A produção de azeitona prepara-se para bater um novo recorde, esperando-se que supere as 940 mil toneladas, de acordo com as previsões agrícolas, publicadas nesta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística.
Este número «historicamente elevado» não registava valores semelhantes desde 1941, com o INE a acrescentar ainda que «os rendimentos em azeite também deverão aumentar, o que permite antever um balanço muito positivo para esta campanha oleícola».
De acordo com o Instituto, este valor recorde deve-se, não só mas também, à «entrada em produção ou em plena produção dos novos olivais», esperando-se então que a produção de azeitona para azeite aumente 30% relativamente a 2018.
Esta perspectiva recorde de 943 mil toneladas, fazem da «campanha de 2019 como a mais produtiva desde 1941», o primeiro ano em que existem registos sistemáticos, segundo o INE.
O Instituto salvaguarda ainda que as duas principais regiões produtoras, Alentejo e Trás-os-Montes, comportaram-se de maneiras diferentes, no que diz respeito à produção de azeitona.
Na região sul «que nos últimos cinco anos produziu em média mais de 70% da produção nacional de azeitona para azeite», os olivais intensivos e superintensivos tiveram um contributo muito importante, devido ao seu desempenho «superior ao da campanha anterior», mantendo-se «em bom estado sanitário até à colheita», indica o INE.
Na região norte, que corresponde a 15% da produção nacional do último quinténio, assinala-se que «uma percentagem significativa dos frutos não foram colhidos por terem sido derrubados pelos ventos fortes que fustigaram a região aquando da passagem as tempestades Elsa e Fabien», para além de se terem verificado «alguns ataques de mosca da azeitona, que afetaram parte da produção», factores que a afectaram em muito.
O INE refere também que este ano existe a possibilidade de se registar um «aumento da produção de azeite superior ao da produção de azeitona».
A produção de azeite em Portugal registou o último recorde na campanha de 2017/2018, ao atingir as 134.800 toneladas, no ano passado acabou por cair, fazendo jus à tradição de que anos bons se sucedem a anos menos produtivos.
A Associação de Olivicultores do Sul revelou, através de um estudo, que 94,4% da azeitona produzida em território nacional, tem como principal fim a produção de azeite, os restantes 3,6% destinam-se à azeitona de mesa.













