O registo de vários objetivos voadores misteriosos, que repentinamente têm surgido por todo o lado, foi explicado por um general da Força Aérea dos Estados Unidos responsável pela defesa do espaço aéreo americano e do Canadá: para o especialista, houve uma mudança na forma como os militares os têm procurado.
Na última semana foram abatidos quatro objetos – um balão de vigilância chinês e três outros objetos menores. O aumento do número de objetos detetados surge na sequência dos filtros de radar efetuados após a passagem do balão espião chinês. Para o general Glen VanHerck, do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), explicou que o NORAD começou a procurar por objetos voadores menores e mais lentos conforme foram feitos ajustes na filtragem com base na altitude – por norma, a deteção de radar do NORAD está à procura por caças ou bombardeiros, que se movem a altas velocidades.
“O que estamos a ver são objetos muito, muito pequenos que produzem uma secção transversal de radar muito, muito baixa”, frisou VanHerck. “Estes são objetos muito, muito lentos no espaço, se você quiser, indo essencialmente à velocidade do vento.”
O aumento da capacidade de detetar esses objetos, segundo VanHerck, pode ser atribuído aos ajustes do radar e que os operadores estão em “alerta máximo”, com especial atenção a esses objetos menores e mais lentos.
A 10 de fevereiro último, um F-22 usou um míssil AIM-9X para derrubar um objeto não identificado sobre o Alasca. Autoridades dos EUA disseram que este objeto estava a voar a uma altitude de 40 mil pés e representava uma ameaça para os aviões civis. A 11 de fevereiro, um F-22 disparou um AIM-9X para derrubar um objeto sobre o norte do Canadá. NO domingo, um F-16 – ainda usando o AIM-9X – derrubou um objeto sobre o lago Hurón, que estava a sobrevoar a uma altitude baixa de 20 mil pés, bem abaixo da altitude de cruzeiro de muitos aviões comerciais.
Se o primeiro objeto foi identificado como um balão de vigilância chinês, os militares americanos ainda não explicaram publicamente o que são os outros objetos ou para que servem.
Melissa Dalton,secretária adjunta para Defesa Interna e Assuntos Hemisféricos dos Estados Unidos, referiu, no domingo último, que embora os Estados Unidos não tenham conseguido identificar esses objetos, a decisão de os derrubar ainda foi tomada por “cautela para proteger nossa segurança e interesses”.
“Temos examinado mais de perto o nosso espaço aéreo nessas altitudes, inclusive aprimorando o nosso radar, o que pode explicar, pelo menos em parte, o aumento de objetos que detetámos na semana passada”, referiu a responsável, sublinhando: “Também sabemos que várias entidades, incluindo países, empresas e organizações de pesquisa, operam objetos nessas altitudes para fins que não são nefastos, incluindo pesquisas legítimas.”














