais o primeiro-ministro belga Bart De Wever, já admitiram publicamente a necessidade de abrir um canal de diálogo com o Kremlin. No entanto, não existe consenso entre os 27 sobre quem deverá representar a União, em que momento esse contacto deverá ocorrer ou que proposta concreta deverá ser apresentada a Moscovo.</p>
<p>O gabinete de Zelensky confirmou a conversa entre o líder ucraniano e António Costa, mas sublinhou que qualquer iniciativa europeia terá de ser coordenada de forma a transmitir uma voz unida da Europa e aumentar a pressão política sobre a Rússia.</p>
<p>Esse ponto poderá revelar-se decisivo: sem unidade interna, a União Europeia terá dificuldade em afirmar-se como mediador credível; com uma posição comum, poderá ganhar peso diplomático num processo que até agora tem sido dominado por Washington, Moscovo e Kyiv.</p>
<p>Para já, a porta permanece apenas entreaberta. Mas, pela primeira vez em muitos meses, Bruxelas assume publicamente que está a preparar-se para a possibilidade de, quando surgir a oportunidade, sentar-se frente a frente com Vladimir Putin.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759998]]></sapo:autor>
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		<title>TAP acorda venda do &#8216;handling&#8217; à Menzies</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:35:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A TAP acordou a venda da sua participação de 49,9% na SPdH -- Serviços Portugueses de Handling (assistência em terra) à Menzies, antiga Groundforce, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A TAP acordou a venda da sua participação de 49,9% na SPdH &#8212; Serviços Portugueses de Handling (assistência em terra) à Menzies, antiga Groundforce, foi hoje anunciado. </P><br />
<P>&#8220;A TAP informa que celebrou com a Menzies e com a SPdH os contratos relativos à alienação à Menzies da totalidade da participação detida pela TAP no capital social da SPdH (49,9%) e à continuidade da prestação de serviços de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal/Porto Santo&#8221;, anunciou, em comunicado. </P><br />
<P>A conclusão da operação depende do cumprimento de autorizações regulatórias. </P><br />
<P>A transportadora disse que a celebração dos contratos em causa permite-lhe concretizar a operação de desinvestimento e reforçar o foco da companhia no seu negócio de aviação, em linha com os compromissos assumidos com a Comissão Europeia, que aprovou o seu plano de reestruturação. </P><br />
<P>O comunicado, que não precisa o valor da operação, adiantou que estes contratos permitem ainda assegurar estabilidade e previsibilidade na prestação dos serviços de &#8216;handling&#8217; à TAP, &#8220;independentemente do resultado final do concurso para a atribuição das licenças de assistência em escala nas categorias três, quatro e cinco nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro&#8221;. </P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760006]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Altri constitui Comissão Executiva liderada por José de Pina</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/altri-constitui-comissao-executiva-liderada-por-jose-de-pina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:31:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho de Administração da Altri constituiu hoje, em reunião, as comissões Executiva, liderada por José de Pina, e do Governo Societário, bem como os comités de Ética e Sustentabilidade para o triénio 2026-2028, foi comunicado ao mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho de Administração da Altri constituiu hoje, em reunião, as comissões Executiva, liderada por José de Pina, e do Governo Societário, bem como os comités de Ética e Sustentabilidade para o triénio 2026-2028, foi comunicado ao mercado.</p>
<p>Segundo uma nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Comissão Executiva é constituída por José Soares de Pina (presidente), Carlos Van Zeller e Silva (vice-presidente) João Carlos Pereira, Vítor Jorge da Silva, Miguel Palha de Sousa da Silveira e Sofia Jorge.</p>
<p>Da Comissão do Governo Societário fazem parte João Bento (presidente), Maria Marín e Verónica Soares Franco.</p>
<p>Por sua vez, o Comité de Ética é composto por Verónica Soares Franco (presidente), João Bento, Sandra Costa, Sofia Jorge, Raquel Carvalho e Susana Spratley.</p>
<p>Já para o Comité de Sustentabilidade foram designados Ana Pires (presidente), Ana Menéres de Mendonça, Sofia Jorge, Cláudia Brites e Rui Cesário Pereira.</p>
<p>Na sessão de hoje da bolsa, as ações da Altri baixaram 1,97% para 4,98 euros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760000]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Kiev não atacará se Moscovo cumprir cessar-fogo, garante Zelensky</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-kiev-nao-atacara-se-moscovo-cumprir-cessar-fogo-zelensky/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:30:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente ucraniano afirmou hoje que Kiev não fará ataques de longo alcance contra Moscovo durante a trégua anunciada pelo Kremlin para comemorar, no sábado, a vitória soviética sobre os nazis, caso Moscovo cumpra o cessar-fogo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente ucraniano afirmou hoje que Kiev não fará ataques de longo alcance contra Moscovo durante a trégua anunciada pelo Kremlin para comemorar, no sábado, a vitória soviética sobre os nazis, caso Moscovo cumpra o cessar-fogo.</p>
<p>&#8220;A posição ucraniana não poderia ser mais transparente e clara. A Ucrânia agirá com reciprocidade. Se houver trégua, não haverá sanções ucranianas de longo alcance&#8221;, afirmou Volodymyr Zelensky num discurso à nação, horas antes da entrada em vigor da trégua, em alusão aos ataques ucranianos de longo alcance contra infraestruturas energéticas e alvos estratégicos russos.</p>
<p>O líder ucraniano denomina estes ataques &#8220;sanções de longo alcance&#8221;, uma vez que, segundo argumenta, têm efeitos semelhantes aos das sanções internacionais sobre a indústria petrolífera russa, com a qual o Kremlin financia o seu esforço de guerra.</p>
<p>O Presidente ucraniano advertiu, no entanto, os representantes dos países aliados da Rússia contra qualquer presença no desfile de sábado em Moscovo para comemorar a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi.</p>
<p>&#8220;Recebemos também mensagens de alguns Estados próximos da Rússia, indicando que os seus representantes tencionavam deslocar-se a Moscovo. Um desejo estranho nos tempos que correm. Não o recomendamos&#8221;, continuou Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Na mesma mensagem divulgada no Telegram, o líder ucraniano relembrou que a Ucrânia propôs um cessar-fogo com início na quarta-feira, mas que em resposta a Rússia voltou a atacar.</p>
<p>&#8220;Eles querem que a Ucrânia lhes dê permissão para realizar o seu desfile, para poderem sair à praça em segurança durante uma hora, uma vez por ano, e depois continuar a matar o nosso povo e a guerrear. Os russos já falam de ataques após 09 de maio. É uma lógica estranha e claramente inadequada da liderança russa&#8221;, disse Zelensky, referindo-se ao desfile militar organizado na Praça Vermelha, em Moscovo.</p>
<p>Na mesma comunicação, o Presidente ucraniano agradeceu aos soldados das operações especiais pelas ações conduzidas contra o navio russo &#8220;Kalibr&#8221;, capaz de lançar mísseis, no Mar Cáspio e por um ataque contra uma instalação petrolífera na região de Perm, perto dos Montes Urais.</p>
<p>Horas antes, o líder ucraniano já tinha feito menção a ataques contra infraestruturas estratégicas russas localizadas a uma distância de &#8220;quase 2.000 quilómetros&#8221; da fronteira com a Ucrânia.</p>
