Há 100.000 famílias em risco de ver as rendas triplicarem a partir de 2020

Há cerca de 100.000 famílias em risco de ver a renda disparar a partir de 2020. O alerta foi feito pela Associação dos Inquilinos Lisboneses (AIL), que está preocupada com o fim do período de transição que protege as rendas antigas de aumentos. Há rendas em Lisboa que chegam a duplicar e triplicar de valor assim que os contratos terminam.

Os contratos acabam, as rendam sobem. Há cada vez mais inquilinos a serem confrontados com esta situação. É o caso de Luís, que partilhou a sua história com o Diário de Notícias. Uma história fácil de resumir: pagava 600 euros por um T2 em Lisboa desde 2015 e, depois de um aumento de 100 euros em 2017, este ano, foi confrontado com o novo valor de 850 euros.

O presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, assume que há cada vez mais arrendatários a serem confrontados pelos senhorios com propostas de fortes aumentos e que no ano que vem vai piorar.

Em causa está o fim do período transitório do NRAU que teve, entre 2012 e 2017, um primeiro travão à subida das rendas e que, depois de um adiamento por três anos, em 2020, vai permitir uma atualização das rendas aos contratos anteriores a 1990.

“Em 2020 termina o período transitório para o Novo Regime do Arrendamento Urbano, a lei Cristas, o que significa que o senhorio fica com mão livre para arrendar a casa duas a três vezes mais”, recorda Romão Lavadinho.

“O valor da renda a apurar será igual a 1/15 avos do Valor Patrimonial Tributário (VPT) do imóvel”, refere o responsável, o que quer dizer que “uma renda que hoje está em 120 euros pode passar para 500 ou 600 euros à vontade”.

Neste momento, acrescenta, estão em causa “pouco mais de 100.000 contratos”, sendo que “a maioria destas pessoas é de elevada idade”.

Já António Frias Marques, da Associação Nacional de Proprietários (ANP), admite que o fim do período de transição pode realmente levar a um aumento das rendas, mas realça que “a maioria destes inquilinos tem mais de 65 anos e rendimentos baixos [menos de cinco salários mínimos brutos]”, estando, por isso, protegidos pela lei.

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