«Há dias em que não consigo respirar». Mulher tem sintomas da Covid-19 há 9 meses e teme que sejam permanentes

Uma mulher de 38 anos, residente no Canadá e que contraiu o novo coronavírus ainda sofre dos sintomas da doença nove meses depois de ter sido infetada.

Simone Silva

Uma mulher de 38 anos, residente no Canadá e que contraiu o novo coronavírus ainda sofre dos sintomas da doença nove meses depois de ter sido infetada. Ashley Antonio, teve apenas sintomas ligeiros quando contraiu o vírus, mas agora parece estar a sofrer daquilo que chamam de «long-covid», segundo o ‘Daily Mail’.

As autoridades de saúde pública tendem a concordar que a Covid-19 é geralmente descrita como uma doença de curta duração com a maioria das pessoas a recuperar-se em cerca de duas semanas, contudo, há cada vez mais casos em que a doença se prolonga por muito mais tempo.

Ashley sofre atualmente de uma variedade de complicações, algumas das quais dolorosas e imprevisíveis, incluindo dores de cabeça «insuportável», congestão pulmonar, erupções cutâneas, inchaço crónico nas articulações e palpitações cardíacas.

«Há dias em que me sinto bem, em outros acordo e não consigo respirar, não consigo mexer-me sequer», disse Ashley ao ‘Daily Mail’. «Eu era extremamente saudável. Não tinha doenças pré-existentes, nenhuma das comorbidades que os funcionários da saúde falavam o, e isto simplesmente veio como uma bomba e destruiu a minha vida», acrescentou.

A mulher tem lutado durante vários meses com o que diz serem sintomas debilitantes, tendo sido obrigada a tirar baixa durante cinco meses por invalidez a curto prazo, do seu trabalho como advogada em Edmonton, no Canadá.

Continue a ler após a publicidade

Ashley adoeceu pela primeira vez no final de março e pensou que tivesse contraído uma cólica renal. Na manhã seguinte, acordou e mal conseguia ficar em pé. Após cerca de uma semana, os sintomas diminuíram, mas esta foi apenas a primeira vaga.

Algumas semanas depois, a mulher sentiu-se mal novamente e começou a sentir dores no corpo. Também teve problemas com a sua memória e concentração – a certa altura, incapaz de lembrar o seu próprio nome. Seis semanas após o aparecimento dos primeiros sintomas, deslocou-se às urgências a acreditar que estava a ter um AVC.

«Não conseguia sentir metade do meu rosto e todo o lado esquerdo do meu corpo durante cerca de meia hora», disse. «Na noite anterior, tive suores noturnos, a cama estava encharcada e eu via coisas à noite e conversava com pessoas que mais tarde descobri que não estavam lá».

Continue a ler após a publicidade

Ashley deu entrada no hospital quatro vezes desde março e realizou uma bateria de exames para avaliar os danos. A mulher desenvolveu artrite reumatoide e foi diagnosticada com síndrome de taquicardia ortostática postural (POTS), um distúrbio da circulação sanguínea desencadeado por disfunções no sistema nervoso.

Um teste de anticorpos COVID-19 foi inicialmente positivo, mas agora deu resultado negativo, o que significa que provavelmente pode ter sido infetada pela doença uma segunda vez. «Agora, quando eu tenho alguns dias bons, eu sei que os dias maus vão voltar. Faz com que pareça que nunca vai acabar», afirmou. «A parte mais assustadora é que não sabem. Pode demorar alguns meses, pode demorar mais alguns anos ou pode durar para sempre», concluiu.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.