Há mais empresas a nascer na ‘maternidade europeia’ do que antes da pandemia

No terceiro trimestre de 2021, a constituição de novas empresas na União Europeia caiu 3,4% face ao período anterior. Por sua vez o número de insolvências também diminuiu 1,3%, segundo os dados publicados esta quarta-feira pelo Eurostat. 

Fábio Carvalho da Silva
Novembro 17, 2021
10:19

No terceiro trimestre de 2021, a constituição de novas empresas na União Europeia caiu 3,4% face ao período anterior. Por sua vez o número de insolvências também diminuiu 1,3%, segundo os dados publicados esta quarta-feira pelo Eurostat.

Apesar de tudo, no terceiro trimestre de 2021, o número de registros de empresas superou em 5% o período homólogo de 2019, antes da pandemia, enquanto o número de insolvências caiu 26% no mesmo período.

De acordo com o gabinete estatístico da UE, “todos os setores da economia (indústria, construção, serviços de mercado) apresentaram uma queda moderada no número de nascimentos de novas empresas no terceiro trimestre. No entanto, os números permaneceram consideravelmente acima dos níveis pré-pandemia (4º trimestre de 2019) para os setores de transporte, informação e comunicação”.

Embora o número de insolvências tenha aumentado na construção, bem como nas finanças e seguros no terceiro trimestre de 2021, o número continuou a diminuir em outros setores como nos serviços de transporte e alojamento.

Constituições de novas empresas cai em Portugal em outubro

Em Portugal, as insolvências baixaram 15,7% em outubro face a igual período do ano passado. No acumulado, há regista-se uma descida de 0,7%, com um total de 4.086 insolvências, menos 28 que no mesmo período de 2020, de acordo com os dados publicados  pela Iberinform.

As Declarações de Insolvência Requeridas por terceiros aumentam de 776 em 2020 para 796 em 2021, o que traduz um incremento de 2,6%. Por oposição, as Declarações de Insolvência Apresentadas pelas próprias empresas diminuíram de 929 em 2020 para 816 nos primeiros dez meses de 2021, o que representa uma redução de 12,2%. Os encerramentos com Plano de Insolvência evoluíram de 36 em 2020 para 43 em 2021 (+19,4%). Entre janeiro e outubro deste ano foi declarada a insolvência (encerramento de processos) de 2.431 empresas, mais 58 que no mesmo período do ano passado.

Os distritos do Porto e de Lisboa são os que apresentam os valores absolutos mais elevados, com 1.024 e 946 insolvências, respetivamente. Por comparação com 2020, verifica-se um aumento de 14,3% em Lisboa e uma redução de 2,8% no Porto. Além da capital, há aumentos em mais seis distritos: Portalegre (38,1%); Ponta Delgada (+24,1%); Setúbal (+23,7%); Guarda (+22,2%); Castelo Branco (+15%) e Coimbra (+7,1%). Contudo, a maioria dos distritos (68,2%) apresenta uma diminuição nas insolvências, com as descidas mais significativas a verificarem-se em: Bragança (-60,6%); Horta (-60%); Faro (-35,1%) Angra do Heroísmo (-31,6%) e Beja (-29,6%).

Em termos absolutos, o maior número de insolvências verifica-se na Indústria Transformadora (879), seguida de Outros Serviços (835), Construção e Obras Públicas (644) e Comércio Por Grosso (460). Os maiores aumentos face a 2020 pertencem às atividades de: Eletricidade, Gás e Água (+62,5%); Indústria Extrativa (+55,6%); Hotelaria e Restauração (+23%) e Construção e Obras Públicas (+10,1%). Sete setores apresentam redução das insolvências com as maiores descidas a pertencerem ao Comércio a Retalho (-12,3%), Transportes (-10,7%) e Indústria Transformadora (-7,9%).

Constituições baixam 7,6% em outubro

As constituições baixaram de 3.620 em outubro de 2020 para 3.344 em 2021, menos 276 novas empresas (-7,6%). No acumulado, foram constituídas 34.250 novas empresas em 2021, mais 2.453 que no ano passado (+7,7%).

O distrito de Lisboa lidera com 10.743 constituições até final de outubro, seguido do Porto (6.064) e de Braga (2.732). Os maiores aumentos registam-se em: Horta (56%); Madeira (41,1%); Ponta Delgada (20,1%) e Setúbal (+17,9%). No total, 16 distritos apresentam aumentos nas constituições (27,3%). Com diminuições destacam-se: Vila Real (-12,4%); Beja (-8,7%); Coimbra e Portalegre, ambos com uma redução de 5,3% face a 2020.

Os setores com maiores aumentos nas constituições são: Indústria Extrativa (25,9%); Comércio a Retalho (15,1%) e Construção e Obras Públicas (14%). Os maiores decréscimos pertencem aos Transportes (-12%), Eletricidade, Gás e Água (-11,3%) e Telecomunicações (-8,4%).

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