<p>&#8220;Recentemente, houve resultados significativos em Chelyabinsk [um dos principais centros de indústrias pesadas da Rússia], a cerca de 1.800 quilómetros de distância, bem como em Ecaterimburgo [a quarta maior cidade do país], a cerca de 2.000 quilómetros de distância&#8221;, escreveu Zelensky, numa mensagem publicada nas suas redes sociais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759992]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>CIP acusa UGT de não estar &#8220;interessada em acordo nenhum&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As confederações empresariais defenderam hoje que foi "negativo" não ter sido possível chegar a um acordo na Concertação Social sobre as alterações à lei laboral, com a CIP a acusar a UGT de não estar "interessada em acordo nenhum".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As confederações empresariais defenderam hoje que foi &#8220;negativo&#8221; não ter sido possível chegar a um acordo na Concertação Social sobre as alterações à lei laboral, com a CIP a acusar a UGT de não estar &#8220;interessada em acordo nenhum&#8221;.</p>
<p>&#8220;Fizemos concessões significativas que, na nossa opinião tornaram o texto mais próximo daquilo que eram as aspirações dos sindicatos&#8221;, mas &#8220;infelizmente não foi possível chegar&#8221; a acordo, afirmou o presidente da CCP, João Vieira Lopes, no final da reunião plenária de Concertação Social.</p>
<p>João Vieira Lopes considerou &#8220;negativo&#8221; não ter sido possível alcançar um entendimento, dado que &#8220;a história&#8221; tem demonstrado que as iniciativas aprovadas em Concertação Social &#8220;sofrem menos alterações na Assembleia da República&#8221; e as legislações &#8220;duram mais anos&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759991]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Seguro agradeceu apoio de Itália à candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança da ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:25:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República, António José Seguro, agradeceu hoje ao seu homólogo italiano, Sergio Mattarella, o apoio de Itália à candidatura portuguesa a um lugar no Conselho de Segurança da ONU em 2027-2028, a eleger em junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República, António José Seguro, agradeceu hoje ao seu homólogo italiano, Sergio Mattarella, o apoio de Itália à candidatura portuguesa a um lugar no Conselho de Segurança da ONU em 2027-2028, a eleger em junho.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas, no fim de um encontro com Sergio Mattarella, no Palácio do Quirinal, em Roma, o chefe de Estado afirmou que se verificou &#8220;uma convergência muito grande de pontos de vista com o Presidente italiano&#8221; em relação às questões europeias e internacionais, incluindo quanto à necessidade de reforçar a &#8220;autonomia estratégica&#8221; da União Europeia.</p>
<p>Segundo António José Seguro, a sua reunião com Mattarella teve como primeiro objetivo &#8220;reforçar as relações de cooperação e da amizade&#8221; entre Portugal e a Itália, que espera que vá mais longe no domínio da inovação e da tecnologia.</p>
<p>&#8220;Tive a oportunidade para lhe agradecer o apoio que a Itália está a dar, de uma forma muito intensa e comprometida, à candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Como sabem, vai haver uma decisão no início do próximo mês, em junho. Portanto, saio muito satisfeito desta minha segunda visita ao exterior do nosso país&#8221;, acrescentou.</p>
<p>O Presidente da República referiu que regressará a Itália em junho, para uma reunião da Cotec Europa, com a participação dos chefes de Estado italiano e espanhol, Itália, sobre inovação e inteligência artificial.</p>
<p>Portugal é candidato a um lugar de membro não-permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2027-2028. A Alemanha e a Áustria também apresentaram candidaturas para o mesmo biénio.</p>
<p>Todos os anos, a Assembleia Geral da ONU elege cinco de um total de dez membros não-permanentes para mandatos de dois anos.</p>
<p>Nos termos de uma resolução da ONU, os dez lugares rotativos são distribuídos regionalmente da seguinte forma: cinco africanos e asiáticos, um da Europa de Leste, dois da América Latina, e dois da Europa Ocidental e outros Estados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759972]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSD diz que se Chega admite adiar discussão sobre revisão constitucional &#8220;é muito sensato&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/psd-diz-que-se-chega-admite-adiar-discussao-sobre-revisao-constitucional-e-muito-sensato/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:21:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O líder parlamentar do PSD afirmou hoje que se o Chega admite adiar a discussão da revisão constitucional é uma posição "muito sensata", sem responder se os sociais-democratas irão apresentar qualquer projeto nos próximos 30 dias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O líder parlamentar do PSD afirmou hoje que se o Chega admite adiar a discussão da revisão constitucional é uma posição &#8220;muito sensata&#8221;, sem responder se os sociais-democratas irão apresentar qualquer projeto nos próximos 30 dias.</P><br />
<P>Hugo Soares falava no parlamento sobre o fim das negociações, sem sucesso, na concertação social da legislação laboral, e foi questionado sobre o processo de revisão constitucional hoje desencadeado pelo Chega, com a entrega de uma proposta que já consta na página da Assembleia da República.</P><br />
<P>O líder parlamentar do PSD começou por frisar que &#8220;a posição do PSD sobre revisão constitucional é conhecida de todo o país&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O PSD não vê a Constituição como um dogma, a própria Constituição prevê a sua revisão e pode e deve ser discutida. Sempre dissemos que qualquer discussão à volta de uma revisão constitucional se devia fazer na segunda metade da legislatura, aqui repito o que foi a pronúncia do primeiro-ministro nessa matéria&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Questionado se o PSD não irá então apresentar um projeto próprio nos próximos 30 dias, Hugo Soares não respondeu diretamente.</P><br />
<P>&#8220;Já disse tudo o que tinha a dizer sobre revisão constitucional, creio que fui absolutamente claro&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>De acordo com o regimento da Assembleia da República, após a apresentação do primeiro projeto, quaisquer outros têm de ser apresentados no prazo de 30 dias.</P><br />
<P>Perante a insistência dos jornalistas no tema, Hugo Soares disse não ter acompanhado a conferência de imprensa de André Ventura.</P><br />
<P>&#8220;Aparentemente, terá mostrado disponibilidade para adiar a discussão. Se o Chega entende que deve agora apresentar um projeto de revisão constitucional e está aberto ao calendário que o PSD definiu há muito tempo, parece-me muito sensato e não podia estar mais de acordo com a posição de discutir a revisão constitucional na segunda metade da legislatura&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O presidente do Chega afirmou que o PSD &#8220;tem abertura&#8221; para participar no processo de revisão constitucional hoje desencadeado e o seu partido &#8220;tem abertura para ser flexível na calendarização dos trabalhos&#8221;.</P><br />
<P>André Ventura foi questionado como se poderá fazer esta flexibilização já que o regimento da Assembleia da República prevê que, após a apresentação do primeiro projeto, quaisquer outros tenham de ser apresentados no prazo de 30 dias.</P><br />
<P>&#8220;Terá que se encontrar alguma forma de suspender a determinado momento e aguardar as propostas que o PSD quiser apresentar&#8221;, disse.</P><br />
<P>&#8220;É provável que o acordo final desta revisão constitucional, se houver, pode chegar apenas em 2027, se não houver nenhuma turbulência&#8221;, antecipou.</P><br />
<P>Questionado se há conversas com o PSD sobre esta matéria, Ventura respondeu que há conversas sobre &#8220;muitas coisas&#8221; e publicamente é conhecido quer o calendário do Chega, quer o do PSD, que tem remetido este tema para uma segunda fase da legislatura.</P><br />
