Investigadores da Universidade Coimbra (UC) querem elaborar «um mapa nacional de risco» do gás radão, de forma a estabelecer «medidas de protecção da saúde das populações», avança a “Lusa”.
Para realizar o estudo, solicitado pela Agência Portuguesa do Ambiente, a equipa de especialistas do Laboratório de Radioactividade Natural (LRN) procura voluntários dispostos a instalarem “pequenos detectores de radão nas suas habitações durante um período de três meses”. Os interessados em participar no estudo podem obter o dispositivo, sem qualquer custo associado, enviando o pedido por e-mail (radao@uc.pt).
Dependendo do nível de exposição, o gás radão pode ser um problema para a saúde humana. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o radão é a segunda causa de cancro do pulmão, a seguir ao tabaco. «Pretende-se simplesmente obter um mapa geral do país que identifique as zonas mais problemáticas no que respeita à exposição do ser humano ao gás radão», explica Alcides Pereira, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e director do LRN.
Com base nesse mapa, que deverá estar concluído no Verão, será possível “estabelecer um conjunto de medidas capazes de mitigar o problema e proteger a saúde das populações”, acrescenta. «Naturalmente, iremos encontrar zonas do país com valores muito diferentes, porque o país é geologicamente muito diferenciado.»
Este trabalho visa dar resposta «à transposição para a legislação nacional de uma directiva comunitária sobre radioactividade natural», refere Alcides Pereira nota que, actualmente, “não existem dados coligidos e sistematizados que mostrem a situação geral do país”, já que só foram feitos “estudos pontuais”, resultando em “informação parcial”.
O Laboratório de Radioactividade Natural da FCTUC, sediado no Departamento de Ciências da Terra da FCTUC, é um laboratório com acreditação internacional para avaliar todos os parâmetros radiológicos que permitem responder à globalidade das exigências impostas pela União Europeia, refere na mesma nota a Universidade de Coimbra.
«A elaboração do Plano Nacional do Radão é uma obrigação legal da Agência Portuguesa do Ambiente», prevista no âmbito do decreto-lei 108/2018, recorda a UC.










