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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Jun 2026 13:43:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>ASAE desmantela unidade clandestina de enchimento de botijas de gás em zona densamente habitada no norte do país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:43:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[gpl]]></category>
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					<description><![CDATA[Operação, denominada “Gás Perigoso”, foi realizada esta semana pela Unidade Regional do Norte da ASAE, com o empenhamento das Brigadas de Investigação Criminal e de Práticas Fraudulentas da Unidade Operacional do Porto]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica desmantelou uma unidade clandestina dedicada ao enchimento ilegal de recipientes transportáveis de GPL, numa operação que permitiu interromper uma atividade que, segundo a ASAE, decorria numa zona densamente habitada e podia representar riscos elevados para a segurança pública.</p>
<p>A operação, denominada “Gás Perigoso”, foi realizada esta semana pela Unidade Regional do Norte da ASAE, com o empenhamento das Brigadas de Investigação Criminal e de Práticas Fraudulentas da Unidade Operacional do Porto.</p>
<p>As diligências de investigação criminal decorreram ao longo dos últimos meses e permitiram detetar a existência de um circuito paralelo de enchimento de botijas de gás. De acordo com a ASAE, a atividade funcionava em instalações não licenciadas e sem cumprimento das normas técnicas e de segurança aplicáveis ao manuseamento de gases de petróleo liquefeitos.</p>
<p>No local, as autoridades encontraram um sistema completo destinado ao enchimento ilegal de recipientes de GPL pertencentes a vários operadores económicos nacionais. Estas botijas eram depois introduzidas no circuito comercial como se tivessem sido cheias por operadores autorizados, colocando em risco os consumidores e comprometendo a integridade e a rastreabilidade do circuito legal de GPL.</p>
<p>A operação permitiu ainda apreender uma quantidade significativa de lacres e etiquetas invioláveis oficiais de vários operadores do setor, alegadamente desviados do circuito legal. Segundo a ASAE, estes elementos eram usados para dar às botijas enchidas clandestinamente uma aparência de autenticidade e legitimidade.</p>
<p>Na sequência da intervenção, foi instaurado o respetivo processo-crime. Foram apreendidos diversos equipamentos utilizados no processo de enchimento, incluindo recipientes de GPL, um depósito com capacidade para 40.000 litros, que continha cerca de 27.000 litros de GPL, e um veículo cisterna destinado ao transporte do combustível.</p>
<p>As autoridades apreenderam ainda cerca de 4.000 lacres e etiquetas invioláveis oficiais de diferentes operadores do setor, equipamento de enchimento, acessórios e outro material associado à atividade ilícita. No local foram também encontradas 128 munições de calibre 12, do tipo zagalote.</p>
<p>Os factos apurados indiciam, entre outros, a prática dos crimes de burla, recetação, contrafação, detenção de arma proibida e ilícitos relacionados com o exercício ilegal da atividade de enchimento de GPL. A ASAE refere ainda o incumprimento de normas de segurança industrial e condutas suscetíveis de enquadramento no crime de incêndios, explosões e outras condutas especialmente perigosas, previsto no artigo 272.º do Código Penal.</p>
<p>A qualificação jurídica final de todos os factos será feita em sede de inquérito criminal. O caso foi comunicado ao Departamento de Investigação e Ação Penal da Comarca de Guimarães.</p>
<p>A ASAE sublinha que a atividade clandestina decorria numa zona densamente habitada, potenciando riscos elevados de acidentes com consequências potencialmente catastróficas. A intervenção permitiu interromper de imediato o funcionamento da unidade e salvaguardar a segurança pública.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783670]]></sapo:autor>
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		<title>Governo quer rever lista de paraísos fiscais para ter em conta combate ao desvio de lucros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:27:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Governo fechou, na reunião do Conselho de Ministros da semana passada, uma proposta de lei com um pedido de autorização legislativa que, se for aprovada, permitirá ao executivo rever os critérios de identificação dos países, territórios ou regiões com um regime fiscal claramente mais favorável]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta do Governo para rever a lista de paraísos fiscais prevê que a seleção das jurisdições siga novos critérios, para valorizar a evolução dos países no combate ao desvio dos lucros, disse fonte do Ministério das Finanças.</p>
<p>O Governo fechou, na reunião do Conselho de Ministros da semana passada, de 25 de junho, uma proposta de lei com um pedido de autorização legislativa que, se for aprovada, permitirá ao executivo rever os critérios de identificação dos países, territórios ou regiões com um regime fiscal claramente mais favorável, consagrados no artigo 63.º-D da Lei Geral Tributária (LGT).</p>
<p>A lista é definida pelo Ministério das Finanças através de uma portaria, com base nos critérios fixados neste artigo da LGT.</p>
<p>A atual à lista foi fixada há 22 anos, pela portaria n.º 150/2004, de 13 de fevereiro, contando atualmente com 77 jurisdições depois das últimas revisões de 2020 e 2025.</p>
<p>A lista permite ao fisco acionar medidas defensivas ao nível da tributação em Portugal, como por exemplo, acionar a cláusula anti-abuso quando o fisco realiza inspeções de IRC a empresas com atividade em território português que têm ligações consideradas abusivas com empresas do seu universo empresarial localizadas em paraísos fiscais, ou aplicar uma taxa de IMT agravada se um imóvel por comprado por uma entidade controlada por uma outra que esteja domiciliada num destes territórios.</p>
<p>Fonte oficial do Ministério das Finanças explicou à Lusa que a alteração ao artigo 63.º-D, além de prever que a lista portuguesa passe a integrar sempre as jurisdições que fazem parte da lista de paraísos fiscais elaborada pela União Europeia (UE), atualiza os critérios para levar em linha de conta &#8220;os desenvolvimentos internacionais relevantes&#8221; no combate à evasão fiscal, &#8220;incluindo, designadamente, a implementação do imposto mínimo global (pilar 2) e as regras sobre erosão da base tributável e transferência de lucros decorrentes do plano de ação BEPS&#8221;.</p>
<p>Essa mudança significa que Portugal, ao definir que territórios inclui ou exclui da lista, terá em consideração as medidas que os países vão tomando no âmbito do projeto da OCDE e G20 que define políticas públicas para prevenir a erosão da base tributária e a transferência de lucros das empresas para países de baixa ou nula tributação.</p>
<p>Também será tida em consideração &#8220;a evolução dos critérios do Código de Conduta da Fiscalidade das Empresas da União Europeia&#8221;, disse fonte das Finanças.</p>
<p>A elaboração deve ainda atender às avaliações &#8220;da UE e de outras instituições internacionais em que Portugal participe, em particular do Fórum Global sobre Transparência e Troca de Informações para Efeitos Fiscais, do Fórum sobre Práticas Fiscais Prejudiciais, e do Grupo de Ação Financeira (Gafi)&#8221;, explicou.</p>
<p>&#8220;Os critérios revistos irão ser utilizados nas futuras avaliações, designadamente dos países que solicitem a sua saída da lista nacional com base no não preenchimento dos critérios previstos na lei, critérios estes que irão continuar a ser mais exigentes do que os utilizados pela UE&#8221;, reforçou fonte oficial do Ministério das Finanças.</p>
<p>No caso europeu, o Conselho da UE elabora uma lista das jurisdições consideradas &#8220;não cooperantes para efeitos fiscais&#8221; com os 27 Estados-membros. É composta por países que não cumprem o compromisso de respeitar os critérios da chamada &#8220;boa governação fiscal&#8221; num determinado prazo e por aqueles que não o faz de todo (por exemplo, não trocar informações sobre o pagamento de impostos ou sobre a existência de empresas aí sediadas).</p>
<p>A lista europeia é mais curta do que a portuguesa, contando, desde a última atualização, de 17 de fevereiro, com dez países.</p>
<p>Se a legislação for aprovada tal como o Governo propõe, estas dez jurisdições irão fazer parte da lista portuguesa e somar-se às restantes que, de acordo com outros critérios previstas no artigo 63.º-D, também devam ser incluídos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783661]]></sapo:autor>
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		<title>Carneiro diz que há casas prontas à espera &#8220;de um novo ciclo eleitoral&#8221; para serem entregues</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:26:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[José Luis Carneiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[ps]]></category>
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					<description><![CDATA[ José Luís Carneiro discursou no encerramento das jornadas parlamentares do partido, dedicadas ao aumento do custo de vida, que terminaram hoje na Amadora, em Lisboa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou hoje o Governo de ter casas prontas a habitar mas não as entregar por estar à espera &#8220;de um novo ciclo eleitoral&#8221;, considerando &#8220;absolutamente inaceitável e desumano&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há uma pergunta, contudo, que tem de ser feita ao Governo, porque também nos foi reportado que há hoje casas prontas a habitar que estão prontas há um ano e meio à espera do quê? À espera de um novo ciclo eleitoral em que as casas das pessoas vão servir de cenário eleitoral para o eleitoralismo que o Governo nos habituou&#8221;, acusou.</p>
<p>José Luís Carneiro discursava no encerramento das jornadas parlamentares do partido, dedicadas ao aumento do custo de vida, que terminaram hoje na Amadora, em Lisboa.</p>
<p>De acordo com Carneiro, &#8220;não são apenas casas para alojamento de emergência, mas também alojamentos destinados às jovens famílias&#8221;.</p>
<p>&#8220;Já combinei com quem me reportou essa informação fazer uma visita a esses mesmos edifícios que estão prontos para serem habitados para mostrar, para exibir ao país o ridículo de um país que carece de habitação para as jovens famílias, para os mais idosos, para as mulheres vítimas de violência doméstica e que estão fechados há um ano e meio porque o Governo quer guardar estes pequeninos trunfos, criados pelos outros, para efeitos de eleitoralismo político. Isto é absolutamente inaceitável e é desumano&#8221;, condenou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783663]]></sapo:autor>
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		<title>“Vocês têm responsabilidade”: Paris responde a turistas dos EUA que gozaram com a falta de ar condicionado na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
