Hackers russos suspeitos de estar na origem dos últimos ataques informáticos (incluindo o da Vodafone)

Investigadores e analistas suspeitam que os hackers se tratem de “agentes estatais numa ação de ciberguerra”, apontando para a Rússia, em mais um movimento da guerra híbrida que tem em marcha na tensão com a NATO pela Ucrânia.

Revista de Imprensa

Suspeita-se que piratas informáticos russos estejam por trás dos mais recentes ataques informáticos, quer na Europa, quer em Portugal, incluindo o último de que a Vodafone foi alvo.

Segundo o ‘Correio da Manhã’ (CM), existe um padrão comum nos últimos incidentes, contrário àquele que se observava até então: não há exfiltração (retirada) de dados nem pedidos de resgate. O único objetivo é destruir ou condicionar as infraestruturas críticas dos Estados.

Nesse sentido, investigadores e analistas disseram ao jornal suspeitar que os hackers se tratem de “agentes estatais numa ação de ciberguerra”, apontando para a Rússia, em mais um movimento da guerra híbrida que tem em marcha na tensão com a NATO pela Ucrânia.

Há mais de uma década que não se registam ataques informáticos russos em Portugal, segundo as mesmas fontes. O que existe são ataques a várias entidades do Estado português, com alguns dos dados exfiltrados a surgirem à venda no mercado negro online.

“Mas isso era noutro contexto. Neste momento, não há um interesse económico, de fazer lucro, mas apenas de destruir e paralisar o alvo”, adianta uma das fontes, citada pelo ‘CM’.

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A Polícia Judiciária (PJ), adianta o jornal, pediu o apoio de informação e equipamento ao Serviço de Informações e Segurança, bem como, ao Centro Nacional de Cibersegurança, para apurar o que esteve na origem do ataque à Vodafone com as duas equipas a recolher indícios.

Recorde-se que a Vodafone assumiu na terça-feira que tinha sido alvo de um ciberataque no dia anterior e disse que não tinha indícios de que os dados de clientes tenham sido acedidos e/ou comprometidos, estando determinada em repor a normalidade dos serviços.

Numa nota divulgada, a empresa lamentou os transtornos causados aos clientes e informou que tem “uma equipa experiente” de profissionais de cibersegurança que, em conjunto com as autoridades competentes, está a realizar uma investigação aprofundada “para perceber e ultrapassar a situação”.

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Entretanto ontem, o grupo de comunicação ‘Trust in News’ – responsável por revistas como a “Visão” e a “Caras”, disse também sofrido uma tentativa de ataque informático na noite desta terça-feira.

No entanto, “nenhum sistema crítico foi comprometido. Os sites das marcas estão todos operacionais”, ressalvou o ‘Trust in News’, adiantando que a tentativa de ataque já foi comunicada às autoridades competentes.

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