A hidroxicloroquina mostrou algum efeito antiviral no organismo de macacos infetados com o novo coronavírus mas não teve resultados quando testada num modelo de vias aéreas humanas, segundo apurou estudo publicado, esta quarta-feira, revista científica ‘Nature’.
O estudo foi elaborado por uma parceria entre as universidades de Paris e de Aix-Marselha, do Instituto Pasteur e do Centro Nacional de Referência de Vírus das Infeções Respiratórias da França, envolvendo uma equipa diversa de especialistas.
De entre as principais conclusões alcançadas nesta sua pesquisa, os investigadores franceses destacam que “a hidroxicloroquina mostrou atividade antiviral em células renais do macaco verde africano, mas não num modelo de epitélio das vias aéreas humanas reconstituído”, pode ler-se no documento.
Nos testes realizados com macacos, os cientistas afirmam ter usado diferentes estratégias, inclusive administrar a hidroxicloroquina em combinação com a azitromicina. Tanto o medicamento sozinho, quanto combinado não obteve um resultado significativo nos primatas, pelo menos ao ponto de ser considerado eficaz pela equipa.
Acresce ainda que, quando utilizada como profilaxia, a hidroxicloroquina não conferiu proteção contra a aquisição da infeção da Covid-19.
Como nota final, os cientistas ressalvam que “os nossos resultados não apoiam o uso da hidroxicloroquina, isoladamente ou em combinação com azitromicina, como tratamento antiviral para a Covid-19 em humanos”.



