Os preços do algodão subiram como não era visto há 10 anos esta sexta-feira, atingindo os 1,16 por libra (0,453 gramas). A última vez que este valor foi registado foi durante um pico de commodities idêntico em julho de 2011.
O preço desta matéria-prima aumentou cerca de 6% esta semana, e subiu 47% nos útltimos doze meses, de acordo com o ‘Index’ da Bloomberg.
A subida da cotação do algodão é provocada pelas secas que dizimaram os campos dos EUA, o maior exportador mundial desta matéria-prima.
A crise foi agudizada pela proibição do Governo Trump que, em dezembro, fechou as portadas dos EUA ao algodão de Xinjiang, a província da China que é a maior exportadora deste material – e até então um alívio que garantia as quantidades suficientes, em caso de escassez da produção norte-americana.
Para Michael Binetti, analista do Credit Suisse, é “exagerado” acrditar que a cotação das ações dos players têxteis podem afundar devido a esta crise, descrevendo a situaão como “resultado do preço real”.
Já analista do UBS Robert Samuels é de uma opinião diferente: “o setor vai ser amplamente prejudicado por esta crise, sobretudo os produtores de calças”. “O algodão é responsável por mais de 90% das matérias-primas usadas para fazer calças de ganga”, acrescenta Samuels.
Levi Strauss foi das primeiras marcas a chegarem-se à frente este trimestre, anunciando a subida dos preços dos seus produtos, devido ao galopar da inflação.
Os analistas compreendem a posição do ‘player’. Para o Credit Suisse a maré da evolução de preços dos últimos meses foi “impressionante”.



