Haiti vive “pior dos cenários” e que se pode agravar – missão humanitária

A população do Haiti aterrorizada pelos gangues já vive o “pior dos cenários”, e que arrisca agravar-se, alertou hoje o responsável de uma missão de organizações humanitárias, após uma visita ao país que o “afetou profundamente”.

Executive Digest com Lusa

A população do Haiti aterrorizada pelos gangues já vive o “pior dos cenários”, e que arrisca agravar-se, alertou hoje o responsável de uma missão de organizações humanitárias, após uma visita ao país que o “afetou profundamente”.

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Youri Saadallah, do Conselho Norueguês para os Refugiados, afirmou depois da missão conjunta com outras ONG e agências da ONU: “Deslocamo-nos regularmente a locais afetados por crises humanitárias através do mundo, mas o que vimos no Haiti afetou-nos profundamente. (…) Enquanto humanitário e também enquanto pai e francamente enquanto ser humano, o que vimos é inaceitável”.


Para acentuar a mensagem, acrescentou: “Depois da nossa última presença (em 2023), receámos que o Haiti se dirige para o pior dos cenários. Hoje, o cenário é esse. Mas há um sentimento de que as coisas vão ainda piorar mais”, acrescentou, apelando à ajuda da comunidade internacional.


“A mensagem mais forte que recebemos é a de que as pessoas deixaram de se sentir em segurança e sentem-se privadas da sua dignidade”, acentuou.


Como exemplos mencionou a amplitude “sufocante” dos traumatismos e dos sofrimentos das mulheres e raparigas, cujos “corpos são usados como campos de batalha” pelos gangues, que em particular multiplicam as violações coletivas.

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Com cerca de 1,5 milhões de deslocados pela violência dos gangues, “numerosas famílias não podem regressar a casa, porque os grupos armados continuam lá ou foi queimada”, acrescentou Maria Moita, da Organização Internacional para as Migrações.


Este país pobre das Caraíbas sofre uma crise política, económica e de segurança desde há muito, mas a situação deteriorou-se acentuadamente nos últimos anos, com os gangues a multiplicarem assassínios, raptos, violações e recrutamento de crianças.

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