<P>&#8220;Se apresentámos agora é porque achamos que há condições para uma calendarização conjunta (&#8230;) Espero que haja até final do ano um memorando de entendimento constitucional&#8221;, disse.</P><br />
<P>Sobre a forma prática como poderá fazer essa concertação, o líder do Chega admitiu uma figura como &#8220;uma suspensão extraordinária dos trabalhos&#8221; aprovada em plenário por PSD e Chega.</P><br />
<P>A deputada Cristina Rodrigues acrescentou que &#8220;o mais provável é que os trabalhos de revisão constitucional se iniciem apenas depois do verão&#8221;, após as férias parlamentares, e nunca estariam concluídos até final do ano, dando a entender que isso poderia ir ao encontro do calendário do PSD.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759958]]></sapo:autor>
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		<title>Gigantes da alimentação acusam supermercados europeus de criar &#8220;mega cartel&#8221; no setor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:19:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A denúncia foi formalizada junto da Comissão Europeia numa altura em que Bruxelas prepara uma revisão da diretiva relativa às práticas comerciais desleais, legislação que regula as relações entre produtores, fornecedores e distribuidores no mercado europeu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria europeia da alimentação e dos bens de grande consumo lançou uma forte ofensiva contra as maiores cadeias de supermercados que operam no continente, acusando-as de terem criado uma estrutura de concentração de compras com características de cartel e de exercerem um poder negocial excessivo sobre fornecedores. A denúncia foi formalizada junto da Comissão Europeia numa altura em que Bruxelas prepara uma revisão da diretiva relativa às práticas comerciais desleais, legislação que regula as relações entre produtores, fornecedores e distribuidores no mercado europeu.</p>
<p>No centro da contestação está a AIM, associação europeia que representa algumas das maiores marcas mundiais de consumo e que integra 54 empresas, entre as quais Nestlé, Danone, Lactalis, Kraft Heinz, Coca-Cola, PepsiCo e Heineken, além de associações nacionais como a Promarca. Na exposição apresentada às instituições europeias, a organização sustenta que, longe de diminuírem, os abusos comerciais terão aumentado nos últimos anos, impulsionados pela criação de grandes plataformas de compra conjunta entre grupos de distribuição de vários países.</p>
<p>Segundo a associação, “as práticas comerciais desleais continuam a estar amplamente disseminadas e afetam a competitividade da União Europeia”, alertando para “um desequilíbrio no poder negocial devido à dependência económica e ao controlo do acesso aos consumidores” por parte das grandes cadeias de distribuição. A AIM considera que a crescente concentração do retalho alimentar europeu está a alterar profundamente a relação de forças dentro da cadeia de abastecimento, colocando fornecedores numa posição cada vez mais vulnerável.</p>
<p><strong>Fornecedores denunciam pressão comercial e medo de represálias</strong><br />
Para sustentar a sua posição, a associação apresenta um inquérito realizado junto de 439 fornecedores de bens de consumo, cujos resultados traçam um retrato preocupante do setor. De acordo com os dados recolhidos, 71% das empresas afirmam ter enfrentado pelo menos uma prática comercial considerada desleal. Ainda assim, apenas 23% dizem sentir-se em condições de reagir ou denunciar formalmente essas situações.</p>
<p>Esta discrepância é apontada como um sinal claro do receio de represálias comerciais. Muitas empresas dependem fortemente da presença nas prateleiras das grandes cadeias para chegar ao consumidor final, o que reduz drasticamente a margem de manobra negocial e, segundo a AIM, alimenta uma relação estruturalmente desequilibrada.</p>
<p>Entre as práticas que a indústria considera mais problemáticas estão ameaças de exclusão da lista de fornecedores, suspensão de encomendas durante contratos em vigor, penalizações consideradas injustificadas, deduções unilaterais em pagamentos, cobrança de taxas de serviço adicionais e imposição de condições de acesso aos canais de distribuição sem verdadeira capacidade de negociação por parte dos produtores.</p>
<p>A associação pede por isso à Comissão Europeia que atualize a lista de práticas proibidas, defendendo “restrições mais claras em matéria de coação comercial e represálias, bem como da ameaça dessas represálias”, de forma a adaptar a legislação à nova realidade do mercado europeu.</p>
<p>Cinco grandes alianças concentram cerca de 60% das vendas alimentares na União Europeia</p>
<p>Um dos pontos centrais da denúncia prende-se com o crescimento das chamadas alianças europeias de compra — consórcios criados por grandes grupos de distribuição para negociar em conjunto com fornecedores e reforçar o seu poder comercial.</p>
<p>Segundo os dados apresentados pela AIM, os membros de apenas cinco das maiores alianças representam atualmente cerca de 60% das vendas alimentares na União Europeia. Trata-se de um salto muito significativo face a 2015, quando esse peso era estimado em 31%.</p>
<p>A associação considera que esta concentração criou uma “assimetria estrutural na negociação”, agora amplificada por estas plataformas multinacionais, que influenciam não apenas os contratos centralizados, mas também as negociações nacionais em vários mercados.</p>
<p>Entre as alianças destacadas encontra-se a Epic Partners, sediada em Genebra, que junta grupos como a alemã Edeka, a francesa Auchan, proprietária da marca Alcampo, a portuguesa Pingo Doce e a suíça Migros.</p>
<p>Outra estrutura relevante é a Eurelec Trading, que opera a partir de Bruxelas e integra o grupo alemão Rewe, a cadeia francesa Leclerc e a neerlandesa Ahold.</p>
<p>Mais recentemente surgiu também a Concordis Trading, aliança criada por Carrefour, Coopérative U e RTG International para coordenar compras em mercados como Espanha, França e Alemanha.</p>
<p>Na perspetiva da indústria, o impacto destas alianças vai muito além dos volumes formalmente negociados em conjunto. A AIM sublinha que “mesmo quando apenas parte das compras é centralizada, os resultados obtidos ao nível da aliança funcionam cada vez mais como referência para ancorar negociações nacionais”, reforçando a pressão competitiva e o poder de imposição comercial dos distribuidores.</p>
<p><strong>Retalhistas defendem alianças e rejeitam acusações</strong><br />
Do lado da distribuição, a leitura é completamente diferente.</p>
<p>A EuroCommerce, organização que representa o comércio europeu, saiu em defesa destas alianças, argumentando que as investigações já realizadas por Bruxelas “não encontraram provas de efeitos anticoncorrenciais” resultantes destes acordos.</p>
<p>Pelo contrário, o setor do retalho sustenta que a negociação conjunta permite obter melhores condições de compra e, consequentemente, baixar preços ao consumidor final, promovendo maior concorrência no mercado.</p>
<p>Segundo fontes ligadas à representação dos distribuidores, estas parcerias são celebradas entre operadores de diferentes países europeus, cujo peso negocial individual continua muito abaixo do das grandes multinacionais globais da alimentação. Nessa perspetiva, as alianças funcionariam como mecanismo de equilíbrio face aos gigantes industriais e não como instrumento de abuso.</p>
<p><strong>Bruxelas prepara nova ofensiva regulatória</strong><br />
A disputa surge num momento particularmente sensível, com a Comissão Europeia empenhada em rever a diretiva sobre práticas comerciais desleais aprovada em 2019.</p>
<p>Entre as alterações em análise está o reforço da cooperação obrigatória entre Estados-membros para investigar abusos transfronteiriços, facilitar a troca de informação entre autoridades nacionais e coordenar sanções em casos que envolvam vários países simultaneamente.</p>