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					<description><![CDATA[Continente europeu enfrentou na última semana algumas das temperaturas mais elevadas de sempre, com França a registar valores até 44 graus em algumas zonas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma responsável política francesa acusou os Estados Unidos de terem uma “responsabilidade significativa” na onda de calor extrema que atingiu a Europa, depois de jornalistas e influencers americanos terem criticado e ridicularizado a falta de ar condicionado generalizado em Paris.</p>
<p>Segundo o ‘The Independent’, o continente europeu enfrentou na última semana algumas das temperaturas mais elevadas de sempre, com França a registar valores até 44 graus em algumas zonas. A Organização Mundial da Saúde estimou mais de 1.300 mortes em excesso associadas à onda de calor na Europa.</p>
<p>A polémica começou quando turistas e comentadores dos EUA ironizaram sobre a falta de ar condicionado em casas, hotéis e edifícios europeus durante a vaga de calor. De acordo com a Agência Internacional de Energia, apenas cerca de 20% dos lares europeus têm ar condicionado, contra aproximadamente 90% nos Estados Unidos.</p>
<p>Audrey Pulvar, vice-presidente da Câmara de Paris responsável pelas relações internacionais, respondeu numa publicação no Instagram dirigida a “jornalistas e influenciadores” americanos. “Durante dias, alguns de vocês têm criticado e gozado com Paris porque a cidade não tem ar condicionado em todas as divisões”, escreveu.</p>
<p>A autarca francesa apontou depois diretamente para o peso das emissões dos EUA. “Enquanto segundo maior emissor de gases com efeito de estufa do mundo, têm uma responsabilidade significativa no aquecimento global e nas consequências que nós, em França, estamos a viver. As vossas cidades, que têm 90% de ar condicionado, não são alheias a isto”, afirmou.</p>
<p>A discussão expõe uma tensão crescente entre adaptação ao calor extremo e combate à crise climática. Na Europa, muitos edifícios residenciais são antigos e não foram construídos para integrar ar condicionado. Em períodos de calor extremo, essa ausência torna-se um problema de saúde pública. Mas a massificação destes sistemas também levanta dúvidas, por aumentar o consumo de energia e, dependendo da origem dessa eletricidade, contribuir para novas emissões.</p>
<p>A onda de calor recente teve impactos severos em vários países. Na Alemanha, a polícia chegou a usar canhões de água para ajudar a refrescar cidadãos em zonas de calor intenso, enquanto muitas pessoas procuraram rios, lagos e praias para baixar a temperatura corporal. Em várias regiões, a venda de ventoinhas e aparelhos de ar condicionado aumentou fortemente.</p>
<p>Os Estados Unidos representam cerca de 13% das emissões globais de dióxido de carbono, segundo dados da plataforma &#8216;Our World in Data&#8217; citados pelo jornal britânico. A China surge à frente, com cerca de 32%, enquanto os 27 países da União Europeia, em conjunto, representam cerca de 6%.</p>
<p>Um relatório divulgado esta segunda-feira indicou ainda que os EUA registaram o maior aumento de emissões de CO2, com base em dados do ano passado. O consumo de carvão no país subiu 10%, enquanto as emissões globais de carbono do setor energético aumentaram 1,1%, segundo o documento produzido em parceria com a Ember, o Kearney Institute e a KPMG.</p>
<p>Na Europa, as emissões do setor energético aumentaram 0,5%, enquanto na China subiram 0,7% em 2025. Os números surgem num momento em que especialistas reforçam a ligação entre as temperaturas extremas e a alteração climática provocada pela atividade humana.</p>
<p>O grupo World Weather Attribution concluiu que as temperaturas registadas na Europa teriam sido “virtualmente impossíveis” sem a alteração climática causada pelo ser humano. Um estudo do Imperial College London estimou também que a crise climática aumentou em cerca de 1.500 o número de mortes associadas ao calor em 12 cidades europeias durante dez dias de calor intenso no ano passado.</p>
<p>A Comissão Europeia reconhece que o ar condicionado não faz parte da realidade habitual da maioria dos edifícios residenciais europeus. Anna-Kaisa Itkonen, porta-voz da Comissão para o clima, afirmou à ‘Euronews’ que grande parte do parque habitacional da União Europeia é antigo e não foi desenhado com esse tipo de equipamento.</p>
<p>A responsável acrescentou que Bruxelas não tem propriamente uma política específica sobre ar condicionado e que não pretende “microgerir” a forma como as pessoas lidam com o calor nas suas casas.</p>
<p>Em França, o tema tornou-se politicamente sensível. Jean-Luc Mélenchon, líder da esquerda radical, defendeu que instalar ar condicionado em massa “só agravaria as coisas”. Já o partido de extrema-direita Rassemblement National tem apoiado uma expansão generalizada destes equipamentos.</p>
<p>A resposta de Audrey Pulvar resume a tensão do debate: a Europa precisa de proteger as populações de ondas de calor cada vez mais perigosas, mas sem transformar a solução imediata num novo fator de pressão climática. E, para Paris, as críticas vindas dos EUA ignoram precisamente essa responsabilidade histórica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783668]]></sapo:autor>
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		<title>SpaceX, boicote democrata e uma vaca chamada Melania: a feira MAGA com que Trump celebra os 250 anos dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:15:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[A chamada Grande Feira Estadual Americana junta pavilhões estaduais, comida frita, rodeos, música country, empresas de defesa, agências federais, patrocinadores privados, bandeiras gigantes e até um espaço do Departamento de Defesa apresentado simplesmente como “Guerra”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos estão a preparar as comemorações do 250º aniversário da independência, mas a grande festa patriótica montada no National Mall, em Washington, parece menos uma celebração institucional do país e mais uma montra do trumpismo no poder.</p>
<p>Segundo o ‘El Español’, a chamada Grande Feira Estadual Americana junta pavilhões estaduais, comida frita, rodeos, música country, empresas de defesa, agências federais, patrocinadores privados, bandeiras gigantes e até um espaço do Departamento de Defesa apresentado simplesmente como “Guerra”.</p>
<p>O cenário escolhido é um dos mais simbólicos dos Estados Unidos: a esplanada entre o Capitólio e o Lincoln Memorial, palco de tomadas de posse, marchas históricas, protestos em massa e funerais nacionais. Desta vez, porém, o espaço foi ocupado por uma combinação de nostalgia patriótica, marketing corporativo, aparato militar e referências políticas alinhadas com a atual Casa Branca.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">There is nothing on Earth like the American spirit.</p>
<p>The first days of the Great American State Fair have been an incredible reminder of what makes this country so special. Americans from every state are coming together to celebrate our history, our freedom, and the greatest… <a href="https://t.co/LD3z72OvLS">pic.twitter.com/LD3z72OvLS</a></p>
<p>&mdash; Freedom 250 (@Freedom250) <a href="https://x.com/Freedom250/status/2071287633695641657?ref_src=twsrc%5Etfw">June 28, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A feira procurava vender uma imagem ampla da América, mas acabou por projetar uma visão muito específica do país: mais militarizada, mais conservadora, mais próxima do universo empresarial e muito mais identificada com Donald Trump do que com uma comemoração nacional consensual.</p>
<p>O evento nasceu de uma ideia antiga. Há cerca de uma década, o Congresso criou uma comissão bipartidária para preparar as comemorações do quarto de milénio da independência americana. O objetivo inicial era institucional: exposições, programas históricos, eventos públicos e uma narrativa capaz de unir um país cada vez mais dividido.</p>
<p>Essa estrutura foi organizada em torno da America250, a entidade criada para apoiar oficialmente o aniversário. Mas o regresso de Trump à Casa Branca alterou o equilíbrio. O círculo próximo do presidente tentou ganhar influência dentro da organização, pressionando por uma leitura mais política das comemorações.</p>
<p>Perante a resistência da estrutura original, o trumpismo acabou por criar o seu próprio veículo: Freedom 250. A mudança de nome não é apenas cosmética. “America250” soava a comemoração de Estado; “Freedom 250” aproxima-se muito mais de um slogan de campanha.</p>
<p>A partir daí, segundo o jornal espanhol, a nova marca começou a substituir a anterior como parceira preferida do Governo. Algumas agências receberam instruções para a usar como identidade principal, e a celebração nacional passou a adotar uma linguagem mais próxima do espetáculo patriótico do que da memória histórica partilhada.</p>
<p>A apropriação também chegou ao dinheiro. De acordo com um relatório da Public Citizen e do Revolving Door Project, citado pelo ‘El Español’, a administração Trump atribuiu quase 103 milhões de dólares, cerca de 90 milhões de euros, em contratos e subsídios federais relacionados com o 250º aniversário a entidades politizadas ou influenciadas por aliados do presidente.</p>
<p>O valor representa quase 80% dos 126 milhões de dólares, cerca de 110 milhões de euros, comprometidos desde outubro de 2025 para financiar as comemorações deste verão.</p>
<p>O maior beneficiário foi a National Park Foundation, fundação que colabora com o Serviço Nacional de Parques e sob cuja égide foi criada a iniciativa Freedom 250. Só o Departamento do Interior terá atribuído mais de 68 milhões de dólares, cerca de 60 milhões de euros, para eventos comemorativos do aniversário.</p>
<p>A esses montantes juntam-se mais 10 milhões de dólares, cerca de 8,8 milhões de euros, para os chamados Freedom Trucks, uma espécie de museu móvel promovido em conjunto com a PragerU e o Hillsdale College, duas instituições associadas ao ecossistema conservador dos Estados Unidos.</p>
<p>A rede envolve também figuras próximas do poder. Doug Burgum, secretário do Interior, integra a National Park Foundation. À sua volta surgem nomes ligados a Trump, como Chris LaCivita, antigo gestor da campanha presidencial de 2024, e Meredith O’Rourke, antiga diretora financeira da campanha.</p>
<p>Também há empresas com histórico político relevante. A Event Strategies, que ajudou a organizar o comício de Trump de 6 de janeiro de 2021, antes do ataque ao Capitólio, recebeu mais de sete milhões de dólares, cerca de 6,1 milhões de euros, em contratos relacionados com o aniversário, incluindo serviços de segurança, design e organização de eventos oficiais.</p>
<p>Além do financiamento público, a Freedom 250 atraiu patrocinadores privados como ExxonMobil, Oracle, Lockheed Martin, Palantir, MasterCard, Northrop Grumman, RTX, UFC, United Airlines e John Deere.</p>
<p>Não são apenas logótipos numa festa nacional. São petrolíferas, tecnológicas, empresas de defesa, companhias aéreas e grupos com contratos federais, interesses regulatórios ou processos pendentes junto do Governo.</p>
<p>O primeiro fim de semana da feira também expôs problemas de organização. Os portões abriram com atraso, ainda havia operários a retirar materiais de construção e registaram-se falhas intermitentes de energia. Na zona de restauração, a sanduíche Original Liberty, feita com manteiga de amendoim e creme de marshmallow, era vendida por 13 dólares, cerca de 11 euros.</p>
