Há mais de mil idosos em condições de abandono em camas dos hospitais portugueses já depois de terem tido alta médica, ocupando desta forma camas que deviam ir para doentes críticos: sem terem para onde ir, dados que as famílias não têm condições para os ter em casa.
Os idosos nos internamentos sociais, segundo revelou o ‘Correio da Manhã’ aguardam respostas e soluções mas com pouca esperança: podem passar-se anos até os Serviços Sociais encontrarem uma solução, procurando apoio entre vizinhos ou instituições, embora nem sempre seja possível.
“O envelhecimento populacional e o agravamento das questões de saúde dos utentes, acrescidas por carências económicas, estão seguramente a contribuir para este número de internamentos sociais, quer de doentes a aguardar resposta da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) quer de resposta social dos Serviços de Apoio Domiciliário (SAD) ou a admissão em Estabelecimentos Residenciais para Idosos (ERPI)”, frisou o Centro Hospitalar Lisboa Norte.
Os hospitais exigem soluções urgentes ao Governo para resolver o problema – além de estarem expostos a possíveis infeções, os idosos congestionam os internamentos e sobrecarregam o SNS. Segundo a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, o problema custa cerca de 124 milhões de euros ao Estado.
O Norte do país e Lisboa e Vale do Tejo são as regiões com maiores taxas de internamentos inapropriados, sendo responsáveis, em conjunto, por mais de 8 em cada 10 casos. Dos 1.048 casos reportados, 847 aconteceram em torno da capital portuguesa.











