O número de alunos do Ensino Superior que estuda e trabalha aumentou, em 2023/24, 6% para 41 mil estudantes, o que representa 9,2% do total de inscritos, o valor mais alto da última década, indicou esta terça-feira o ‘Diário de Notícias’.
Segundo dados do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, são 41.404 trabalhadores-estudantes, o que motivou das federações académicas um pedido de regulamentação nacional e reforço dos apoios sociais.
O presidente da Federação Académica de Lisboa (FAL) indicou o peso dos estudantes deslocados, que constituem 30% do total. “Todos os custos do Ensino Superior não têm vindo a descer, o que significa que muitos são obrigados a trabalhar para suportar os custos que as famílias não conseguem”, apontou Pedro Neto Monteiro.
Já Francisco Porto Fernandes, líder da Federação Académica do Porto (FAP), apontou que Portugal “converge com a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, mas não pelos melhores motivos, ou seja, por razões de carência socioeconómica”, o que prejudica “muitas vezes o rendimento escolar”. A FAP já defendeu um “estatuto nacional para o estudante do Ensino Superior”.
O presidente da Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico defendeu o reforço de apoios sociais. “Os trabalhadores-estudantes não podem perdê-los porque recebem salário”: Diogo Machado garantiu ser fundamental “reforçar, na globalidade, a ação social escolar”.













