Há quatro anos custava menos 67 euros: preço do cabaz alimentar volta a subir e atinge 254,73 euros

A comparação com anos anteriores mostra um agravamento ainda maior. Há um ano, os consumidores conseguiam comprar o mesmo cabaz por menos 14,17 euros, uma diferença de 5,89%

Executive Digest

O preço do cabaz de bens alimentares essenciais monitorizado pela DECO PROteste voltou a subir esta semana e atingiu os 254,73 euros. Os 63 produtos acompanhados pela organização ficaram 2,11 euros mais caros face à semana anterior, anulando a ligeira descida registada há sete dias.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Desde o início de 2026, a diferença já é bastante mais expressiva. Comprar exatamente os mesmos produtos custa agora mais 12,91 euros do que na primeira semana do ano, o equivalente a um aumento de 5,34%.

A comparação com anos anteriores mostra um agravamento ainda maior. Há um ano, os consumidores conseguiam comprar o mesmo cabaz por menos 14,17 euros, uma diferença de 5,89%.

E quem recuar até ao início da monitorização da DECO PROteste, em janeiro de 2022, encontra uma diferença de 67,03 euros. Ou seja, há cerca de quatro anos e meio era possível levar para casa os mesmos 63 produtos por menos 35,71% do que atualmente.

Massas disparam mais de 20% numa semana

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

A subida do cabaz foi acompanhada por aumentos particularmente fortes em alguns produtos.

As massas espirais registaram o maior agravamento percentual da semana, com uma subida de 22%, passando a custar 1,35 euros.

Logo atrás aparece outra massa: o esparguete ficou 21% mais caro, atingindo os 1,18 euros. O pão de forma sem côdea completa os três maiores aumentos, com uma subida semanal de 14%, para 2,50 euros.

Os valores contrastam com a semana anterior, quando o cabaz tinha recuado 94 cêntimos e as maiores subidas tinham sido registadas nas salsichas Frankfurt, no grão cozido e na pescada fresca.

Bacalhau está 25% mais caro do que há um ano

Continue a ler após a publicidade

Quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado, o bacalhau graúdo surge entre os produtos com maior aumento percentual.

Segundo a DECO PROteste, está agora 25% mais caro e custa, em média, 20,02 euros por quilo.

O robalo apresenta uma subida de 24% face ao mesmo período de 2025, para 10,20 euros por quilo, enquanto as massas espirais estão 22% mais caras, custando atualmente 1,35 euros.

Novilho para cozer já custa mais do dobro do que em 2022

É, contudo, quando se recua até janeiro de 2022 que surgem algumas das diferenças mais impressionantes.

Continue a ler após a publicidade

A carne de novilho para cozer continua a liderar os aumentos acumulados desde que a DECO PROteste começou a acompanhar este cabaz. Está agora 120% mais cara do que em 5 de janeiro de 2022, atingindo os 12,81 euros por quilo.

Isto significa que o preço deste produto mais do que duplicou em pouco mais de quatro anos e meio.

O bacalhau graúdo surge logo depois, com um aumento acumulado de 89% e um preço atual de 20,02 euros por quilo.

A couve-coração completa os três maiores agravamentos desde o início da análise: subiu 88% e custa atualmente 1,87 euros.

A evolução desta semana volta assim a afastar o cabaz dos valores registados no início do ano. Depois da descida de 94 cêntimos observada na semana anterior, o aumento de 2,11 euros não só anulou essa redução como levou o custo dos 63 produtos monitorizados para 254,73 euros.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.