<p>Bruxelas quer também evitar que empresas tirem partido de diferenças legislativas entre Estados para operar em jurisdições mais favoráveis, reforçando a capacidade de resposta europeia perante práticas abusivas de dimensão multinacional.</p>
<p>Embora a discussão pública esteja atualmente centrada na tensão entre indústria e supermercados, o objetivo principal da Comissão Europeia continua a ser a proteção da cadeia alimentar como um todo, especialmente do setor primário, procurando impedir que agricultores e produtores continuem a suportar o peso das pressões comerciais exercidas ao longo da cadeia de distribuição.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759931]]></sapo:autor>
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		<title>Euro sobe face ao dólar pela terceira sessão consecutiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:15:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O euro subiu hoje face ao dólar, pela terceira sessão consecutiva, quando cerca de 1.500 navios continuam retidos no golfo Pérsico devido ao bloqueio imposto pelo Irão no estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O euro subiu hoje face ao dólar, pela terceira sessão consecutiva, quando cerca de 1.500 navios continuam retidos no golfo Pérsico devido ao bloqueio imposto pelo Irão no estreito de Ormuz. </P><br />
<P>Às 18:02 (hora de Lisboa), o euro negociava a 1,1759 dólares, quando na quarta-feira, pela mesma hora, seguia a 1,1748 dólares.</P><br />
<P>O euro também avançou relativamente à libra e ao iene. </P><br />
<P>O Banco Central Europeu (BCE) fixou hoje o câmbio de referência do euro em 1,1770 dólares.</P><br />
<P>Cerca de 1.500 navios e as respetivas tripulações continuam retidos no golfo Pérsico devido ao bloqueio imposto pelo Irão no estreito de Ormuz, afirmou hoje um responsável da Organização Marítima Internacional (OMI).</P><br />
<P>&#8220;Neste momento, temos cerca de 20.000 tripulantes e cerca de 1.500 navios retidos&#8221;, declarou Arsenio Dominguez, secretário-geral da agência da ONU encarregue pela segurança marítima, por ocasião da abertura da Convenção Marítima das Américas na capital do Panamá.</P><br />
<P>&#8220;São pessoas inocentes que desempenham o seu trabalho diariamente em benefício dos restantes países&#8221; e &#8220;que se veem apanhadas em situações geopolíticas que lhes são alheias&#8221;, acrescentou Dominguez durante o evento que reuniu líderes da indústria e organismos internacionais do setor marítimo.</P><br />
<P>Desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada por uma ofensiva israelo-americana em 28 de fevereiro, Teerão controla o estreito de Ormuz, estratégico para o comércio mundial de hidrocarbonetos.</P><br />
<P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, na quarta-feira, que os dois lados tiveram &#8220;conversas muito positivas nas últimas 24 horas&#8221;, admitindo um acordo iminente para pôr fim ao conflito.</P><br />
<P>Washington mantém, no entanto, um bloqueio aos portos iranianos, imposto em 13 de abril, cinco dias após a entrada em vigor do cessar-fogo entre os Estados Unidos e a República Islâmica.</P><br />
<P></P><br />
<P></P><br />
<P></P><br />
<P>Divisas&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..hoje&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.quarta-feira</P><br />
<P> </P><br />
<P> </P><br />
<P>Euro/dólar&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..1,1759&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..1,1748</P><br />
<P> </P><br />
<P> </P><br />
<P>Euro/libra&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..0,86522&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;0,86457</P><br />
<P> </P><br />
<P> </P><br />
<P>Euro/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.184,21&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.183,71</P><br />
<P> </P><br />
<P> </P><br />
<P>Dólar/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;156,65&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.156,38</P><br />
<P></P><br />
<P></P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>PS diz que ausência de acordo na Concertação Social é derrota de Montenegro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ O PS considerou hoje que a falta de acordo na Concertação Social sobre a legislação laboral é uma derrota do primeiro-ministro e que o Governo "geriu mal este processo", aguardando para ver a proposta que chegará ao parlamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O PS considerou hoje que a falta de acordo na Concertação Social sobre a legislação laboral é uma derrota do primeiro-ministro e que o Governo &#8220;geriu mal este processo&#8221;, aguardando para ver a proposta que chegará ao parlamento.</p>
<p>&#8220;A ausência de acordo na Concertação Social sobre as questões laborais é, antes de mais e acima de tudo, uma derrota do Governo e do próprio primeiro-ministro Luís Montenegro. O Governo geriu mal este processo do primeiro ao último dia e apresentou uma proposta que não prometeu num programa eleitoral&#8221;, disse aos jornalistas o deputado do PS Miguel Cabrita, no parlamento.</p>
<p>Considerando que a proposta do Governo está &#8220;cheia de recuos para os jovens, trabalhadores e famílias&#8221;, o socialista acusou o Governo de não ter sabido &#8220;entender os sinais que foi recebendo&#8221;, de ter tido uma &#8220;enorme inflexibilidade do primeiro ao último dia&#8221; e de ter desistido do diálogo social.</p>
<p>Sobre o que fará o PS com a proposta que a ministra do Trabalho disse hoje que vai seguir para o parlamento, Miguel Cabrita disse que os socialistas vão esperar para ver o conteúdo do diploma.</p>
<p>&#8220;Mas há uma garantia que podemos dar, as propostas que o PS vai colocar em cima da mesa e aquilo que estamos dispostos a negociar serão mudanças laborais no sentido de melhorar a vida das pessoas, dos trabalhadores, dos jovens, as condições das empresas, mas não estaremos disponíveis para alinhar numa lógica em que uns ganham e outros perdem e esse foi sempre o pressuposto desta proposta do Governo&#8221;, avisou.</p>
<p>Perante a insistência dos jornalistas, o deputado do PS disse que o partido &#8220;não estará disponível para viabilizar propostas que piorem a vida das pessoas&#8221;.</p>
<p>&#8220;As nossas propostas serão todas para procurar reequilibrar esta agenda, que nasceu muito desequilibrada a favor de um dos lados e que o Governo nunca revelou nem disponibilidade, nem vontade, nem capacidade para reequilibrar&#8221;, antecipou.</p>
<p>As negociações sobre a reforma laboral terminaram hoje sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais, assumiu a ministra do Trabalho, dizendo que um dos parceiros foi intransigente mas o executivo quer levar uma iniciativa ao parlamento.</p>
<p>Rosário Palma Ramalho afirmou, que, ao longo do processo negocial, que durou mais de nove meses, o executivo &#8220;esteve sempre de boa fé&#8221; e &#8220;fez inúmeras cedências&#8221;, tendo em vista levar a negociação &#8220;a bom porto&#8221;, contudo, &#8220;um dos parceiros revelou-se absolutamente intransigente&#8221;, disse, referindo-se à UGT.</p>
<p>&#8220;Todas as negociações têm um fim. O fim foi hoje&#8221;, disse ainda a ministra do Trabalho, que indicou que vai levar &#8220;esta decisão final&#8221; ao primeiro-ministro e que &#8220;o Governo vai avaliar muito rapidamente o passo seguinte que será a transformação em proposta de lei para que o processo siga&#8221; para o parlamento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759950]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSD acusa UGT de intransigência negocial e sugere que não informou os seus sindicatos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/psd-acusa-ugt-de-intransigencia-negocial-e-sugere-que-nao-informou-os-seus-sindicatos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:12:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ O PSD acusou hoje a UGT de ter demonstrado absoluta intransigência, recusando consensualizar um acordo para revisão das leis laborais, e sugeriu que esta confederação sindical não informou devidamente os seus sindicatos ao longo das negociações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O PSD acusou hoje a UGT de ter demonstrado absoluta intransigência, recusando consensualizar um acordo para revisão das leis laborais, e sugeriu que esta confederação sindical não informou devidamente os seus sindicatos ao longo das negociações.</p>
