Um novo relatório mostra uma intensificação dos ciberataques contra os governos ocidentais aliados da Ucrânia, com o propósito de afetar infraestruturas críticas associadas a setores como o militar, logístico ou governamental.
O relatório Threat Landscape Report, elaborado pela S21sec, analisou a evolução mundial do cibercrime no decorrer do segundo semestre de 2022, e destacou as ciberameaças como um dos principais perigos para os organismos estatais de Defesa.
De acordo com o relatório, o Serviço de Segurança da Ucrânia divulgou que os ciberataques dirigidos contra o território ucraniano triplicaram em 2022 em comparação com anos anteriores. O mesmo se verifica com os governos dos países ocidentais aliados da Ucrânia.
“A maioria dos ataques tem como objetivo obter informação sensível dos Estados que têm um papel importante na NATO, com a finalidade de os destabilizar, pelo que é fundamental que todas as agências governamentais reforcem a sua operação de segurança tendo em vista o prolongamento do conflito cada vez mais cibernético entre a Rússia e a Ucrânia”, afirma Hugo Nunes, responsável da equipa de Intelligence da S21sec em Portugal.
Os ransomware são as ciberameaças mais comuns perpetradas por grupos identificados como LockBit 3.0, BlackCat (ALPHV) e Black Basta.
De acordo com a S21sec, o panorama dos grupos hacktivistas alterou-se desde o início da guerra da Ucrânia, com a participação dos chamados coletivos pró-russos e pró-ucranianos, como é o caso do grupo Adrastea, que se converteram nas principais ameaças contra empresas ou organizações do setor da Defesa.






