O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo ao ano de 2022 refere que várias instituições portuguesas foram alvo de ciberespionagem e sabotagem informática, crimes levados a cabo por novos grupos de ‘hackers’ e piratas informáticos estrangeiros com ideologias nacionalistas, que apareceram desde que começou a guerra na Ucrânia.
Para além do alerta, o relatório clarifica que o nosso País foi alvo de ataques que visavam obter informações sobre os interesses nacionais e organizações internacionais.
O RASI nunca refere especificamente o Governo ou autoridades da Rússia, mas explica que, por detrás dos grupos que levam a cabo os ataques estão Estados hostis, com capacidade de planear operações deste tipo em larga escala, e que dispararam após a invasão da Rússia à Ucrânia.
Os ataques informáticos perpetrados, contra infraestruturas críticas nacionais, tinham como objetivo comprometer instituições públicas e privadas. Por exemplo, a rede do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) foi atacada em setembro do ano passado e os piratas conseguiram aceder a documentos sigilosos da Nato.
Os documentos ‘roubados’ foram depois detetados, pelos EUA, à venda na ‘Internet Negra’. A informação em causa seria anterior ao início do conflito na Ucrânia, pelo que poderia já estar desatualizada.
Em outubro aconteceu novo ataque informático aos sistemas do EMGFA, que terá decorrido da instalação prévia de “agentes adormecidos” na rede do organismo.
O RASI destaca que este tipo de crimes está em crescimento e com métodos cada vez mais sofisticados, alertando que podem comprometer informações secretas a que Portugal tem acesso, enquanto membro da Nato.