<p>Esta posição foi transmitida pelo líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, em conferência de imprensa, no parlamento, após as negociações sobre a revisão das leis do trabalho terem terminado sem acordo entre parceiros sociais e Governo.</p>
<p>&#8220;Ficou demonstrado que a UGT esteve desde o princípio absolutamente intransigente. A UGT não quis nunca chegar a um acordo com o Governo e com os restantes parceiros sociais. A sociedade civil, o Governo, o Grupo Parlamentar do PSD e muita gente, quer trabalhadores, quer empresários, gostavam que tivesse acontecido um acordo de concertação social&#8221;, declarou o presidente da bancada do PSD.</p>
<p>Na conferência de imprensa, Hugo Soares manifestou depois dúvidas se os sindicatos que estão filiados na UGT tiveram acesso a informação suficiente sobre a evolução das negociações em sede de concertação social.</p>
<p>&#8220;Tenho dúvidas se os sindicatos souberam a par e passo tudo aquilo que aconteceu na concertação social. Depois de tanto esforço, depois de mais 900 horas de negociação, depois de mais 130 artigos consensualizados, sobravam seis. E um dos parceiros sociais [a CIP, na quarta-feira] apresentou soluções que iriam ao encontro daquilo possível de ser atendido pela UGT, mas nem assim foi possível&#8221;, apontou.</p>
<p>De acordo com o líder parlamentar social-democrata, a atuação da UGT ao longo deste processo pode ser resumida na frase do secretário-geral desta central sindical, Mário Mourão, quando, segundo Hugo Soares, disse &#8220;que não tinha proposta nenhuma para apresentar&#8221;.</p>
<p>&#8220;É caso para perguntar o que lá foram hoje fazer&#8221;, completou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759949]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Concorrência dá &#8216;luz verde&#8217; à compra da Logifruit pela Mercadona</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/concorrencia-da-luz-verde-a-compra-da-logifruit-pela-mercadona/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:10:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade da Concorrência (AdC) deu 'luz verde' à compra, pela Mercadona, do controlo exclusivo da Logifruit Iberia e da sua filial portuguesa detida a 100%, Logienvases, em conjunto denominadas Grupo Logifruit.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Autoridade da Concorrência (AdC) deu &#8216;luz verde&#8217; à compra, pela Mercadona, do controlo exclusivo da Logifruit Iberia e da sua filial portuguesa detida a 100%, Logienvases, em conjunto denominadas Grupo Logifruit.</P><br />
<P>A autoridade informa hoje no seu &#8216;site&#8217; que &#8220;adotou uma decisão de não oposição na operação de concentração Mercadona / Logifruit&#8221;, dado que &#8220;a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste&#8221;.</P><br />
<P>Em 16 de abril, a AdC foi notificada desta operação.</P><br />
<P>A Mercadona é uma empresa familiar espanhola com atividade na distribuição retalhista de bens de consumo diário através de uma rede de estabelecimentos próprios, que explora sob a marca Mercadona, sendo participada maioritariamente pela FINOP, S.L., empresa controlada, em última instância, por Juan José Roig Alfonso. </P><br />
<P>Em Portugal, a Mercadona exerce atividade através da sociedade Irmãdona, que conta com uma rede de 69 lojas.</P><br />
<P>O grupo Logifruit tem por atividade a prestação de serviços de aluguer e gestão de embalagens reutilizáveis de transporte (ERT), que incluem embalagens e caixas denominadas Reusable Plastic Containers (RPC) e paletes. </P><br />
<P>Este grupo é representado em Portugal através da sociedade Logienvases.</P><br />
<P></P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759948]]></sapo:autor>
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		<title>Empresas agrícolas do sudoeste alentejano com dificuldades para recrutar trabalhadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:06:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de dois terços das empresas agrícolas do sudoeste alentejano anteveem dificuldades de contratação de mão-de-obra na próxima campanha, a maioria delas devido às alterações introduzidas na legislação da imigração, segundo um estudo hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de dois terços das empresas agrícolas do sudoeste alentejano anteveem dificuldades de contratação de mão-de-obra na próxima campanha, a maioria delas devido às alterações introduzidas na legislação da imigração, segundo um estudo hoje divulgado.</p>
<p>Segundo o inquérito anual aos seus associados, promovido pela Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA), na base desta previsão estão as alterações legislativas na lei da imigração.</p>
<p>O estudo, ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, abrange mais de 30 empresas hortofrutícolas portuguesas da região do sudoeste alentejano, tendo o período de auscultação decorrido entre 18 de agosto e 15 de novembro de 2025.</p>
<p>&#8220;Mais de dois terços das empresas do setor agrícola do sudoeste alentejano preveem enfrentar dificuldades no recrutamento de mão-de-obra na próxima campanha&#8221;, pode ler-se no documento.</p>
<p>E, no seio destas, para 33%, ou seja, para um terço, o que está em causa é a &#8220;complexidade burocrática dos processos de regularização e contratação de imigrantes&#8221;.</p>
<p>Luís Mesquita Dias, presidente da AHSA, citado no comunicado relativo ao estudo, admitiu que &#8220;as alterações legislativas na área da migração eram necessárias e fazem sentido, contribuindo para um enquadramento mais estruturado e equilibrado&#8221;.</p>
<p>No entanto, ressalvou, &#8220;trazem consigo desafios operacionais e um período de adaptação que está a dificultar o acesso a trabalhadores estrangeiros, essenciais para a atividade&#8221;.</p>
<p>&#8220;É importante garantir que este processo decorre com eficácia, minimizando impactos na capacidade de resposta das empresas no curto prazo&#8221;, defendeu Luís Mesquita Dias.</p>
<p>Entre as empresas inquiridas que preveem dificuldades na captação de trabalhadores na próxima campanha, 14% apontaram como razão a &#8220;procura por melhores condições de vida e de trabalho noutros locais e países&#8221; e outras 14% aludiram ao &#8220;desequilíbrio entre a oferta e a procura.</p>
<p>Já 9,5% das empresas referiram a &#8220;falta de alojamento&#8221; no sudoeste alentejano como fator que dificulta a contratação de mão-de-obra.</p>
<p>O documento aponta ainda para &#8220;a forte dependência de mão-de-obra&#8221; estrangeira neste setor, já que 74% das organizações têm &#8220;mais de metade dos seus postos de trabalho preenchidos por imigrantes&#8221; e a maioria (55%) registam &#8220;uma proporção superior a 75%&#8221;.</p>
<p>O inquérito aponta igualmente que &#8220;mais de 60% das empresas espera um aumento&#8221; do volume total de negócios durante a próxima campanha agrícola e &#8220;29% antevê estabilidade&#8221;, pode ler-se.</p>
<p>O mesmo se verifica em relação &#8220;às previsões do valor das exportações, com mais de metade das empresas&#8221; a antever &#8220;uma subida&#8221;, enquanto &#8220;32%&#8221; dos associados prevê uma estabilidade.</p>
<p>O inquérito sublinha ainda a forte vertente exportadora da agricultura do sudoeste alentejano: &#8220;65% das empresas exportam mais de 70% da produção, número que ascende a 77% no caso das que exportam mais de 40%&#8221;.</p>
<p>O presidente da AHSA realçou que estes dados confirmam &#8220;um setor dinâmico e resiliente, com perspetivas de crescimento ao nível do volume de negócio e das exportações&#8221;.</p>
