O presidente da RTP afirmou hoje que, em matéria de concorrência nos media em Portugal, vive-se um “autêntico faroeste”, com os grupos locais a cumprir regras e as plataformas a fazerem o que entendem.
Nicolau Santos falava no painel “Estado das Nações dos Media”, no congresso da APDC (Digital Business Congress), que se realiza hoje e quinta-feira no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), sob o mote “A Europa na Era Digital – O Equilíbrio entre Soberania, Segurança e Inovação”.
O presidente da rádio e televisão pública salientou que o que se vive, “em matéria de concorrência, no setor de comunicação social, não só em Portugal, é um autêntico faroeste”.
Ou seja, os grupos locais são obrigados “a cumprir regras muito, muito pesadas”, não podendo exibir determinados conteúdos, a determinadas horas, enquanto os grandes fazem o que entendem.
Questionado sobre se o Youtube é concorrente, Nicolau Santos afirmou existir “uma situação de concorrência total”.
Os grandes operadores internacionais, de ‘streaming’, plataformas, “antes não entravam no nosso negócio ou havia fronteira”, mas agora com o Mundial de Futebol estar no Youtube mostra que “eles vêm tocar no nosso negócio”, sublinhou o presidente da RTP.
A mensagem essencial é que isto “está a dar cabo” da sustentabilidade dos media locais.
O presidente da RTP afirmou que a empresa está a negociar mais um plano de saídas voluntárias para renovar a faixa etária e competências da empresa.
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Lusa/Fi





