Há várias entidades públicas a patrocinar personagens nas telenovelas

A Ordem dos Enfermeiros pagou 36 mil euros (mais IVA) para patrocinar a personagem de uma enfermeira na telenovela da SIC Nazaré, para “valorizar a profissão aos olhos da sociedade”. A notícia foi divulgada ontem pelo Jornal de Notícias e a polémica instalou-se. Nas redes sociais, por exemplo, choveram criticas à bastonária.

No entanto, este não é caso único. Segundo o portal dos contratos públicos, a mesma novela permitiu também à SIC encaixar 12 mil euros da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que viu nela “uma forma de promover a literacia em saúde”, avança o jornal Público.

A DGS apostou nesta estratégia “como uma das formas de disseminação, enquadradas no plano de comunicação, para a divulgação das recomendações, com especial enfoque nas pessoas idosas, para autocuidado no Inverno e para a promoção da campanha de vacinação contra a gripe”, disse, por escrito, fonte oficial ao Público.

A técnica chama-se soft sponsoring e é uma alternativa à publicidade tradicional. Contactada pelo Público, a SIC admite que esta é “uma prática usual na indústria do audiovisual” e esclarece que estes contratos estão regulados “através da legislação nacional e europeia”.

Já no início deste ano, soube-se que a EMEL (Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa) iria patrocinar a personagem de um fiscal na novela Alma e Coração, também da SIC. O objectivo da empresa era “criar maior proximidade com as pessoas, dando-lhes a conhecer o trabalho dos fiscais”.

Entre 2010 e 2011, a Plural (da Media Capital, dona da TVI) também celebrou contratos com os municípios de Coruche (31.428 euros), de Viseu (45.000 euros) e de Albufeira (125.000 euros) para “promoção” dos municípios “em novela da TVI”. No caso de Albufeira, sabe-se que foi para a gravação da novela Mar de Paixão, que contou com algumas cenas gravadas na Herdade dos Salgados.

 

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