<p>Segundo o documento, que obteve uma taxa de resposta de 80%, França, Reino Unido, Países Baixos, Espanha e Alemanha surgem em destaque como os principais mercados.</p>
<p>A maioria das empresas avalia positivamente os resultados de 2025, com 75% a indicar que o desempenho ficou em linha com as expectativas ou superou o previsto.</p>
<p>&#8220;Os dados evidenciam também que a maioria das empresas (81%) apresenta um volume de negócio anual superior a um milhão de euros e 45% mais de cinco milhões de euros&#8221;, sublinhou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759947]]></sapo:autor>
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		<title>Parlamento francês aprova restituição de obras saqueadas na colonização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:06:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O parlamento francês aprovou hoje uma lei destinada a facilitar a restituição de obras saqueadas durante a colonização francesa, reclamadas há vários anos por países africanos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O parlamento francês aprovou hoje uma lei destinada a facilitar a restituição de obras saqueadas durante a colonização francesa, reclamadas há vários anos por países africanos.</P><br />
<P>Esta lei visa abrir &#8220;uma nova página&#8221; nas relações bilaterais com os países em causa, de acordo com o Governo francês.</P><br />
<P>A lei, aprovada por unanimidade pelos parlamentares das duas câmaras da Assembleia Nacional francesa, estabelece um quadro legal para permitir a retirada das coleções francesas de bens adquiridos de forma ilícita, quando reclamados pelo país ou povo de origem, com base em critérios científicos e históricos precisos.</P><br />
<P>O texto concretiza uma promessa feita pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, à juventude africana durante um discurso em Ouagadougou, em 2017.</P><br />
<P>&#8220;O momento é histórico&#8221;, declarou a ministra da Cultura francesa, Catherine Pégard, saudando a decisão de a França &#8220;abrir uma nova página&#8221; da sua história.</P><br />
<P>O objetivo assumido é promover &#8220;a renovação das relações&#8221;, num momento em que a França perdeu em larga medida a sua influência no continente, em particular no Sahel, e em que Macron inicia, a partir de sábado, uma nova visita africana.</P><br />
<P>Os pedidos de restituição de obras saqueadas pela França são antigos, mas enfrentaram a resistência dos grandes museus e foram durante muito tempo relegados para segundo plano político, antes de regressarem com força no início da década de 2010, nomeadamente por iniciativa do Benim.</P><br />
<P>Depois de ser eleito, Macron transformou o tema numa promessa política. Contudo, nove anos depois, as restituições contam-se pelos dedos de uma mão.</P><br />
<P>Em 2020, Paris devolveu ao Benim 26 tesouros de Abomey e ao Senegal o sabre de El Hadj Omar. Mais recentemente, no início deste ano, devolveu um &#8220;tambor falante&#8221; confiscado à Costa do Marfim em 1916, o &#8220;Djidji Ayokwe&#8221;.</P><br />
<P>Em causa está o princípio da inalienabilidade das coleções públicas, que obriga a decidir caso a caso cada restituição. </P><br />
<P>A nova lei-quadro permite ao Governo restituir obras por decreto, sem necessidade de recorrer a legislação específica por cada caso.</P><br />
<P>O diploma estabelece vários critérios, nomeadamente para avaliar o caráter lícito ou ilícito da apropriação, e prevê a consulta obrigatória de duas comissões &#8212; uma científica e outra com representação parlamentar &#8212; para emissão de parecer.</P><br />
<P>O texto abrange apenas bens adquiridos entre 1815 e 1972, correspondendo ao início do segundo império colonial francês e à entrada em vigor de uma convenção da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).</P><br />
<P>Até agora, os pedidos de restituição não são numerosos &#8212; cerca de uma dezena, segundo o Ministério da Cultura &#8211;, mas deverão aumentar depois da promulgação da lei.</P><br />
<P>A China, por exemplo, manifestou já impaciência em cooperar com a França neste domínio, lembrando ainda o saque do antigo Palácio de Verão em Pequim, em 1860, pelas forças franco-britânicas, episódio ainda profundamente sentido no país.</P><br />
<P>A Argélia reclama objetos pessoais do emir Abdelkader, figura da resistência anticolonial, e o Mali peças do tesouro de Ségou. O Benim apresentou igualmente outros pedidos, incluindo uma estátua do deus Gou.</P><br />
<P>O texto aprovado prevê ainda a integração de um novo objetivo nas missões dos museus franceses: a investigação da proveniência dos bens.</P><br />
<P> </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759946]]></sapo:autor>
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		<title>Setor das telecomunicações está robusto, sólido e competitivo, afirma Anacom</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/setor-das-telecomunicacoes-esta-robusto-solido-e-competitivo-anacom/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:04:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) considerou hoje que o setor das telecomunicações está robusto, sólido, competitivo e com capacidade de investimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) considerou hoje que o setor das telecomunicações está robusto, sólido, competitivo e com capacidade de investimento.</P><br />
<P>Sandra Maximiano falava no último dia do congresso da APDC (Digital Business Congress), que decorre no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), sob o mote &#8220;A Europa na Era Digital &#8211; O Equilíbrio entre Soberania, Segurança e Inovação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O setor está robusto, diria que temos um setor sólido que é competitivo, com capacidade de investimento e isso tem-se refletido nos últimos&#8221;, embora &#8220;isso não signifique que não seja um setor que precise de mais financiamento&#8221;, salientou a responsável.</P><br />
<P>A responsável disse ainda que o setor tem vindo &#8220;a ganhar um novo dinamismo&#8221; com a entrada de um quarto operador, a Digi.</P><br />
<P></P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759944]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Autoridade da Concorrência dá aval à compra da Prioridade pela DST</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 16:59:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade da Concorrência (AdC) deu aval à compra pela DST da Prioridade -- Construção de Vias de Comunicação, pelo facto de a operação não criar "entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade da Concorrência (AdC) deu aval à compra pela DST da Prioridade &#8212; Construção de Vias de Comunicação, pelo facto de a operação não criar &#8220;entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste&#8221;.</p>
<p>Numa informação publicada hoje na sua página na Internet, a AdC informa que &#8220;adotou uma decisão de não oposição na operação de concentração DST/Prioridade&#8221;, uma vez que a mesma &#8220;não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste&#8221;.</p>
<p>A DST é uma sociedade gestora de participações sociais do grupo empresarial DST, com atividades em áreas de engenharia e construção, energias renováveis, telecomunicações, ambiente e imobiliário, tanto em Portugal como no exterior.</p>
