O grupo mercenário russo Wagner anunciou esta sexta-feira que estava a deixar o Mali, depois de três anos e meio de luta contra os militantes islâmico: de acordo com os paramilitares, a missão no país africano foi concluída com sucesso.
O grupo mercenário disse, no seu canal do ‘Telegram’, que tinha colocado todos os centros regionais do país de volto ao controlo da junta militar do Mali, expulsando as forças islâmicas e matando os seus comandantes. No entanto, os Wagner não disseram o que fariam os seus combatentes quando regressassem à Rússia.
O anúncio surgiu após uma série de ataques nas últimas semanas que, segundo os insurgentes, mataram mais de 100 soldados malianos, além de alguns mercenários.
Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), um grupo insurgente da região do Sahel, na África Ocidental, assumiu a responsabilidade pela violência dos últimos dias, incluindo um ataque bombista na passada quarta-feira contra soldados malianos e russos perto de Bamako.
Wagner está no Mali desde que o exército, que tomou o poder em dois golpes de Estado em 2020 e 2021, expulsou as tropas francesas e da ONU que estiveram envolvidas no combate aos insurgentes islâmicos durante uma década, tendo substituído por mercenários russos.
A retirada de Wagner do Mali não significa, no entanto, que o país da África Ocidental fique sem combatentes russos. O Africa Corps ainda está no Mali. A Rússia tem tentado acabar com a mobilização do Wagner no Mali para o substituir pelo Africa Corps, disse à ‘Reuters’ Ulf Laessing, responsável pelo programa do Sahel na Fundação Konrad Adenauer da Alemanha. “A tomada do Africa Corps significa que o envolvimento militar russo no Mali vai continuar, mas o foco pode mudar mais para o treino e fornecimento de equipamento e menos para o combate real aos jihadistas”, disse.