<p>Alguns vendedores tiveram de abrandar o serviço sempre que a energia falhava. Um funcionário avisava os visitantes de que a água estava à temperatura ambiente porque ainda não havia gelo. Na grande festa patriótica de verão, até as bebidas estavam mornas.</p>
<p>A roda gigante, que deveria ser uma das atrações mais visíveis e fotografadas do evento, também funcionou de forma intermitente devido a um gerador com defeito. A imagem tornou-se difícil de ignorar: uma celebração pensada para projetar grandeza nacional, mas cujo símbolo mais vistoso nem sempre conseguia arrancar.</p>
<p>Nos pavilhões estaduais, o retrato da unidade americana também apareceu incompleto. Montana levou um esqueleto de dinossauro e uma referência à paleontologia. A Louisiana recebeu visitantes com colares de Mardi Gras. Idaho e Michigan apresentaram vacas de plástico para as crianças “ordenharem” uma versão encenada da América rural.</p>
<p>Outros espaços eram bem mais modestos: cadeiras baixas, colagens de fotografias, plantas de plástico e pouca coisa que representasse verdadeiramente o estado em causa. No espaço de Connecticut, a frase mais ouvida era que “não há muito para ver aqui”.</p>
<p>Pelo menos oito estados, na maioria governados por democratas, recusaram enviar delegações próprias, devido aos custos de participação. Os organizadores preencheram esses vazios com pavilhões genéricos e entusiasmo administrativo, mas o resultado acabou por mostrar a ausência da unidade que a feira pretendia exibir.</p>
<p>A controvérsia não ficou por aí. Mais de metade dos artistas convidados terão desistido depois de perceberem que o evento, apresentado inicialmente como apolítico, estava a ganhar uma leitura claramente alinhada com Trump.</p>
<p>E depois há Melania. Não a primeira-dama, mas uma vitela loira enviada da Virgínia Ocidental, batizada em homenagem à mulher do presidente por um estudante de 15 anos que viu semelhanças na cor do pelo do animal.</p>
<p>Noutro contexto, seria apenas uma curiosidade de feira. Aqui, tornou-se quase uma metáfora involuntária: numa celebração que deveria pertencer a todos os Estados Unidos, até o gado parece acabar em órbita do nome Trump.</p>
<p>A América faz 250 anos, mas a grande festa organizada em Washington mostra um país menos preocupado em construir uma memória comum do que em disputar quem tem o direito de a encenar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783664]]></sapo:autor>
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		<title>IL propõe eliminar restrições à participação de privados na recolha e tratamento do lixo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[A Iniciativa Liberal (IL) apresentou hoje um projeto de lei para eliminar as restrições legais à participação de empresas privadas na atividade de recolha e tratamento de lixo em sistemas municipais e intermunicipais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Iniciativa Liberal (IL) apresentou hoje um projeto de lei para eliminar as restrições legais à participação de empresas privadas na atividade de recolha e tratamento de lixo em sistemas municipais e intermunicipais.</P><br />
<P>Esta iniciativa legislativa foi anunciada pela presidente da IL, Mariana Leitão, no início de uma visita à Tratolixo, empresa detida pela AMTRES &#8212; Associação de Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra para o Tratamento de Resíduos Sólidos.</P><br />
<P>&#8220;Neste momento aquilo que existe é uma restrição ao setor público da recolha e tratamento de resíduos e nós queremos alargar, para que possa haver mais parceiros envolvidos, para que o serviço seja mais extenso, que melhore e que, portanto, sirva melhor às populações onde fizer sentido&#8221;, declarou Mariana Leitão.</P><br />
<P>A Lei n.º 88-A/97, de 25 de Julho, estabelece que &#8220;é vedado a empresas privadas e a outras entidades da mesma natureza&#8221; o acesso a um conjunto de &#8220;atividades económicas, salvo quando concessionadas&#8221;, entre as quais a &#8220;recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos, no caso dos sistemas multimunicipais e municipais&#8221;.</P><br />
<P>No seu projeto de lei, a IL propõe eliminar essa proibição, que considera ser &#8220;uma limitação importante no desenvolvimento dos serviços públicos portugueses&#8221; e que, refere, &#8220;não resulta de qualquer imposição do direito da União Europeia&#8221;.</P><br />
<P>Na exposição de motivos, argumenta-se que &#8220;o interesse público continua salvaguardado através da definição das obrigações de serviço público, da regulação do setor e da fiscalização do cumprimento das normas ambientais e de qualidade do serviço, conforme é praticado em vários estados europeus&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Permitir que entidades privadas possam participar, em condições de concorrência, transparência e adequada supervisão, contribuirá para aumentar a eficiência da recolha de resíduos, melhorar a qualidade do serviço prestado aos cidadãos, acelerar a inovação e reforçar a capacidade de Portugal cumprir as metas de reciclagem e valorização de resíduos&#8221;, sustenta a IL.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783632]]></sapo:autor>
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		<title>MP de Aveiro acusou 13 arguidos de fraude na obtenção e de fundos europeus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público (MP) de Aveiro acusou 13 arguidos, incluindo pessoas singulares e sociedades comerciais, pela obtenção e uso indevido de fundos europeus, informou hoje a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Ministério Público (MP) de Aveiro acusou 13 arguidos, incluindo pessoas singulares e sociedades comerciais, pela obtenção e uso indevido de fundos europeus, informou hoje a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP).</P><br />
<P>Numa nota publicada na sua página na internet, a PGRP refere que foram utilizados indevidamente fundos do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), através de um esquema baseado na emissão e utilização de faturação relativa a operações simuladas.</P><br />
<P>Em causa estão crimes de fraude na obtenção de subsídio e subvenção qualificada e fraude fiscal qualificada.</P><br />
<P>Segundo a acusação, dois dos arguidos, atuando através de uma sociedade comercial, delinearam um plano destinado à obtenção indevida de incentivos financeiros, mediante a simulação de despesas de investimento.</P><br />
<P>&#8220;Para concretizar esse plano, a sociedade recorreu a faturas emitidas por empresas fornecedoras que não titulavam bens efetivamente adquiridos nem serviços prestados, ou que refletiam valores artificialmente inflacionados&#8221;, refere a mesma nota.</P><br />
<P>Os investigadores apuraram ainda que o esquema integrava um circuito de retorno financeiro, através do qual parte dos montantes pagos pela sociedade aos alegados fornecedores regressava à esfera patrimonial dos respetivos gerentes, designadamente por intermédio de contas bancárias em Espanha e da emissão de cheques posteriormente depositados em contas bancárias particulares.</P><br />
<P>A acusação contabiliza em 294.831,50 euros os subsídios recebidos indevidamente e em 141.472,69 euros as vantagens fiscais obtidas em sede de IVA e IRC, através da contabilização de custos fictícios</P><br />
<P>O MP requereu a perda a favor do Estado de mais de 436 mil euros, correspondendo às vantagens patrimoniais alegadamente obtidas com a prática dos factos, e ainda a aplicação da pena acessória de privação do direito a subsídios ou subvenções outorgadas por entidades ou serviços públicos relativamente a dois dos arguidos, bem assim a dissolução de uma das sociedades.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783648]]></sapo:autor>
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		<title>Gémeas de 15 meses morrem durante onda de calor em França: pais detidos por suspeita de negligência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:57:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[intrnacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pais, ambos na casa dos 30 anos, chamaram os serviços de emergência depois de encontrarem as duas filhas inconscientes nas camas, na casa da família em Beuvrages, perto de Valenciennes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A polícia deteve os pais de duas gémeas de 15 meses que morreram no norte de França, num caso em que as autoridades investigam a possibilidade de desidratação associada à onda de calor que atingiu o país.</p>
<p>Segundo o ‘El Mundo’, os pais, ambos na casa dos 30 anos, chamaram os serviços de emergência depois de encontrarem as duas filhas inconscientes nas camas, na casa da família em Beuvrages, perto de Valenciennes.</p>
<p>O Ministério Público informou que foi marcada uma autópsia para determinar as circunstâncias da morte das duas crianças. Uma das hipóteses em investigação é a desidratação provocada pela temperatura elevada registada no quarto onde se encontravam.</p>
<p>Os outros quatro filhos do casal, com idades entre os 3 e os 6 anos, foram hospitalizados por desidratação. Segundo uma fonte próxima da investigação, citada pelo jornal espanhol, as crianças não correm perigo de vida.</p>
<p>A porta da casa, numa rua para onde a família se tinha mudado recentemente, foi selada pelas autoridades. Nos selos colocados no local, é referido o crime de “negligência que resultou na morte de crianças menores de 15 anos”.</p>
<p>Os pais, de 35 e 32 anos, não têm antecedentes criminais. De acordo com a Procuradoria de Valenciennes, a família também não estava sob acompanhamento de serviços de apoio educativo.</p>
<p>O presidente da Câmara de Beuvrages, Ali Ben Yahia, descreveu a família como “bem integrada”, numa publicação no &#8216;Facebook&#8217;. O autarca acrescentou que o casal tinha comprado recentemente uma casa, com o objetivo de oferecer aos filhos um ambiente adequado ao seu desenvolvimento.</p>
<p>O caso ocorreu numa altura em que o norte de França tinha estado vários dias sob alerta vermelho devido à onda de calor. A região passou para alerta verde esta segunda-feira, após uma descida das temperaturas, segundo o serviço meteorológico Météo France.</p>
<p>A investigação deverá agora apurar em que condições as crianças estavam na habitação, qual a temperatura registada no quarto e se houve falhas de vigilância ou cuidados que possam ter contribuído para as mortes.</p>
<p>A onda de calor que atingiu França nos últimos dias provocou vários alertas das autoridades de saúde, sobretudo para crianças, idosos e pessoas vulneráveis. As temperaturas extremas aumentam o risco de desidratação, exaustão pelo calor e golpe de calor, sobretudo quando o calor persiste durante a noite e impede o corpo de recuperar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783647]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal pode enfrentar uma das piores ondas de calor de sempre? O pior ainda está para chegar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:42:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[Intensidade, a duração e a abrangência geográfica do episódio levantam uma pergunta: poderá esta ser uma das piores ondas de calor de sempre no país?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal Continental prepara-se para vários dias de calor extremo, com temperaturas acima dos 35 graus em praticamente todo o território, máximas a tocar ou ultrapassar os 40 graus em várias regiões e noites invulgarmente quentes. A intensidade, a duração e a abrangência geográfica do episódio levantam uma pergunta: poderá esta ser uma das piores ondas de calor de sempre no país?</p>