<p>Já a Prioridade dedica-se, principalmente, à construção e reabilitação de vias de comunicação rodoviárias e ao fabrico e comercialização de misturas betuminosas utilizadas para o efeito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759942]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hantavírus: Em 2018, surto mortal em festa de aniversário provou que a doença pode espalhar-se entre humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 16:54:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O atual foco internacional de atenção sobre o hantavírus, depois do surto registado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, ganhou uma nova dimensão à luz de um caso particularmente grave ocorrido na Argentina entre 2018 e 2019.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O atual foco internacional de atenção sobre o hantavírus, depois do surto registado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, ganhou uma nova dimensão à luz de um caso particularmente grave ocorrido na Argentina entre 2018 e 2019, onde uma cadeia de transmissão humana provocou 34 infeções confirmadas e 11 mortes. A investigação científica que analisou esse episódio veio demonstrar que a variante andina do vírus, ao contrário do que durante anos se assumiu para a generalidade dos hantavírus, não se limita a ser transmitida de roedores para humanos e pode, em determinadas circunstâncias, circular entre pessoas de forma significativa.</p>
<p>A descoberta é especialmente relevante porque desafia a ideia amplamente difundida de que a transmissão entre humanos é residual ou meramente episódica. Embora continue a ser considerada uma exceção dentro da família dos hantavírus, a variante dos Andes revelou capacidade de propagação sustentada em contextos sociais concretos, nomeadamente em espaços fechados, com elevada proximidade entre pessoas e contacto prolongado.</p>
<p><strong>Um aniversário com 100 convidados desencadeou cadeia de infeções</strong><br />
O caso que viria a marcar a literatura científica internacional teve origem nas províncias argentinas de Chubut, Neuquén e Río Negro, após a introdução do vírus a partir do seu reservatório natural em roedores. Contudo, a disseminação posterior ocorreu em ambiente humano.</p>
<p>Segundo o estudo publicado na revista médica The New England Journal of Medicine, o primeiro grande evento de transmissão pessoa a pessoa ocorreu numa festa de aniversário formal com cerca de 100 convidados. Uma mulher — identificada como “paciente 1” — compareceu no evento, mas permaneceu apenas cerca de 90 minutos, depois de começar a sentir febre e mal-estar.</p>
<p>Esse curto período bastou para desencadear múltiplos contágios.</p>
<p>Cinco pessoas sentadas nas proximidades desenvolveram sintomas compatíveis com síndrome pulmonar por hantavírus entre 17 e 24 dias depois. Mais tarde, os investigadores identificaram um sexto caso que inicialmente não parecia ter estado em contacto próximo com a paciente. A explicação surgiu posteriormente: ambos tinham-se cruzado numa casa de banho e cumprimentaram-se nesse momento.</p>
<p>Este detalhe tornou-se crucial para a compreensão da dinâmica do vírus: a proximidade física relativamente breve, em determinadas circunstâncias, pode ser suficiente para permitir transmissão.</p>
<p><strong>“Supertransmissores” alteraram o rumo do surto</strong><br />
O caso mais marcante foi o do chamado “paciente 2”, uma das pessoas infetadas nesse aniversário e que viria a assumir um papel central na propagação subsequente.</p>
<p>De acordo com os investigadores, esse doente tornou-se a fonte mais provável de pelo menos seis novas infeções, impulsionado por uma vida social ativa durante o período em que já apresentava sintomas. Entre os infetados esteve o seu próprio cônjuge.</p>
<p>O “paciente 2” acabou por morrer 16 dias após o início dos sintomas. No entanto, a cadeia de transmissão não terminou aí.</p>
<p>Durante o velório, o parceiro — já com febre — esteve em contacto próximo com várias pessoas. Entre 14 e 40 dias depois, dez participantes nesse funeral adoeceram. A partir daí, novos contágios continuaram a surgir através de contactos com pessoas sintomáticas, consolidando uma rede de transmissão humana que totalizou 34 casos.</p>
<p><strong>Taxa de propagação aproximou-se da Covid-19 no início da pandemia</strong><br />
Um dos aspetos que mais impressionou os cientistas foi a taxa de transmissão observada.</p>
<p>A análise epidemiológica concluiu que determinados infetados funcionaram como verdadeiros “supertransmissores”, apresentando uma taxa média de transmissão de 2,12 — ou seja, cada pessoa infetava, em média, mais de duas outras.</p>
<p>Para contextualizar, o coronavírus SARS-CoV-2, no início da pandemia de covid-19, apresentava uma taxa de contágio próxima de 3.</p>
<p>Isto não significa que o hantavírus dos Andes tenha potencial pandémico comparável, mas demonstra que o risco não pode ser analisado exclusivamente sob a lógica tradicional de infeção por exposição a excrementos ou secreções de roedores.</p>
<p>Existe transmissão social. Existe transmissão entre humanos. E, em determinadas condições, pode ocorrer de forma relevante.</p>
<p><strong>OMS vê semelhanças com o caso do cruzeiro MV Hondius</strong><br />
A Organização Mundial da Saúde traçou já paralelos entre o surto histórico argentino e o atual episódio a bordo do MV Hondius, navio onde foi identificado o foco que desencadeou o atual alerta sanitário internacional.</p>
<p>Abdirahman Khalif Mohamud, porta-voz da OMS, sublinhou essa comparação ao afirmar: “O que torna esta situação única é a semelhança: a concentração de pessoas num espaço fechado. Estamos agora numa situação semelhante.”</p>
<p>Perante esse cenário, o responsável apelou à aplicação das lições aprendidas em 2018, defendendo medidas rigorosas de rastreio de contactos e isolamento como forma de quebrar cadeias de transmissão.</p>
<p><strong>Há razões objetivas para tranquilidade</strong><br />
Apesar da gravidade do surto argentino, especialistas sublinham que há motivos sólidos para evitar alarmismo.</p>
<p>Gustavo Palacios, coautor principal do estudo e microbiologista no hospital Mount Sinai, em Nova Iorque, recorda que o episódio analisado foi altamente invulgar: “Há menos de mil casos documentados deste vírus. E, na maioria dos casos, não vemos cadeias de transmissão secundária.”</p>
<p>Mais ainda: quando as autoridades sanitárias impuseram isolamento voluntário aos contactos, a taxa de transmissão caiu rapidamente de 2,12 para 0,96 — abaixo do limiar de expansão sustentada.</p>
<p><strong>Outro fator tranquilizador prende-se com a própria biologia do vírus.</strong><br />
Segundo Palacios, o hantavírus apresenta um “beco sem saída” epidemiológico: “Nos hantavírus há um ponto morto na transmissão. Ao fim de três transmissões — o máximo que observámos — deixam de surgir novos contágios.”</p>
<p>Este comportamento contrasta fortemente com vírus como gripe ou coronavírus, que tendem para crescimento exponencial contínuo.</p>
<p><strong>Variante dos Andes é a mais perigosa da família dos hantavírus</strong><br />
A preocupação científica mantém-se, contudo, porque a variante dos Andes é considerada a mais agressiva dentro desta família viral.</p>
<p>Além de ser a única comprovadamente capaz de transmissão entre humanos, apresenta elevada letalidade. Na Argentina, registou uma taxa de mortalidade de 32% no último ano. Quando evolui para síndrome pulmonar por hantavírus — a forma mais grave da doença — a mortalidade sobe para 38%.</p>
<p>Os hantavírus circulantes na Europa e na Ásia são descritos como significativamente menos agressivos. Mesmo a variante presente nos Estados Unidos, apesar de mortalidade semelhante, não demonstra transmissão pessoa a pessoa.</p>
<p>É precisamente esta combinação — elevada letalidade e possibilidade de transmissão humana — que torna a variante andina objeto de vigilância reforçada.</p>
<p><strong>Lição científica é clara: o risco existe, mas pode ser contido</strong><br />
A grande conclusão retirada do surto argentino é inequívoca: o hantavírus dos Andes não pode ser encarado apenas como uma zoonose associada a roedores.</p>
<p>Em contextos específicos, sobretudo com proximidade física prolongada, aglomeração e espaços fechados, pode propagar-se entre humanos.</p>
<p>Ainda assim, a evidência disponível indica que a transmissão tende a ser limitada, geograficamente circunscrita e suscetível de controlo com medidas clássicas de saúde pública — isolamento, rastreio de contactos e vigilância epidemiológica apertada.</p>
