‘Hackers’ militares russos terão invadido satélites europeus no início da guerra na Ucrânia

Hack afetou a rede de banda larga via satélite KA-SAT, de propriedade da Viasat, uma empresa americana de comunicações via satélite, e acredita-se que tenha causado interrupções significativas nas comunicação no início da guerra

Francisco Laranjeira

As autoridades do Governo americano garantiram que os militares russos foram responsáveis por um ataque cibernético a um serviço de internet via satélite europeu, que afetou as comunicações militares ucranianas, no final de fevereiro, no período de arranque da invasão da Rússia da Ucrânia, segundo revelou esta sexta-feira o jornal americano ‘The Washington Post’.

O hack afetou a rede de banda larga via satélite KA-SAT, de propriedade da Viasat, uma empresa americana de comunicações via satélite. A 24 de fevereiro, a rede KA-SAT foi atingida por interrupções que afetaram a Ucrânia e regiões vizinhas na Europa. Alguns dias depois, a Viasat culpou as interrupções num “evento cibernético” mas não divulgou mais detalhes. Embora as autoridades ucranianas não tenham divulgado totalmente o impacto, acredita-se que tenha causado interrupções significativas nas comunicações no início da guerra.



A NSA estaria atualmente a colaborar numa investigação mas ainda não foi anunciado qualquer resultado. No entanto, fontes anónimas garantiram ao ‘Post’ que analistas de inteligência dos Estados Unidos concluíram que hackers militares russos estariam por trás do ataque.

Funcionários da Viasat disseram à ‘Air Force Magazine’ que o ataque foi conduzido através de uma brecha do sistema que gerencia os terminais de satélite dos clientes e afetou apenas os clientes da rede KA-SAT, um provedor de banda larga menor que a Viasat comprou no ano passado da operadora de satélite francesa Eutelsat.

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