Um Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), descobriu que a grande maioria dos cereais e bolachas consumidos ao pequeno almoço, contém quantidades de açúcar e sal superiores às recomendadas pela Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), avança o ‘Público’.
Segundo a mesma publicação, a análise realizada por investigadores do Departamento de Alimentação e Nutrição do INSA, revela que «98,3% das bolachas e 89,2% dos cereais de pequeno-almoço estavam rotulados com teores de sal e/ou açúcar superiores aos desejáveis».
O estudo teve por base a informação que consta dos rótulos disponibilizados online por duas cadeias de supermercados, analisados ao longo do ano passado, num total de 594 bolachas e 167 cereais de pequeno-almoço.
Nas bolachas, adianta o jornal, os investigadores encontram uma mediana de 25g/100g para o açúcar e de 0,7g/100g para o sal. Quanto aos cereais, a mediana foi de 21g/100g para o açúcar e de 0,5g/100g para o sal, o que significa que nos dois casos os valores são superiores aos recomendados.
Isto porque, segundo o definido pela EIPAS, os teores máximos de açúcar recomendados seriam de 5g/100g para alimentos sólidos. Já os teores máximos de de sal seriam de 0,2g/100g para sopas e pratos principais e de 0,3g/100g para os restantes alimentos.
A análise revela ainda que apenas 19%, ou seja, 113 do total de bolachas estudado cumpre a recomendação que diz respeito ao açúcar. Adicionalmente, apenas 13% das bolachas, isto é, 77, cumprem os mesmos padrões relativos ao sal. Quanto aos cereais, só 15%, ou seja, 25, está de acordo com os valores de açúcar e 37,7%, 63, respeita os níveis de sal.
No que diz respeito ao cumprimento de ambos os objetivos em simultâneo, só 1,7% das bolachas, ou seja, 10, é que o fazem, bem como 10,8% dos cereais, isto é 18, segundo o mesmo estudo a que o ‘Público’ tece acesso.
Ainda assim, segundo os investigadores, a análise «demonstra que é possível atingir as metas propostas, pelo menos para algumas subcategorias destes produtos, e que é desejável uma reformulação progressiva pela indústria, tendo em consideração o elevado consumo destes alimentos».