<p>A ameaça existe. Mas, ao contrário de vírus com comportamento pandémico clássico, continua a haver fortes indícios de que a sua propagação pode ser travada antes de ganhar escala global.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759937]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Anacom diz que &#8220;muito em breve&#8221; haverá notícias sobre a renovação das licenças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 16:49:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) afirmou hoje esperar que haja "muito em breve" informação sobre como será feita a renovação das licenças de espectro, garantindo que está a estudar uma solução equilibrada e com previsibilidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) afirmou hoje esperar que haja &#8220;muito em breve&#8221; informação sobre como será feita a renovação das licenças de espectro, garantindo que está a estudar uma solução equilibrada e com previsibilidade.</p>
<p>Sandra Maximiano falava no último dia do congresso da APDC (Digital Business Congress), que decorre no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), sob o mote &#8220;A Europa na Era Digital &#8211; O Equilíbrio entre Soberania, Segurança e Inovação&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ainda não conseguimos saltar para consulta pública e para o Sentido Provável de Decisão (SPD), diria que está para breve&#8221; novidades sobre as condições de renovação das licenças de espectro que terminam em 2027.</p>
<p>&#8220;Espero que muito em breve tenhamos notícias&#8221;, reiterou a presidente da entidade reguladora.</p>
<p>&#8220;Tenho dito publicamente e sem qualquer receio, acho que não é surpresa para ninguém, a Anacom está a procurar uma solução equilibrada&#8221; e que &#8220;dê essa previsibilidade&#8221;, disse, algo que os operadores têm pedido insistentemente.</p>
<p>Sandra Maximiano confirmou que muitas das licenças de espectro &#8220;terminam em 2027&#8221;, mas garantiu que haverá novidades ainda este ano, sem adiantar se será durante o primeiro ou segundo semestre.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759936]]></sapo:autor>
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		<title>Livre apela a Governo para que &#8220;seja responsável&#8221; e não apresente pacote laboral ao parlamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 16:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A porta-voz do Livre apelou hoje ao Governo para que "seja responsável" e recue na apresentação de alterações à legislação laboral que não obtiveram consenso na concertação social, realçando que a proposta gerou contestação cívica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A porta-voz do Livre apelou hoje ao Governo para que &#8220;seja responsável&#8221; e recue na apresentação de alterações à legislação laboral que não obtiveram consenso na concertação social, realçando que a proposta gerou contestação cívica.</p>
<p>&#8220;O nosso apelo é que o Governo seja responsável e perceba o que é que está em causa com esta legislação laboral, com todo este processo, com o nível de contestação e não traga o pacote laboral ao parlamento&#8221;, apelou Isabel Mendes Lopes.</p>
<p>A responsável falava aos jornalistas na Assembleia da República e reagia ao facto de as negociações sobre a reforma laboral terem terminado hoje sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais, com a oposição da UGT.</p>
<p>No final da reunião, a ministra do Trabalho afirmou que um dos parceiros &#8220;foi intransigente&#8221; mas o executivo pretende levar uma proposta de lei ao parlamento.</p>
<p>A falha nas negociações não surpreendeu o Livre, afirmou Isabel Mendes Lopes, que acusou o Governo de ter sido &#8220;intransigente&#8221; e arrogante&#8221;, &#8220;impondo uma pressão do nosso ponto de vista bastante inadmissível junto das entidades que representam os trabalhadores&#8221;.</p>
<p>A também líder parlamentar do Livre argumentou ainda que se o Governo valoriza a estabilidade, competitividade e produtividade não deve fazer alterações ao código laboral que não reúnem consenso no parlamento e que poderão ser revertidas com uma outra maioria parlamentar.</p>
<p>&#8220;Não serão alterações que perdurarão no tempo e isso também não é bom para o país, termos alterações na nossa legislação laboral que não sejam estáveis e previsíveis e por isso o nosso apelo é que o Governo seja responsável</p>
<p>Isabel Mendes Lopes disse ainda que o Governo está &#8220;a colocar-se nas mãos do Chega&#8221; com esta proposta e voltou a apelar para que o executivo recue.</p>
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		<title>Hantavírus: Segundo doente proveniente do cruzeiro &#8220;MV Hondius&#8221; testou positivo nos Países Baixos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 16:42:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um segundo doente do navio de cruzeiro "MV Hondius", que desencadeou um alerta sanitário internacional devido a um raro surto de hantavírus, testou positivo para a doença, anunciou hoje o hospital neerlandês onde está internado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um segundo doente do navio de cruzeiro &#8220;MV Hondius&#8221;, que desencadeou um alerta sanitário internacional devido a um raro surto de hantavírus, testou positivo para a doença, anunciou hoje o hospital neerlandês onde está internado.</p>
<p>&#8220;Está agora confirmado que o doente hospitalizado tem hantavírus. O doente foi informado disso e deu o seu consentimento para que a informação fosse divulgada&#8221;, indicou o hospital LUMC de Leiden, que admitiu na quarta-feira à noite o doente no seu serviço de doenças infecciosas graves.</p>
<p>O hospital Radbud de Nimègue tinha confirmado horas antes que um doente procedente do navio de cruzeiro tinha testado positivo.</p>
<p>Não existe vacina nem tratamento específico para este vírus, que pode ser contraído através do contacto com roedores e cuja estirpe dos Andes, detetada em passageiros do cruzeiro infetados, é a única em que se conhecem casos de transmissão entre humanos.</p>
<p>O cruzeiro onde foram registados os casos e, até agora, três mortes zarpou de Ushuaia, na Patagónia, a 01 de abril, para uma viagem através do oceano Atlântico, e os investigadores querem determinar se o contágio aconteceu em terra (na Argentina, no Chile ou no Uruguai), através de roedores, ou já a bordo do navio.</p>
<p>O primeiro passageiro a apresentar sintomas (febre, dor de cabeça e diarreia ligeira) foi um cidadão neerlandês de 70 anos que adoeceu a 06 de abril e é considerado o paciente zero. O homem morreu a bordo do navio no dia 11 de abril.</p>
<p>Treze dias depois, a 24 de abril, o seu corpo foi desembarcado em Santa Helena (ilha remota no oceano Atlântico sul que faz parte do território britânico), juntamente com a mulher, uma neerlandesa de 69 anos.</p>
<p>A mulher também apresentava sintomas, mas voou para Joanesburgo, África do Sul, a 25 de abril, onde ia embarcar num voo de regresso aos Países Baixos. Morreu no dia seguinte, e a sua infeção por hantavírus foi confirmada a 04 de maio.</p>
<p>Segundo o armador do navio de cruzeiro &#8220;MV Hondius&#8221;, 30 passageiros &#8211; incluindo o corpo do paciente zero &#8212; desembarcaram na ilha de Santa Helena.</p>
<p>Entretanto, a 02 de maio, um cidadão alemão morreu a bordo, após ter apresentado os primeiros sintomas a 28 de abril, e um outro passageiro, um cidadão suíço que também desembarcara em Santa Helena, foi hospitalizado em Zurique e testou positivo.</p>
<p>Mais três casos suspeitos foram desembarcados na quarta-feira do navio &#8220;MV Hondius&#8221; em Cabo Verde &#8211; dois tripulantes, um britânico e um neerlandês, que estavam doentes e um caso de contacto assintomático, outro neerlandês &#8211; e transferidos em voos médicos que partiram da Praia com destino aos seus países de origem.</p>
<p>Os hantavírus são transmitidos aos humanos através de roedores selvagens infetados que excretam o vírus na saliva, urina e fezes.</p>
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