O Governo de António Costa e os parceiros sociais analisam esta segunda-feira, no encontro da Concertação Social, a situação sobre o fornecimento de bens alimentares em todo o País. A reunião deverá ser realizada através de videoconferência, para evitar o risco de contágio do coronavírus.
De quarta-feira passada a sábado, a corrida dos portugueses às compras nos últimos dias, em especial nos grandes centros urbanos, causou atrasos na reposição de alguns produtos em várias lojas, com o receio de que a crise possa durar mais tempo do que o esperado. Em algumas lojas, várias prateleiras ficaram vazias de produtos, como carne e peixe, e inúmeros clientes tinham os carrinhos a transbordar de bens alimentares, detalha o “Correio da Manhã” (CM).
Ao “CM”, Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), por exemplo, quer ter a certeza de que, apesar das medidas de quarentena necessárias para conter o contágio da Covid-19, são garantidos meios para o fornecimento de produtos alimentares tanto para os humanos, como para os animais. Considera que «é preciso garantir o abastecimento alimentar humano e animal e o fornecimento de medicamentos».
Como não é autossuficiente na produção de muitos produtos alimentares humanos e animais, em especial no que diz respeito aos cereais, Portugal tem de importar esses bens. Segundo o secretário-geral da CAP é fundamental o «abastecimento através dos portos e dos transportes rodoviários». Para Luís Mira, apesar da situação difícil «não há nenhum problema com o abastecimento alimentar humano, desde que as pessoas não comprem produtos para dois meses».
«Não prevemos perturbações [no abastecimento alimentar] nas próximas duas semanas», adianta Gonçalo Lobo Xavier, director-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.






