Com a confirmação de um casos de pessoa com o novo coronavírus em Portugal (e confirmação pendente de outro), as empresas que ainda não têm planos de contingência poderão começar a pensar numa estratégia para lidar com a eventual propagação do vírus no País. A SafetyNow, empresa especialista em segurança no local de trabalho, desenvolveu um guia que ajuda as companhias a prepararem-se sem cederem ao pânico.
Publicado no site Chief Executive, o guia está pensado para a realidade norte-americana mas são vários os passos que também podem ser tomados pelas empresas portuguesas. O documento inclui, por exemplo, uma lista de 12 informações que os gestores precisam mesmo de saber, primeiro que tudo – desde a origem do vírus ao modo de contágio.
Relativamente ao modo como as empresas podem proteger os seus trabalhadores, a SafetyNow aponta para oito sugestões:
1 – Notificar e educar os colaboradores dos riscos, sintomas e medidas preventivas disponíveis:
2 – Pedir aos funcionários para que lavem as mãos antes de começarem a trabalhar, depois de espirrarem ou tossirem e depois de tocarem superfícies ou objectos potencialmente infectados;
3 – Implementar procedimentos de limpeza e desinfecção eficazes;
4 – Pedir aos colaboradores que reportem viagens a Wuhan ou outras áreas de risco;
5 – Pedir aos colaboradores que fiquem em casa quando se sentirem doentes;
6 – Limitar contacto pessoal entre os funcionários;
7 – Preparar-se para potenciais recusas de trabalho relacionadas com o vírus;
8 – Garantir que existe uma política geral pensada para doenças infecciosas.
Trabalho remoto
Durante epidemias, as autoridades podem proibir ou restringir o acesso a serviços e transportes públicos, fazendo com que o trabalho remoto seja a melhor opção (ou única) possível. Nesse sentido, será importante que as empresas se preparem e ofereçam aos funcionários as condições necessárias.
Fazer uma lista
A SafetyNow aconselha também as empresas a fazerem uma lista das actividades e funções que poderão ser afectadas pelo coronavírus. É cruciar identificar quais delas são prioritárias e quais aquelas que são dispensáveis.
Esta lógica aplica-se também ao quadro laboral: as empresas devem definir quais as necessidades essenciais da empresa em termos de competências e recursos humanos. Caso alguma destas pessoas seja infectada e tenha de ficar de quarentena, por exemplo, as companhias devem estar preparadas para substitui-las no curto prazo.
Atenção às falhas de fornecedores
As listas devem incluir também fornecedores e outros parceiros que sejam necessários ao normal funcionamento da empresa. Será boa ideia, por isso, encontrar fontes alternativas ou fazer stock e construir reservas.
E estas reservas não dizem apenas respeito a bens e serviços. As companhias devem ter dinheiro suficiente de parte (fundos de contingência) para fazer face a obrigações financeiras que surjam durante um surto.



