Há uma classe de ativos dos mercados emergentes que continua a convencer os investidores

A dívida local dos mercados emergentes continua a ser a opção mais atrativa no universo do rendimento fixo destes mercados, segundo a mais recente análise de Guillaume Tresca, Senior Emerging Market Strategist da Generali Investments.

André Manuel Mendes

A dívida local dos mercados emergentes continua a ser a opção mais atrativa no universo do rendimento fixo destes mercados, segundo a mais recente análise de Guillaume Tresca, Senior Emerging Market Strategist da Generali Investments. Para o especialista, a resiliência demonstrada por esta classe de ativos durante o recente conflito entre o Irão e Israel reforça uma visão positiva que a gestora mantém há já algum tempo.

De acordo com a análise, a dívida local beneficia de um enquadramento macroeconómico ainda favorável nos mercados emergentes, caracterizado por uma atividade económica resiliente e por revisões limitadas das perspetivas de crescimento, mesmo após o agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente.

A Generali Investments considera também que as avaliações permanecem atrativas. As taxas de juro continuam a oferecer níveis interessantes de carry e de rendibilidade real, ao mesmo tempo que os mercados deverão reduzir as expectativas de novas subidas de juros que surgiram na fase inicial do conflito com o Irão.

No mercado cambial, as moedas dos mercados emergentes sofreram alguma pressão após a reunião de junho da Reserva Federal norte-americana, marcada por um tom mais restritivo. Ainda assim, Guillaume Tresca considera que tanto as avaliações como os benefícios de diversificação não justificam uma extrapolação da recente valorização do dólar.

A análise destaca ainda fatores técnicos favoráveis à dívida local. A participação de investidores estrangeiros continua abaixo da média histórica, enquanto os fluxos de investimento voltaram a ganhar dinamismo, sustentando uma perspetiva positiva para esta classe de ativos.

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Por último, a Generali Investments identifica a Inteligência Artificial como um novo fator de suporte para os mercados locais emergentes. Segundo a gestora, o crescimento associado à IA está a beneficiar os exportadores do Norte da Ásia e os fornecedores de matérias-primas, contribuindo para a geração de elevados excedentes comerciais que acabam por ser canalizados para os mercados domésticos de rendimento fixo.

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