Se é verdade que a crise provocada pela pandemia de COVID-19 está a provocar estragos financeiros às empresas, também é verdade que há oportunidades de negócio à espreita. Tempos de recessão podem ser, em muitos casos, sinónimo de novos projectos e soluções que nascem para dar resposta a necessidades que até aí não existiam, por exemplo.
Segundo a revista CEOWORLD, grande parte das empresas sentirá os efeitos da crise, mas isso não quer dizer que esteja condenada logo à partida. Não só pode sobreviver, como também poderá florescer. Para que isso aconteça, a publicação especializada deixa três dicas:
Adoptar uma abordagem focada no cliente
Ser customer-centric já não é apenas uma tendência. Negócios que queiram prosperar por entre uma recessão terão de adoptar uma abordagem focada no cliente, naquilo que precisa e no que deseja. Empresas que saibam acompanhar mudanças de comportamento são, regra geral, mais resilientes e têm melhores condições para se adaptarem e ajustarem a operação.
«Adaptem a vossa oferta e mensagem aos tempos actuais», sugere Chen Amit, CEO da plataforma de automatização de pagamentos Tipalti. «Como se parece o ‘novo normal’ e o que podem fazer para ajudar os vossos clientes e potenciais clientes?»
A estratégia passa, por exemplo, por identificar novos públicos-alvo para quem os produtos e serviços da empresa possam ter passado a fazer sentido. Além disso, as equipas devem reavaliar o tipo de negócios em que devem apostar, percebendo quais serão os mais vantajosos neste momento.
Gastar parte das reservas
A CEOWORLD propõe também que as empresas considerem gastar parte das respectivas reservas de dinheiro, seguindo o caminho já percorrido por algumas das empresas que se tornaram mais fortes após a recessão do início dos anos 90. Esta poderá ser a altura de investir, em vez de colocar em suspenso todos os planos de fusão ou aquisição.
A dimensão do investimento dependerá do tamanho da empresa e das reservas disponíveis. Não tem de ser, necessariamente, a compra de uma empresa rival. Pode ser apenas a aquisição de activos que neste momento estão mais baratos, mas que adicionarão valor ao negócio.
Explorar oportunidades de expansão geográfica
Por fim, que tal avaliar a possibilidade de expandir o negócio para novas zonas geográficas? Regiões que estavam saturadas podem, agora, ter espaço para que uma nova empresa entre em campo.
No entanto, atenção, qualquer decisão deste tipo terá de ser avaliada cuidadosamente para garantir que existe, de facto, mercado e que as restantes companhias não encerraram devido à falta de procura. Também é esssencial compreender quais serão as necessidades em termos de recursos humanos e estruturas para que estejam preparados para a nova aventura.