<p>Segundo o ‘Luso Meteo’, Portugal está a entrar numa onda de calor extremo provocada pelo posicionamento do anticiclone diretamente sobre o território continental. Esta configuração deverá cortar a habitual influência marítima e favorecer um fluxo persistente de leste e sudeste, transportando para o país uma massa de ar muito quente e seca, com origem no norte de África.</p>
<p>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera também aponta para uma subida marcada das temperaturas nos próximos dias. Segundo o IPMA, citado pelo ‘Jornal de Notícias’, os termómetros começam a disparar a partir desta terça-feira e o episódio de calor deverá prolongar-se, pelo menos, até meados da próxima semana.</p>
<p>Jorge Ponte, chefe de divisão de previsão meteorológica do IPMA, classificou a situação como “um fenómeno inédito em Portugal”. O responsável explicou que a principal novidade está na persistência de temperaturas tão elevadas durante vários dias, sobretudo em regiões como Lisboa, Alentejo e Ribatejo.</p>
<p>“A grande novidade será a persistência de tão elevadas temperaturas durante um período tão longo, sobretudo em regiões como as de Lisboa, do Alentejo e do Ribatejo, o que nunca se havia verificado de forma tão vincada”, afirmou Jorge Ponte.</p>
<p>Outro fator invulgar será a extensão territorial da onda de calor. Ao contrário de outros episódios, mais concentrados no interior ou em zonas específicas, desta vez o calor deverá atingir praticamente todo o país. Segundo o responsável do IPMA, “não haverá qualquer zona que, à partida, possa escapar”.</p>
<p>O ‘Luso Meteo’ aponta para máximas absolutas prováveis entre os 43 e os 46 graus, cruzando cenários dos principais modelos meteorológicos globais, como o europeu ECMWF e o americano GFS. O GFS tende a projetar valores mais elevados, enquanto o ECMWF surge mais conservador, mas ambos indicam um episódio de forte intensidade.</p>
<p>A metade sul do país deverá sentir primeiro o calor extremo. A partir de quinta e sexta-feira, os vales do Alentejo e do Sado, bem como o interior algarvio, poderão aproximar-se dos 44 graus. Depois, a dorsal anticiclónica deverá empurrar progressivamente o ar quente para norte.</p>
<p>Lisboa e Braga poderão atingir os 40 graus durante, pelo menos, três dias consecutivos. Nos vales do Tejo e do Sado e nas planícies do Alentejo, a probabilidade de temperaturas próximas dos 45 graus será mais elevada, sobretudo entre 4 e 7 de julho, período que deverá marcar o primeiro pico desta onda de calor.</p>
<p>O litoral, habitualmente mais protegido pela influência marítima, também deverá ser atingido. O fluxo de leste reduz o efeito moderador do oceano e poderá levar o calor intenso até à faixa costeira ocidental. Segundo o ‘Luso Meteo’, algumas praias poderão aproximar-se dos 40 graus, enquanto Peniche, conhecida por raramente registar calor extremo, poderá superar os 30 graus em alguns dias.</p>
<p>As noites serão outro dos aspetos mais preocupantes. O IPMA prevê mínimas anormalmente elevadas, sem descerem dos 25 graus em várias zonas do país durante praticamente uma semana. O ‘Luso Meteo’ admite que, localmente, as temperaturas possam não baixar dos 30 graus durante a noite no pico do episódio.</p>
<p>Esta ausência de arrefecimento noturno aumenta o risco para a saúde, porque impede o corpo de recuperar do calor acumulado durante o dia. Idosos, crianças, doentes crónicos, pessoas isoladas e trabalhadores expostos ao calor estão entre os grupos mais vulneráveis.</p>
<p>A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu que Portugal vai atravessar dias preocupantes. “Quando existem ondas de calor com esta magnitude, o nosso indicador obviamente que acusa a possibilidade de um impacto na mortalidade, tal como está a acontecer noutros países”, afirmou a governante, citada pela Lusa.</p>
<p>A ministra referia-se ao indicador Ícaro, usado para estimar o impacto das temperaturas elevadas no número de óbitos. Ana Paula Martins classificou a onda de calor prevista para Portugal como “muito, muito preocupante” e garantiu que as Unidades Locais de Saúde têm planos de contingência próprios. Ainda assim, deixou o apelo para que sejam evitadas deslocações desnecessárias às urgências.</p>
<p>A Direção-Geral da Saúde recomenda cuidados especiais, sobretudo para trabalhadores expostos à radiação solar. As tarefas fisicamente mais exigentes devem ser realizadas nas horas mais frescas, como o início da manhã ou o final da tarde, devem existir pausas regulares e a ingestão de água deve ser feita a cada 15 ou 20 minutos.</p>
<p>A DGS alerta também para sinais de risco associados ao calor extremo. Confusão mental, transpiração excessiva, temperatura corporal elevada ou convulsões podem indicar insolação. Tonturas, náuseas, desmaios e cãibras podem estar associados a exaustão pelo calor ou síncope térmica.</p>
<p>Além da saúde, a onda de calor poderá pressionar a rede elétrica. A maior utilização de ar condicionado deverá aumentar a procura de eletricidade, num cenário em que o calor persistente também pode afetar infraestruturas. Ao ‘Jornal de Notícias’, Nuno Amaro, professor da NOVA FCT e especialista em energia, alertou para o chamado stress elétrico, admitindo que poderão ocorrer cortes localizados caso a rede fique sob forte pressão.</p>
<p>O risco de incêndio rural é outra preocupação central. A combinação de temperaturas muito elevadas, ar seco e vento de leste, que poderá ser pontualmente intenso, cria condições favoráveis à ignição e propagação rápida de fogos. As autoridades já colocaram concelhos dos distritos de Castelo Branco, Faro e Portalegre em risco máximo de incêndio devido ao calor.</p>
<p>Segundo o IPMA, uma onda de calor ocorre quando, durante pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima diária fica cinco graus acima do valor médio das máximas desse mês, tendo por referência um determinado período climatológico. O instituto assinala que, nos últimos 30 anos, têm sido observados mais eventos extremos deste tipo no verão em Portugal Continental.</p>
<p>O recorde absoluto de temperatura máxima em Portugal Continental continua a ser de 47,3 graus, registado na Amareleja, em 1 de agosto de 2003, segundo os extremos climatológicos do IPMA. Por isso, o episódio agora previsto poderá não bater necessariamente o máximo absoluto do país. A gravidade está sobretudo na combinação entre duração, noites muito quentes, extensão territorial e persistência de valores extremos.</p>
<p>O ‘Luso Meteo’ admite que os primeiros oito dias de julho tenham potencial para estar entre os mais quentes alguma vez registados em Portugal. A previsão aponta para anomalias médias superiores a 6 graus entre 29 de junho e 6 de julho, com alguns dias até 12 graus acima do normal.</p>
<p>A grande incerteza está no fim do episódio. Até 8 de julho, a onda de calor surge como praticamente confirmada nas previsões. Depois disso, o modelo europeu ECMWF sugere, com probabilidade moderada, que o bloqueio atmosférico possa prolongar-se até 13 ou 14 de julho. Se esse cenário se confirmar, Portugal poderá enfrentar uma das ondas de calor mais intensas e duradouras dos últimos anos.</p>
<p>Mesmo que a descida das temperaturas chegue antes de meados do mês, o episódio deverá ter impacto significativo. O calor extremo deverá pressionar serviços de saúde, consumo energético, ecossistemas e dispositivo de combate a incêndios.</p>
<p>A pergunta sobre se esta poderá ser a pior onda de calor de sempre ainda não tem resposta definitiva. Para isso será necessário esperar pelos dados observados e pela duração real do episódio. Mas os sinais atuais são suficientemente fortes para justificar o alerta: Portugal vai enfrentar uma onda de calor invulgar pela intensidade, pela duração e pela extensão, e não apenas “mais uns dias de verão”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783638]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ford volta a contratar engenheiros veteranos depois de a IA não conseguir igualar experiência e conhecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:21:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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					<description><![CDATA[Fabricante automóvel dos EUA voltou a contratar mais de 300 engenheiros experientes para ajudar a melhorar a fiabilidade dos seus veículos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ford foi obrigada a chamar engenheiros veteranos que já estavam reformados depois de concluir que a inteligência artificial não conseguia igualar a experiência técnica acumulada por estes especialistas.</p>
<p>Segundo o ‘Daily Mail’, que cita a ‘Bloomberg’, o fabricante automóvel dos EUA voltou a contratar mais de 300 engenheiros experientes para ajudar a melhorar a fiabilidade dos seus veículos. Dentro da empresa, estes profissionais são conhecidos como “gray beards”, uma expressão usada para descrever trabalhadores com muitos anos de experiência.</p>
<p>A decisão surge depois de a Ford ter aumentado, nos últimos anos, a utilização de inteligência artificial em várias áreas de engenharia e produção, incluindo nos processos de controlo de qualidade.</p>
<p>Mas a empresa reconhece agora que confiou demasiado na automação. Charles Poon, vice-presidente de engenharia de hardware automóvel da Ford, afirmou que a inteligência artificial é uma “ferramenta fantástica”, mas apenas quando é treinada com a informação certa.</p>
<p>“Nos anos anteriores, não demos tanta atenção como devíamos à experiência dos nossos engenheiros mais conhecedores, que passaram por muitos ciclos de produto”, afirmou o responsável.</p>
<p>A Ford tinha assumido uma aposta forte na IA. No ano passado, o diretor de operações Kumar Galhotra afirmou que a empresa estava a implementar inteligência artificial em todo o sistema industrial. A expectativa era que as ferramentas automatizadas ajudassem a detetar problemas e a garantir maior qualidade nos veículos.</p>
<p>No entanto, segundo Charles Poon, essa aposta não produziu os resultados esperados. “Pensámos, erradamente, que bastava introduzir inteligência artificial e alimentar o sistema com os requisitos de design para obter um produto de alta qualidade”, explicou.</p>
<p>Os engenheiros veteranos passaram agora a ter um papel central na correção desse processo. Além de ajudarem a treinar os sistemas de IA da Ford, também acompanham engenheiros mais jovens e participam em reuniões dedicadas à identificação rigorosa de falhas de qualidade.</p>
<p>Segundo a empresa, estes especialistas ajudam a encontrar pontos de falha antes de uma peça chegar sequer à linha de produção. Também estão a reprogramar ferramentas de inteligência artificial para antecipar problemas antes de estes ocorrerem.</p>
<p>Kumar Galhotra reconheceu que a Ford estava a depender cada vez mais de sistemas automáticos de qualidade, sem obter os resultados pretendidos. “Trouxemos de volta especialistas técnicos: eles procuram pontos de falha antes de uma peça chegar à fábrica”, afirmou.</p>
