António Guterres apelou, esta terça-feira, à mobilização da comunidade internacional para enfrentar a cascata de desafios atuais em todas as frentes, antecipando “um inverno de descontentamento no mundo”.
No discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, o secretário-geral garantiu ser necessário “agir em todas as áreas”, explicou, que teme os efeitos do aumento do custo de vida e da desigualdade, bem como as mudanças climáticas. “A população está a sofrer e os mais vulneráveis sofrem o impacto”, disse.
O chefe da ONU lamentou no entanto que, diante de desafios “enormes e transcendentais”, a comunidade internacional “não esteja preparada ou não esteja disposta”, considerando não ser este um momento para individualidades, pois “não há poder ou grupo que possa, por si só, dominar a situação”.
Os conflitos e emergências humanitárias estão a alastrar-se “sem prestar atenção aos mesmos”, como atesta o facto de que o apelo da ONU para atender emergências humanitárias já soma um déficit de 32 mil milhões de euros, “o maior da história”.



