Hepatite de origem desconhecida: Autoridades europeias souberam dos dois casos suspeitos em Portugal antes da DGS

Foi o ECDC que enviou às autoridades de saúde portuguesas um pedido de informação sobre os casos que ainda não tinham sido notificados oficialmente.

Revista de Imprensa

Os dois casos suspeitos de hepatite aguda de origem desconhecida em Portugal, ontem divulgados, chegaram primeiro ao conhecimento das autoridades do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), do que à própria Direção Geral da Saúde (DGS).

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Segundo o ‘Jornal de Notícias’ (JN), que cita o coordenador do Programa Nacional para as Hepatites Virais da DGS, Rui Tato Marinho, foi o ECDC que enviou às autoridades de saúde portuguesas um pedido de informação sobre os casos que ainda não tinham sido notificados oficialmente.

Só depois desse pedido de informação, é que o responsável da DGS tomou conhecimento das suspeitas, algo que, de acordo com Rui Tato Marinho, pode estar relacionado com o facto de os dois casos estarem a aguardar o resultado dos exames feitos, antes de haver qualquer notificação.

Para o coordenador do programa de hepatites da DGS, é normal que surjam casos suspeitos em Portugal porque as unidades de saúde, alertadas para o surto, “estão a revisitar o último mês”.

Estes dois novos casos suspeitos tratam-se de duas crianças que foram assistidas num hospital privado no passado mês de abril “com um quadro hepático viral sem causa identificada”, apresentando uma evolução clínica “favorável e sem gravidade”.

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Já antes tinha sido identificado um outro suspeito no Hospital de São João, no Porto, que acabou por depois ser descartada a ligação à doença. O menino de 21 meses teve alta na sexta-feira e aguardou em casa o resultado de exames que excluíram a hipótese de hepatite aguda e revelaram a existência de três vírus, entre os quais o Influenza A.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), regista-se um total de 228 casos de hepatite aguda de origem desconhecida em 20 países, a maioria europeus, bem como, 50 casos suspeitos, uma morte confirmada e 18 crianças que precisaram de transplante de fígado.

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