<p>A admissão da Ford surge num momento em que a empresa celebra uma melhoria nos rankings de qualidade da indústria automóvel. O fabricante foi considerado a marca generalista mais bem classificada no mais recente estudo americano JD Power Initial Quality Study, um título que não conquistava há 15 anos.</p>
<p>A empresa atribui essa recuperação a uma renovação significativa de talento, que incluiu precisamente o regresso de engenheiros experientes.</p>
<p>O caso contraria a ideia de que a inteligência artificial irá substituir rapidamente profissionais altamente especializados. Na Ford, a conclusão é diferente: a tecnologia funciona melhor quando é combinada com décadas de experiência humana.</p>
<p>A decisão mostra também uma limitação prática da IA em ambientes industriais complexos. Os sistemas automatizados podem processar grandes volumes de dados, mas nem sempre conseguem replicar o conhecimento acumulado por engenheiros que acompanharam vários ciclos de desenvolvimento, produção e falha de produto.</p>
<p>A experiência da Ford surge num momento em que cresce o debate sobre o impacto da inteligência artificial no trabalho qualificado. Embora muitas empresas estejam a acelerar a adoção destas ferramentas, o caso mostra que a tecnologia continua dependente da qualidade dos dados, da supervisão humana e do conhecimento especializado.</p>
<p>Para já, pelo menos na engenharia automóvel, a lição da Ford é clara: a IA pode ajudar, mas ainda não substitui quem passou décadas a perceber onde e como os problemas aparecem.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783634]]></sapo:autor>
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		<title>A Europa está a ferver antes do pico do verão — e isso é o que mais preocupa os especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:14:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta onda de calor está a preocupar os cientistas por duas razões principais: chegou cedo demais e atingiu uma intensidade fora do habitual]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa está a enfrentar uma onda de calor extrema, com recordes de temperatura a cair em vários países e impactos já visíveis na saúde pública, nas infraestruturas e na vida quotidiana.</p>
<p>Em França, na passada terça e quarta-feira foram os dias mais quentes desde o início dos registos, com máximas entre 39 e 43 graus em várias regiões do oeste do país. No Reino Unido, foi registado o dia de junho mais quente de sempre, com os termómetros a atingirem 36,1 graus. Espanha, Alemanha, Áustria, Países Baixos e Suíça também terão batido recordes de temperatura em vários pontos, segundo dados preliminares.</p>
<p>A vaga de calor já provocou vítimas mortais. Em França, dezenas de pessoas morreram afogadas na última semana, quando tentavam refrescar-se em rios, lagos ou piscinas, num sinal de que o risco associado ao calor não se limita à exposição direta às temperaturas extremas.</p>
<p>Num artigo publicado no ‘The Conversation’, Andrew B. Watkins, professor adjunto na School of Earth, Atmosphere and Environment da Monash University, explica que esta onda de calor está a preocupar os cientistas por duas razões principais: chegou cedo demais e atingiu uma intensidade fora do habitual.</p>
<p>Na Europa, o período mais quente do ano costuma ocorrer em meados ou finais de julho, cerca de um mês depois do solstício de verão. Mas esta vaga chegou ainda antes do pico normal do verão europeu. Desde 1950, apenas uma grande onda de calor terá surgido mais cedo do que a atual.</p>
<p>Este detalhe é importante porque vários estudos têm mostrado que os dias de calor extremo estão a começar mais cedo no calendário. A alteração climática está a tornar as ondas de calor mais frequentes, mais intensas e mais prováveis em meses que antes eram menos associados a episódios tão extremos.</p>
<p>Andrew B. Watkins recorda que um estudo sobre a onda de calor que atingiu o sudeste de Inglaterra em junho de 2025 concluiu que, sem o efeito das emissões de gases com efeito de estufa provocadas pela atividade humana, um episódio desse tipo ocorreria apenas uma vez a cada 50 anos. Com o aquecimento de 1,3 graus associado à ação humana, a probabilidade passou para pelo menos uma vez a cada cinco anos.</p>
<p>A gravidade da atual vaga também está nos recordes que tem batido. Em França, terça e quarta-feira foram os dias mais quentes desde 1947, com uma temperatura média nacional de 29,9 graus. Na terça-feira, 147 localidades francesas atingiram máximos históricos para junho, e 41 estações meteorológicas registaram valores acima dos 43 graus.</p>
<p>A noite também trouxe pouca trégua. França registou a noite mais quente de sempre de terça para quarta-feira, com uma temperatura média nacional de 21,6 graus. O calor noturno é particularmente preocupante, porque impede o corpo de recuperar e aumenta o risco para pessoas vulneráveis.</p>
<p>O impacto chegou ainda ao setor energético. Alguns rios aqueceram ao ponto de não poderem ser usados com segurança para arrefecer centrais nucleares, um problema que mostra como as ondas de calor podem afetar infraestruturas críticas.</p>
<p>Em Espanha, foram também batidos vários recordes diurnos e noturnos. Em algumas zonas, as temperaturas ultrapassaram os 45 graus, e pelo menos uma localidade registou três noites consecutivas com temperaturas iguais ou superiores a 30 graus.</p>
<p>A explicação meteorológica mais imediata passa pelos sistemas de alta pressão. Estes sistemas funcionam como uma espécie de tampa sobre determinada região: prendem o calor junto à superfície, reduzem a formação de nuvens e permitem maior entrada de radiação solar.</p>
<p>Mas, numa escala mais ampla, a alteração climática está a modificar a forma como estas ondas de calor se formam e persistem. A queima de petróleo, carvão e gás aumenta a quantidade de calor retida na atmosfera e altera padrões meteorológicos de larga escala, favorecendo sistemas de alta pressão mais lentos e prolongados.</p>
<p>A frequência destes fenómenos tem aumentado de forma clara. Entre 1950 e 1999, a Europa enfrentou cinco ondas de calor intensas. Entre 2000 e 2021, foram registadas 18. Com os episódios extremos de 2022, 2023 e 2025, o número sobe para mais de 20 ondas de calor severas em apenas 25 anos.</p>
<p>O risco para a saúde é particularmente elevado quando o calor extremo se combina com humidade. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis, porque têm maior dificuldade em regular a temperatura corporal e em evaporar o suor de forma eficaz.</p>
<p>Segundo a Avaliação Europeia dos Riscos Climáticos, as ondas de calor já representam um risco crítico para a saúde no sul da Europa. Nos próximos anos, as comunidades do sul e do centro-oeste europeu deverão estar entre as mais expostas a doenças e mortes relacionadas com o calor.</p>
<p>A atual vaga surge ainda num contexto global preocupante. Poucos dias antes, a temperatura média da superfície dos oceanos voltou a atingir níveis recorde. Ao mesmo tempo, o fenómeno El Niño foi declarado ativo, aumentando a probabilidade de um ano mais quente e seco em regiões como Austrália, Ásia e Pacífico Sul.</p>
<p>Desde abril, Índia e Paquistão também enfrentam uma onda de calor prolongada e mortal. Embora as ondas de calor europeias não estejam historicamente ligadas ao verão seguinte no hemisfério sul, a alteração climática aumenta o risco de calor extremo em qualquer ano e em várias regiões do planeta.</p>
<p>Para Andrew B. Watkins, a conclusão é clara: num clima em mudança, o calor extremo deixou de ser um fenómeno isolado ou regional. Tornou-se uma realidade global, com impacto direto na saúde, na economia, nas infraestruturas e na segurança das populações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783630]]></sapo:autor>
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		<title>Gasolina sob escolta: polícia controla postos enquanto crise de combustíveis se espalha pela Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:04:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida surge depois de Igor Kobzev, governador da região de Irkutsk, ter declarado o estado de “alerta elevado” devido à insuficiência de entregas de combustível]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A polícia foi destacada 24 horas por dia para postos de abastecimento na região russa de Irkutsk, na Sibéria, para controlar longas filas, organizar o trânsito e impedir clientes de acumularem combustível em jerricãs, numa altura em que a crise de abastecimento se agrava em várias zonas da Rússia.</p>
<p>Segundo o &#8216;Kyiv Post&#8217;, que cita a &#8216;TVP World&#8217; e o jornal independente russo &#8216;The Moscow Times&#8217;, a medida surge depois de Igor Kobzev, governador da região de Irkutsk, ter declarado o estado de “alerta elevado” devido à insuficiência de entregas de combustível.</p>
<p>Agentes da polícia e unidades da Guarda Nacional russa foram enviados para as bombas de gasolina para controlar filas e fazer cumprir a proibição de enchimento de recipientes de reserva. As autoridades dizem que muitos condutores estão a tentar comprar gasolina adicional, o que está a prolongar as esperas e a aumentar a pressão sobre os postos.</p>
<p>“A situação do combustível na cidade continua tensa”, afirmou Sergei Gavrin, vice-presidente da câmara de Irkutsk, citado pela imprensa russa independente. O responsável acrescentou que os agentes vão permanecer nos postos de abastecimento em permanência para “monitorizar o cumprimento das restrições”.</p>
<p>As autoridades avisaram que os condutores que tentem acumular combustível podem enfrentar multas elevadas. A polícia de Irkutsk afirmou também ter detido e multado quatro pessoas acusadas de revender gasolina a preços inflacionados, depois de o governador ter ordenado uma ação contra a especulação.</p>
<p>A crise de combustível não se limita a Irkutsk. De acordo com os relatos citados, as falhas de abastecimento já atingem dezenas de regiões russas, num momento em que os ataques ucranianos contra infraestruturas energéticas têm afetado a capacidade de refinação do país.</p>
<p>Os ataques com drones contra refinarias russas terão retirado de operação uma parte relevante da capacidade nacional de refinação, agravando problemas de abastecimento que já vinham a ser sentidos em várias regiões.</p>
<p>Na passada sexta-feira, autoridades instaladas pela Rússia na Crimeia ocupada declararam estado de emergência depois de ataques ucranianos terem deixado grandes zonas da península sem eletricidade e levado à suspensão das vendas de combustível a civis.</p>
<p>O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu no domingo que os problemas de abastecimento estavam a provocar escassez em várias regiões. Segundo Putin, foi criada uma equipa de trabalho para garantir fornecimentos suficientes em todo o país.</p>
<p>Kiev tem intensificado ataques de médio e longo alcance contra alvos industriais em território russo e em zonas ocupadas da Ucrânia, com especial incidência no setor petrolífero. A estratégia procura atingir uma das principais fontes de receita e capacidade logística da Rússia.</p>
