Hackers apoiados pelo Governo chinês conseguiram infiltrar-se numa rede militar dos Países Baixos em 2023, reconheceram recentemente as autoridades holandesas: os espiões cibernéticos plantaram software malicioso (malware) dentro de uma rede das forças armadas utilizada para pesquisa e desenvolvimento militar do país.
O ataque cibernético aos Países Baixos – um membro da NATO – trouxe ainda maior tensão entre Pequim e a aliança atlântica e pode estar relacionado com a proibição da empresa holandesa ASML – a única empresa do mundo que produz máquinas de litografia essenciais para o fabrico de semicondutores avançados – de exportar dispositivos de alta tecnologia para a China, após restrições dos Estados Unidos.
” O Serviço Militar de Inteligência e Segurança (MIVD) expôs a ciberespionagem chinesa nos Países Baixos. O serviço descobriu malware chinês sofisticado, da responsabilidade de um ator estatal chinês”, apontou o relatório holandês. O MIVD salientou que o malware era de um tipo conhecido por ser utilizado pela China para espionagem. “O malware encontrado instalou ‘um backdoor’ ao explorar uma vulnerabilidade conhecida em dispositivos FortiGate” – o “FortiGate” é um sistema de segurança de rede amplamente utilizado, desenvolvido pela empresa de segurança cibernética ‘Forninet’, com sede em Sunnydale, na Califórnia.
No entanto, uma vez que o sistema infetado era independente, não houve danos à rede de defesa. “Pela primeira vez, o MIVD optou por publicar um relatório técnico sobre os métodos de trabalho dos hackers chineses. É importante atribuir tais atividades de espionagem à China”, reforçou o relatório.
“A China sempre se opõe firmemente e reprime os ataques cibernéticos em todas as formas, de acordo com a lei”, garantiu a embaixada chinesa nos Países Baixos. “Não permitiremos que nenhum país ou indivíduo que utilize a infraestrutura chinesa se envolva em tais atividades ilegais.”














