Numa entrevista a uma televisão italiana, ao tentar justificar a invasão russa e o argumento de “desnazificação” da Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, defendeu que a ascendência judaica de Volodymyr Zelensky não importa.
“E então se Zelensky é judeu? O facto não nega os elementos nazis na Ucrânia. Acredito que Hitler também tinha sangue judeu. Alguns dos piores antissemitas são judeus”, disse Lavrov.
O responsável pela diplomacia russa referia-se a uma teoria que não está provada de que Adolf Hitler tinha uma linhagem judaica.
Sergei Lavrov acrescentou que o presidente ucraniano poderia promover a paz com a Rússia se parasse de dar ordens “criminosas” aos seus “soldados nazis”. O ministro russo argumentou ainda que “os americanos e os canadianos desempenharam um papel importante na preparação de subdivisões ultra-radicais e abertamente neonazis na Ucrânia”.
Após estas afirmações controversas de Lavrov, o governo de Israel reagiu, considerando que se trataram de comentários “indesculpáveis” e “delirantes”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel frisou que as afirmações de Lavrov são “escandalosas e um erro histórico horrível”.
“Os judeus não se mataram no Holocausto. O nível mais baixo do racismo contra os judeus é culpá-los pelo antissemitismo”, sublinhou Yair Lapid.
As críticas do governo israelita ao Kremlin surgem numa altura em que o país procurava adotar uma posição neutral relativamente ao conflito na Ucrânia.