<p>A presença permanente da polícia nas bombas de gasolina de Irkutsk mostra como a guerra está a ter efeitos cada vez mais visíveis dentro da Rússia, não apenas nas infraestruturas industriais, mas também no quotidiano dos consumidores.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">More and more footage of the burning oil refinery in Slavyansk-na-Kubani, Krasnodar region of Russia.</p>
<p>This means less fuel for Crimea, among other things. <a href="https://t.co/lftmOQHYfx">https://t.co/lftmOQHYfx</a> <a href="https://t.co/JAFgrROuSo">pic.twitter.com/JAFgrROuSo</a></p>
<p>&mdash; Anton Gerashchenko (@Gerashchenko_en) <a href="https://x.com/Gerashchenko_en/status/2071290053935185976?ref_src=twsrc%5Etfw">June 28, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783624]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Operação Marquês: José Sócrates considera &#8220;histórica&#8221; condenação do Estado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:55:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O antigo primeiro-ministro José Sócrates (2005-2011) considerou esta terça-feira histórica a sentença que condenou o Estado português a indemnizar o ex-governante em 15 mil euros por má administração da justiça no processo Operação Marquês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="article-regular-module-scss-module__7zvnmq__AGLead" role="presentation">
<p>O antigo primeiro-ministro José Sócrates (2005-2011) considerou esta terça-feira histórica a sentença que condenou o Estado português a indemnizar o ex-governante em 15 mil euros por má administração da justiça no processo Operação Marquês.</p>
</div>
<section class="article-regular-module-scss-module__7zvnmq__AGBody" aria-labelledby="article-body" data-mrf-recirculation="Artigo JN - Links Texto">
<div class="article-regular-module-scss-module__7zvnmq__AGBodyContent" role="presentation">
<div class="content-body-generic-module-scss-module__j4-epW__ContentBodyBlock">
<p data-remotead-prev-elm="true" data-remotead-elm-id="inread">Segundo a sentença do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, datada de sábado, o montante visa compensar o antigo chefe de Governo pelos danos sofridos em virtude da &#8220;divulgação de informações sujeitas a segredo de justiça&#8221; por órgãos do Estado durante o inquérito.</p>
</div>
<div class="content-body-generic-module-scss-module__j4-epW__ContentBodyBlock">
<p data-remotead-prev-elm="true" data-remotead-elm-id="inread2">&#8220;É a primeira vez que o Estado é condenado por violação do segredo de justiça. [&#8230;] É, portanto, uma sentença histórica&#8221;, afirmou José Sócrates, numa declaração aos jornalistas na Ericeira (Mafra), onde reside, transmitida pela SIC Notícias e pela RTP Notícias.</p>
</div>
<div class="content-body-generic-module-scss-module__j4-epW__ContentBodyBlock">
<p>Em causa está o conhecimento por órgãos de comunicação social de que José Sócrates seria detido em novembro de 2014 no aeroporto de Lisboa, como acabaria por acontecer, e dos atos de que este era suspeito, noticiados numa altura em que só tinham acesso ao processo &#8220;o juiz de instrução criminal, a Autoridade Tributária e o Ministério Público&#8221;.</p>
<p>Para a juíza, &#8220;embora não se tenha apurado quem foi o concreto responsável&#8221; pelas fugas de informação, &#8220;é de intuir&#8221; que, estando à data o inquérito sujeito a segredo de justiça interno, estas &#8220;tenham partido de alguém que se movia no interior da investigação&#8221;.</p>
<p data-remotead-prev-elm="true" data-remotead-elm-id="centro1">Tais &#8220;violações ao segredo de justiça&#8221;, sustentou Daniela Santos Costa, &#8220;representaram uma clara diminuição das garantias de defesa&#8221; de José Sócrates e constituíram &#8220;uma afronta à reserva da vida privada do autor, ao seu bom nome, honra e reputação pública enquanto antigo chefe de Governo português&#8221;.</p>
</div>
<div class="content-body-generic-module-scss-module__j4-epW__ContentBodyBlock">
<p>&#8220;Aquelas pessoas comportaram-se como criminosos &#8211; pessoas a quem entrega a sua liberdade, a defesa da lei &#8211; comportaram-se como criminosos, querendo fazer, no fundo, um processo paralelo, que fosse julgado nos jornais e nas televisões, sem direito a defesa&#8221;, reagiu esta terça-feira o ex-governante.</p>
<p>A ação, intentada em fevereiro de 2017 por José Sócrates, foi julgada em 15 e 16 de maio de 2026 e o antigo primeiro-ministro pretendia ser indemnizado num total de 205 mil euros, por má administração da justiça e violação do direito a uma decisão num prazo razoável.</p>
<p data-remotead-prev-elm="true" data-remotead-elm-id="centro2">Quanto a esta última questão, o Estado português foi absolvido.</p>
</div>
<div class="content-body-generic-module-scss-module__j4-epW__ContentBodyBlock">
<p>Questionado sobre a diferença entre o montante que pedia e o que, caso a sentença transite em julgado, irá receber, o ex-governante socialista rejeitou que o caso fosse &#8220;sobre dinheiro&#8221;.</p>
<p>&#8220;Acha que isto é sobre dinheiro? Acha que eu estou preocupado com o dinheiro? A minha intenção, ao sublinhar esta sentença, é o seu caráter simbólico, é a condenação do Estado&#8221;, insistiu.</p>
<p data-remotead-prev-elm="true" data-remotead-elm-id="centro3">O inquérito do processo Operação Marquês foi aberto em 2013, passou a ser do conhecimento dos arguidos em novembro de 2014 e foi encerrado em outubro de 2017, com a dedução pelo Ministério Público da acusação contra José Sócrates e outros arguidos.</p>
</div>
<div class="content-body-generic-module-scss-module__j4-epW__ContentBodyBlock">
<p>Depois de uma fase de instrução que se prolongou por mais de dois anos, o julgamento do antigo chefe de Governo e outros 20 arguidos por corrupção e outros crimes económico-financeiros começou em 3 de julho de 2025 no Tribunal Central Criminal de Lisboa, faltando ouvir dezenas de testemunhas.</p>
</div>
</div>
</section>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783621]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Iate de 100 milhões associado a Putin atravessa estreito dinamarquês escoltado por navios russos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Dinamarca]]></category>
		<category><![CDATA[Graceful]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Embarcação passou pelo estreito do Grande Belt durante a noite de 29 de junho e seguiu depois junto à ilha de Anholt, rumo a Grenen, no extremo norte da península da Jutlândia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O superiate &#8216;Graceful&#8217;, que vários meios internacionais associam a Vladimir Putin, atravessou águas dinamarquesas escoltado por dois navios de guerra russos, segundo avançou a televisão pública dinamarquesa &#8216;DR&#8217;, citada pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;.</p>
<p>A embarcação passou pelo estreito do Grande Belt durante a noite de 29 de junho e seguiu depois junto à ilha de Anholt, rumo a Grenen, no extremo norte da península da Jutlândia.</p>
<p>Segundo a mesma informação, o iate de 80 metros está a ser acompanhado por um contratorpedeiro russo e por um navio de patrulha. Uma embarcação de patrulha dinamarquesa, a &#8216;P521 Freja&#8217;, também está a monitorizar o movimento do comboio naval.</p>
<p>Unidades da guarda costeira alemã e da marinha dinamarquesa acompanham a deslocação por turnos desde a manhã de domingo, num trajeto cuja rota final e destino permanecem desconhecidos.</p>
<p>A passagem do &#8216;Graceful&#8217; pelas águas dinamarquesas ganha relevância por ocorrer num contexto de forte tensão entre a Rússia e a Europa, num momento em que os movimentos de navios russos no Báltico e no Mar do Norte continuam a ser acompanhados de perto pelos países da NATO.</p>
<p>A &#8216;DR&#8217; refere que o transponder AIS do iate está desligado desde 30 de agosto de 2022, o que impede o acompanhamento público da embarcação através dos sistemas habituais de rastreamento marítimo. Apesar disso, o &#8216;Graceful&#8217; terá sido avistado ocasionalmente em São Petersburgo e no mar Báltico.</p>
<p>O iate, avaliado pela &#8216;Forbes&#8217; em cerca de 100 milhões de euros, estaria em reparações em Hamburgo antes da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia. De acordo com os relatos citados, deixou o porto alemão a 7 de fevereiro de 2022, apenas 17 dias antes do início da guerra.</p>
<p>As autoridades militares dinamarquesas indicaram que a monitorização de embarcações estrangeiras e navios militares que atravessam os estreitos dinamarqueses é um procedimento de rotina.</p>
<p>Ainda assim, o facto de o iate associado ao presidente russo circular com escolta militar russa e com o sistema de localização desligado aumenta o interesse sobre o seu percurso, num espaço marítimo estratégico para a segurança do norte da Europa.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783606]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Do vendedor transacional ao vendedor consultivo: a inevitável mudança de paradigma</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/do-vendedor-transacional-ao-vendedor-consultivo-a-inevitavel-mudanca-de-paradigma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:46:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Páginas Amarelas]]></category>
		<category><![CDATA[Vendedor]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Rui Guedes, Chief Sales Officer da Páginas Amarelas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Rui Guedes, Chief Sales Officer da <u>Páginas Amarelas</u></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante décadas, o papel do vendedor esteve claramente definido. Até aos anos 70, a venda era essencialmente transacional: o foco estava no catálogo de produtos, no fator preço e na capacidade de fechar negócios. O vendedor era o detentor da informação mais atualizada e, em relações de longo prazo com os Clientes, essa assimetria de conhecimento sustentava, em grande parte, o seu poder negocial.</p>
<p>Esse mundo desapareceu.</p>
<p>Hoje, o Cliente chega à conversa comercial informado, comparou alternativas, leu opiniões e, muitas vezes, já tomou uma decisão preliminar. A venda deixou de ser o fim da jornada para passar a ser apenas um dos seus momentos. Como defende Philip Kotler, vivemos a era da advocacia do Cliente: <em>o verdadeiro valor não está na transação isolada, mas na capacidade de gerar relações que transformam </em>Clientes <em>em promotores da marca</em>. Esta visão é reforçada por Roberto Madruga, ao sublinhar <em>o papel dos </em>Clientes <em>como verdadeiros propulsores do crescimento do negócio.</em></p>
<p>A passagem do chamado <em>hard-selling </em>para o <em>soft-selling </em>não é apenas uma mudança de estilo &#8211; é uma mudança estrutural na forma como se cria valor. Neste novo contexto, o vendedor é um parceiro de decisão e vender deixou de ser convencer, passou a ser compreender.</p>
<p>O vendedor consultivo distingue-se, antes de mais, pela sua capacidade de escuta ativa e empatia. Saber ouvir, interpretar necessidades explícitas e implícitas e adaptar a proposta ao contexto real do Cliente tornou-se uma competência central. Não se trata de seguir um guião rígido, mas de construir uma conversa relevante, baseada na realidade concreta de quem está do outro lado da mesa e adaptada à sua cultura organizacional.</p>
