Há mais padres e leigos com responsabilidades paroquiais a serem suspensos por suspeitas de abusos sexuais, segundo revelou ao ‘Jornal de Notícias’ Paula Margarido, secretária da Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores, que apontou que continuam a chegar denúncias de abusos sexuais, assim como pedidos de apoio psicológico e psiquiátrico por parte de abusadores ou potenciais abusadores. “É a nova realidade das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores”, sublinhou.
“As comunidades sabem dos afastamentos porque deixam de ver as pessoas a participar na vida paroquial”, apontou a responsável, garantindo que a suspensão está a ser feita “por cada diocese, sem notícia pública”. “Em caso de dúvida, a resposta será sempre suspender provisoriamente as pessoas para que se apure a verdade”, garantiu.
Embora sem números oficiais, as comissões já receberam cerca de 40 queixas que “foram encaminhadas para o Ministério Público”.
As solicitações para consultas de psicologia e psiquiatria também estão a crescer, anotou Paula Margarido, sendo que “não foi necessário criar uma rede nacional porque, localmente, o apoio está ser prestado”. “Alguns casos que nos chegam a solicitar ajuda são de pessoas que, embora afirmem que não cometeram qualquer ato e não tendo sido visadas em nenhuma denúncia, sentem que precisam de apoio”, salientou.














