No mês de janeiro de 2023 as insolvências diminuíram 5,7% em comparação com o mês homólogo de 2022, enquanto as constituições aumentaram 2,8%, com um total de 4.834 novas empresas constituídas.
No primeiro mês do ano registaram-se menos 22 empresas insolventes, no entanto, as declarações de insolvência requeridas por terceiros cresceram 26% (mais 16 empresas), enquanto as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas tiveram uma subida de 10% (mais sete empresas).
De acordo com os dados da Iberinform, até final de janeiro foram declaradas insolventes 211 empresas, valor que traduz uma diminuição no número de processos encerrados (menos 46 face a 2022).
Por outro lado, as constituições cresceram de 4.701 em janeiro de 2022 para 4.834 em janeiro de 2023, mais 133 empresas em termos homólogos, ou seja, mais 2,8%, o valor mais alto dos últimos dois anos.

Ainda no que respeita a insolvências, Lisboa e Porto lideram a tabela, com 91 e 72, respetivamente, descendo 13 e 14% em comparação com o ano anterior. Outros distritos com descidas face a 2022 são: Beja (-100%); Bragança (-100%); Guarda (-100%); Vila Real (-8%); Castelo Branco (-82%); Santarém (-50%); Horta (-50%); Madeira (-23%) e Setúbal (-16%). Os distritos que registam aumentos são: Portalegre (+200%); Viana do Castelo (+250%); Faro (+157%); Évora (+133%); Viseu (+43%); Aveiro (+22%); Braga (+18%) e Leiria (+ 18%).
Por atividades, os aumentos mais significativos nas insolvências registam-se no setor dos Transportes (+39%), no Comércio a Retalho (+17%) e nos Outros Serviços (+8,6%). Com decréscimos evidenciam-se os setores das Telecomunicações (-100%), do Comércio de Veículos (-46%), da Eletricidade, Gás, Água (-33%), da Agricultura, Caça e Pesca (-29%), do Comércio por Grosso (-23%), da Hotelaria e Restauração (-16%) e da Indústria Transformadora (-15%). A Construção e Obras Públicas é o único setor de atividade com variação nula face a 2022 (63 insolvências em ambos os períodos).