<p>A esta dimensão humana soma-se uma crescente literacia na utilização de dados. A tecnologia colocou à disposição das Equipas comerciais uma quantidade sem precedentes de informação: históricos de compras, padrões de comportamento, indicadores de desempenho, dados de mercado. O vendedor moderno precisa de saber ler, interpretar e transformar esses dados em <em>insights </em>acionáveis, capazes de enriquecer a proposta de valor e antecipar necessidades futuras.</p>
<p>As competências comunicacionais ganham, por isso, uma nova profundidade. Comunicar bem já não é apenas apresentar argumentos de venda, mas explicar valor, gerir expectativas, simplificar a complexidade e criar confiança. Num mercado saturado de mensagens comerciais, a clareza e a relevância tornaram-se diferenciadores decisivos.</p>
<p>Tudo isto converge num ponto essencial: a criação de valor. O vendedor consultivo não se limita a vender um produto ou serviço; ajuda o Cliente a resolver um problema, a melhorar um processo ou a atingir um objetivo. Quando o Cliente percebe esse valor, a decisão deixa de ser puramente baseada no preço e passa a assentar na confiança e na perceção de benefício real.</p>
<p>Esta evolução tem conduzido, inevitavelmente, à profissionalização da profissão. O improviso cede lugar à preparação, à formação contínua e ao desenvolvimento de competências transversais. Vender é hoje uma disciplina que cruza estratégia, psicologia, análise de dados e comunicação.</p>
<p>A tecnologia surge aqui como uma poderosa aceleradora desta mudança. Ferramentas de CRM, automação comercial, inteligência artificial e plataformas de análise não substituem o vendedor &#8211; ampliam-no. Libertam tempo de tarefas administrativas e permitem que o foco se concentre no que realmente importa: no relacionamento, na análise e na personalização da abordagem.</p>
<p>A mudança de paradigma está em curso e é irreversível. As organizações que continuarem a olhar para a venda como um ato isolado, desconectado da experiência global do Cliente, arriscam-se a perder relevância. Já aquelas que investem no desenvolvimento de vendedores consultivos estão a construir relações duradouras, sustentáveis e mutuamente vantajosas.</p>
<p>No final do dia, vender continua a ser uma atividade profundamente humana. A diferença é que, hoje, o sucesso não se mede apenas pelo fecho da venda, mas pela capacidade de continuar presente, relevante e recomendado depois dela.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Rui Guedes, Chief Sales Officer da Páginas Amarelas]]></sapo:autor>
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		<title>Como podemos recuperar a confiança no mundo digital?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:41:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[digital]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Nick Pickles, Chief Policy Officer na Tools for Humanity  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Nick Pickles, Chief Policy Officer na Tools for Humanity</strong> <strong> </strong></em></p>
<p>Há situações que já não pertencem ao futuro. A simulação de presença humana entrou no nosso quotidiano através de bots e <em>deepfakes, </em>como uma das burlas que está a ganhar escala nos últimos meses e que combina mensagens fraudulentas com chamadas que recorrem a clonagem de voz por Inteligência Artificial (IA).  É hoje possível replicar a voz de um familiar, de um colega ou de qualquer interlocutor institucional, com precisão suficiente para manipular pessoas a tomar decisões em tempo real. O que antes exigia sistemas complexos está agora disponível a baixo custo, com elevada qualidade. A simulação humana tornou-se acessível, escalável e convincente no mundo digital.</p>
<p>A internet foi construída sobre uma premissa simples: a capacidade de ligar pessoas à escala global. Essa ligação assentou durante anos numa ideia simples: por trás de cada interação, existia sempre uma pessoa do outro lado. No entanto, essa premissa deixou de ser fiável. A infraestrutura que aproximou o mundo levanta hoje uma fragilidade difícil de ignorar: sabemos, de facto, o que está do outro lado?</p>
<p>A evolução da IA e a sofisticação dos sistemas automatizados alteraram este equilíbrio e o problema já não está no volume do que circula online, mas na origem do que é produzido e consumido. Quando essa origem deixa de ser clara, a experiência digital muda de forma imediata. Instala-se um filtro permanente de dúvida: lemos com mais ceticismo, respondemos com mais distância e participamos menos. Não porque tudo seja falso, mas porque deixou de ser transparente de onde vem.</p>
<p>O resultado é um espaço digital que já não se baseia na confiança como princípio fundamental. Por isso, a resposta dominante continua a ser reativa: detetar, remover, corrigir. Esse modelo funcionou enquanto a presença automatizada era residual. Hoje, reagir já não responde à velocidade do que é gerado automaticamente. O conceito de prova de humanidade deixou de ser uma ideia teórica para passar a ser uma necessidade operacional. Já não basta saber que existe alguém do outro lado. É preciso garantir que esse alguém é, efetivamente, um ser humano e não um sistema automatizado a agir como tal.</p>
<p>Na prática, isto implica mudar o ponto de partida da interação digital. Em vez de validar depois do impacto, este mecanismo é associado ao momento em que a interação acontece. O objetivo não é identificar pessoas, mas assegurar que existe presença humana no início de qualquer relação e interação digital. Esta mudança altera a lógica do sistema: a confiança deixa de ser uma consequência e passa a ser um requisito de funcionamento. E este não é um pressuposto totalmente novo. Todos nós já “provámos que não somos um robot”. O problema é que a IA já os ultrapassa com facilidade. Mas o desafio tornou-se mais complexo: hoje, não são apenas bots a tentar imitar humanos. São agentes de inteligência artificial &#8211; programas autónomos que navegam a web, fazem compras, preenchem formulários e tomam decisões em nosso nome. Quando um agente age online, os serviços com que interage não têm forma fiável de saber se existe uma pessoa real por trás desse agente &#8211; ou simplesmente outro sistema automatizado. É por isso que está a emergir um novo conceito no ecossistema tecnológico: a ideia de que qualquer ação digital relevante deve poder ser associada a um ser humano verificável. Não para identificar quem é essa pessoa, mas para garantir que existe, de facto, presença humana por detrás da interação.</p>
<p>Naturalmente, esta abordagem levanta questões críticas. Quem controla essa verificação? Como se mantém o anonimato num ambiente que exige validação? Como evitar que a segurança se transforme em vigilância? A resposta reside em tecnologias que permitem provar que somos humanos sem que tenhamos de entregar a nossa identidade ou dados pessoais a cada site que visitamos. É a privacidade como base da segurança.</p>
<p>Durante anos, o debate sobre a internet centrou-se em crescimento, velocidade e acesso. Hoje, isto já não resolve o problema central em que vivemos. O desafio deixou de ser ligar pessoas, e passou a ser garantir que essa ligação acontece realmente entre pessoas.</p>
<p>Provar a nossa humanidade é a condição estrutural para recuperarmos o digital. Precisamos de um território digital onde possamos voltar a interagir com a mesma certeza com que olhamos alguém nos olhos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Nick Pickles, Chief Policy Officer na Tools for Humanity  ]]></sapo:autor>
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		<title>Nem a Alemanha escapa ao calor extremo: elétricos parados por causa de juntas derretidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:40:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[Leipzig]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Alemanha, a cidade de Leipzig teve de interromper parte do serviço de elétricos depois de o calor ter derretido material nas juntas dos carris]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A onda de calor extrema que atinge grande parte da Europa está a provocar efeitos pouco habituais em países menos preparados para temperaturas tão elevadas. Na Alemanha, a cidade de Leipzig teve de interromper parte do serviço de elétricos depois de o calor ter derretido material nas juntas dos carris.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, a operadora de transportes LVB explicou que as temperaturas excecionalmente altas fizeram com que a argamassa usada nas juntas derretesse, escorresse ou se acumulasse em pontos-chave da rede, afetando desvios e linhas.</p>
<p>A empresa sublinhou que não foram os carris metálicos a derreter, mas sim o material selante aplicado nas juntas. Ainda assim, o problema foi suficiente para obrigar à interrupção do serviço durante o fim de semana.</p>
<p>Os funcionários da operadora tiveram de limpar os elétricos e remover a argamassa derretida para permitir a retoma da circulação. A situação não ficou limitada a Leipzig: incidentes semelhantes foram reportados noutras cidades alemãs, incluindo Nuremberga, Essen e Bremen.</p>
<p>O episódio ilustra o impacto da vaga de calor sobre infraestruturas urbanas concebidas para um clima menos extremo. Sistemas de transporte, escolas, espaços públicos e serviços urbanos estão sob pressão em várias zonas da Europa Central e Oriental, onde temperaturas acima dos 40 graus continuam a bater recordes.</p>
<p>A Alemanha registou no passado domingo um novo máximo histórico de temperatura, com 41,7 graus Celsius em Coschen, uma localidade do município de Neissemünde, no leste de Brandeburgo, estado que envolve Berlim.</p>
<p>De acordo com a emissora pública &#8216;ARD&#8217;, que cita o Serviço Meteorológico Alemão, o valor superou o recorde anterior de 41,5 graus, registado no passado sábado em Drewitz, no município de Möckern, também no leste da Alemanha.</p>
<p>O recorde histórico já tinha sido batido na sexta-feira, pela primeira vez desde 2019, quando os termómetros chegaram aos 41,3 graus em Saarbrücken, no oeste do país.</p>
<p>Os registos de Saarbrücken, Drewitz e Coschen ultrapassaram o anterior máximo nacional de 41,2 graus, alcançado em julho de 2019 em Tönisvorst e Duisburgo.</p>
<p>A sucessão de recordes mostra a intensidade da atual vaga de calor e o seu impacto em regiões onde infraestruturas, habitações e serviços públicos nem sempre estão preparados para temperaturas tão persistentes.</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde estimou mais de 1.300 mortes associadas à onda de calor na Europa durante a última semana, num sinal da gravidade do fenómeno para a saúde pública e para a capacidade de resposta das cidades.</p>
<p>Em Leipzig, o caso dos elétricos tornou-se um exemplo concreto de como o calor extremo pode afetar o funcionamento quotidiano das cidades. Quando até as juntas dos carris cedem, a vaga de calor deixa de ser apenas um problema meteorológico e passa a ser também um teste à resistência das infraestruturas europeias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783600]]></sapo:autor>
