Um soldado russo mobilizado para a guerra na Ucrânia, recentemente promovido a sargento, foi detido depois de se envolver em agressões com o capitão, quando estava alcoolizado.
Segundo o jornal Ukrinform, tudo aconteceu na região de Chelyabinsk, na Rússia, quando o batalhão militar seguia para a Ucrânia de comboio.
Dentro da composição, e sob o efeito do álcool o soldado envolveu-se numa discussão com o capitão, também ele mobilizado no âmbito do decreto de Putin e, depois de o esmurrar violentamente, o superior militar acabou por morrer no local, devido aos ferimentos muito graves.
O militar agressor foi presente ao tribunal militar de Magnitogorsk, que decretou pelo menos dois meses de prisão preventiva, enquanto decorrem as investigações ao caso.
Segundo os documentos oficiais, citado pelo portal Meduza, o episódio aconteceu no dia 23 de dezembro.
Recorde-se que antes de Putin decretar a mobilização parcial de reservistas, o parlamento russo aprovou uma série de alterações ao código penal da Rússia, que agrava as penas para “crimes cometidos durante o período de mobilização, lei marcial ou guerra”. Entre as mudanças está precisamente um artigo que prevê penas mais duras para casos de violência de militares contra os seus superiores.
Assim, se anteriormente o agressor enfrentaria 8 anos de prisão, agora arrisca até 15 anos na cadeia, após ser julgado.