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		<title>Hóspedes em alojamento turístico crescem 4% para 3,3 milhões em maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O setor do alojamento turístico em Portugal registou em maio 3,3 milhões de hóspedes, um crescimento de 3,9% em termos homólogos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor do alojamento turístico em Portugal registou em maio 3,3 milhões de hóspedes, um crescimento de 3,9% em termos homólogos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>O setor registou também uma subida de 2,8% no número de dormidas para oito milhões.</p>
<p>Os proveitos totais ascenderam a 755,7 milhões de euros e os proveitos de aposento a 575,1 milhões de euros (+5,8% e +4,8%, respetivamente).</p>
<p>As dormidas de residentes aumentaram 7,6%, após uma queda de 1,2% em abril, atingindo 2,1 milhões, enquanto as de não residentes cresceram 1,1%, totalizando 5,9 milhões.</p>
<p>Em maio, os dez principais mercados emissores concentraram 76,2% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve-se como principal mercado emissor, com uma quota de 19,0%, apesar de ter prolongado a trajetória de decréscimo, recuando 1,1% (-0,2% em abril).</p>
<p>Entre os dez principais mercados emissores, os mercados brasileiro e alemão destacaram-se com os maiores crescimentos (+9,3% e +8,6%, respetivamente). Em contrapartida, o mercado francês registou o maior decréscimo (-11,3%).</p>
<p>Em maio, os maiores aumentos do número de dormidas voltaram a registar-se no Alentejo (+10,0%) e no Norte (+6,7%).</p>
<p>As dormidas de residentes cresceram em todas as regiões, exceto na Região Autónoma dos Açores (-8,0%). Os maiores aumentos registaram-se na Península de Setúbal (+14,0%) e no Alentejo (+12,6%).</p>
<p>No mesmo mês, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 84,0 euros (+0,7%) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 130,9 euros (+2,4%).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783602]]></sapo:autor>
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		<title>Volkswagen quer cortar 100 mil empregos. Políticos e sindicatos prometem bloquear o plano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Volkswagen]]></category>
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					<description><![CDATA[Proposta da administração da Volkswagen, revelada pela revista alemã ‘Manager Magazin’, deverá ser apresentada ao conselho de supervisão do grupo em julho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A classe política alemã está a prometer travar o plano da Volkswagen para cortar até 100 mil empregos e encerrar quatro fábricas no país, numa batalha que coloca o Governo de Friedrich Merz perante a crise cada vez mais profunda da indústria automóvel alemã.</p>
<p>Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, a proposta da administração da Volkswagen, revelada pela revista alemã ‘Manager Magazin’, deverá ser apresentada ao conselho de supervisão do grupo em julho. O plano, que poderá representar uma das maiores vagas de despedimentos empresariais de sempre, prevê o corte de quase um em cada seis trabalhadores da empresa.</p>
<p>Mas a decisão está longe de depender apenas da administração. A estrutura acionista da Volkswagen dá um peso determinante a políticos e sindicatos, que têm assento no conselho de supervisão e podem bloquear ou alterar profundamente a reestruturação.</p>
<p>A reação política não tardou. O Governo alemão sinalizou oposição aos cortes e prometeu defender os postos de trabalho e as unidades de produção. “O objetivo principal é preservar os locais de produção dos fabricantes alemães e proteger empregos”, afirmou Stefan Kornelius, porta-voz do chanceler Friedrich Merz.</p>
<p>A resistência é particularmente forte na Baixa Saxónia, onde se situa Wolfsburgo, sede histórica da Volkswagen. O estado regional é o segundo maior acionista com direito de voto da empresa, o que dá aos seus representantes um poder relevante sobre decisões estratégicas.</p>
<p>Olaf Lies, ministro-presidente social-democrata da Baixa Saxónia, tem assento no conselho de supervisão da Volkswagen, tal como Julia Willie Hamburg, vice-ministra-presidente do estado e dirigente dos Verdes. Ambos já prometeram resistir ao plano de cortes.</p>
<p>Lies defende que a administração da Volkswagen deve apresentar uma estratégia para recuperar competitividade e quota de mercado, em vez de assentar a resposta à crise em despedimentos e encerramento de fábricas. “A nossa tarefa deve ser garantir que não procuramos soluções através de medidas simplistas como ‘vamos despedir trabalhadores ou fechar locais’”, afirmou à televisão pública ZDF.</p>
<p>A votação no conselho de supervisão estará prevista para 9 de julho. Mas, segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, os representantes dos trabalhadores e os políticos estaduais detêm atualmente 11 dos 19 votos, o que torna improvável a aprovação do plano sem alterações substanciais ou garantias adicionais para os trabalhadores.</p>
<p>A pressão sobre a coligação de Merz é também eleitoral. A Alternativa para a Alemanha, AfD, tem explorado a perda de empregos industriais para atacar o Governo e lidera sondagens nacionais, além de surgir particularmente forte em dois estados do antigo leste alemão que terão eleições em setembro.</p>
<p>Alice Weidel, uma das líderes da AfD, afirmou que “a base industrial da Alemanha está a desmoronar-se a um ritmo dramático” e acusou empresas históricas de fugirem à “má gestão económica” do Governo federal.</p>
<p>A crise na Volkswagen tornou-se, assim, um problema político de primeira ordem. Para o Governo, o desafio é prometer a defesa do emprego sem ignorar a realidade económica de um setor automóvel pressionado pela concorrência chinesa, pela transição elétrica, pelos custos elevados e pelas tarifas impostas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.</p>
<p>A administração da Volkswagen, liderada por Oliver Blume, tem vindo a endurecer a posição. Depois de acordar com os sindicatos o corte de 35 mil empregos até 2030, no final de 2024, o grupo agravou em março a meta para 50 mil postos de trabalho. Agora, a possibilidade de duplicar esse número para 100 mil provocou uma reação política muito mais forte.</p>
<p>Em comunicado enviado ao &#8216;POLITICO&#8217;, a Volkswagen disse não comentar documentos internos e confidenciais, mas reconheceu que todo o grupo, incluindo marcas e subsidiárias, terá de passar por uma “transformação profunda”. A empresa afirmou ainda que a administração tem trabalhado nos últimos meses num plano estratégico de reestruturação.</p>
<p>Um dos cenários mais sensíveis será a eventual separação de partes da empresa numa nova entidade. Especialistas admitem que esse modelo poderia dar à administração maior liberdade para decidir sobre fábricas e empregos, reduzindo o peso das atuais regras de governação, da participação pública e da representação sindical.</p>
<p>Helena Wisbert, professora de economia automóvel na Ostfalia University of Applied Sciences, considerou que uma tentativa desse tipo seria “muito radical” e difícil de concretizar, porque teria de ser aprovada pelo atual conselho de supervisão. Ainda assim, se a opção estiver realmente em cima da mesa, isso mostraria “quão intensa é atualmente a pressão para cortar custos”.</p>
<p>Para Grant Hendrik Tonne, ministro da Economia da Baixa Saxónia, o estado espera que a administração da Volkswagen apresente “um plano viável para o futuro”. “O encerramento de fábricas não é um plano para o futuro e, por isso, é inaceitável”, afirmou ao POLITICO.</p>
<p>O confronto em torno da Volkswagen expõe o dilema alemão: a classe política promete salvar empregos e fábricas, mas a maior fabricante automóvel do país diz precisar de uma transformação profunda para enfrentar uma realidade económica cada vez mais dura.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783594]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Cinquenta eurodeputados exigem investigação da FIFA ao presidente Infantino por Prémio da Paz entregue a Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:22:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[fifa]]></category>
		<category><![CDATA[Gianni Infantino]]></category>
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					<description><![CDATA[Prémio foi entregue por Infantino a Trump a 5 de dezembro de 2025. Três dias depois, a FairSquare apresentou a queixa inicial, contestando a criação e atribuição da distinção]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinquenta deputados do Parlamento Europeu querem que a FIFA investigue o seu presidente, Gianni Infantino, por alegadas violações das regras de neutralidade política da própria federação internacional de futebol.</p>
<p>Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, os eurodeputados subscreveram uma carta em apoio a uma queixa apresentada pela organização de direitos humanos FairSquare, que pede ao comité de ética da FIFA para analisar a decisão de criar um Prémio FIFA da Paz anual e de atribuir a distinção inaugural ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.</p>
<p>O prémio foi entregue por Infantino a Trump a 5 de dezembro de 2025. Três dias depois, a FairSquare apresentou a queixa inicial, contestando a criação e atribuição da distinção.</p>
<p>De acordo com o &#8216;POLITICO&#8217;, os críticos do presidente da FIFA consideraram a decisão uma tentativa de aproximação ao presidente dos EUA. A federação reconheceu ter recebido a queixa em dezembro, mas ainda não respondeu à carta dos eurodeputados.</p>
<p>Barry Andrews, eurodeputado do grupo Renew e autor da carta, afirmou que o Mundial “deve unir o mundo” e defendeu que, quando o presidente da FIFA “favorece um presidente em detrimento de outro”, coloca a própria organização e o torneio em causa.</p>
<p>Na carta, os eurodeputados defendem que a queixa representa uma oportunidade para a FIFA demonstrar compromisso com a neutralidade política, a transparência e a responsabilização.</p>
<p>Em causa estão declarações públicas de Infantino em apoio a Trump e a decisão de criar um prémio que não terá sido comunicada previamente ao Conselho da FIFA. Os deputados argumentam que estes atos podem violar os estatutos da federação, que estabelecem que a FIFA deve manter-se neutral em matérias políticas e religiosas.</p>
<p>“Com os olhos do mundo postos na FIFA este verão, a organização deve dar resposta à queixa ética da FairSquare”, lê-se na carta citada pelo &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>O caso surge num momento de escrutínio acrescido sobre a federação internacional, que já tinha sido criticada por eurodeputados devido à atribuição do Mundial&#8217;2034 à Arábia Saudita, país alvo de preocupações recorrentes em matéria de direitos humanos.</p>
<p>Na altura, legisladores europeus acusaram a FIFA de estar a comprometer os seus próprios princípios ao escolher a Arábia Saudita como anfitriã do torneio. Um responsável da federação rejeitou posteriormente essas críticas.</p>
<p>Barry Andrews sublinhou que os eurodeputados não estão a pedir uma conclusão antecipada, mas sim uma investigação formal. “Estamos apenas a pedir que o Comité de Ética da FIFA investigue plenamente a atribuição do primeiro Prémio FIFA da Paz ao presidente Trump e garanta que o devido processo é cumprido”, afirmou.</p>
]]></content:encoded>
					
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