Emmanuel Macron garantiu, esta segunda-feira, que o Estado Islâmico, que assumiu a responsabilidade do ataque na passada sexta-feira em Moscovo, fez “várias tentativas” em França, país que este domingo decidiu elevar ao máximo o nível de alerta antiterrorista.
O presidente francês, em visita oficial no Guiana, aceitou como válida a reivindicação do Estado Islâmico da província de Khorasan, subsidiária da organização terrorista ativa especialmente no Afeganistão e que assumiu a responsabilidade pelo ataque ao auditório.
“A informação disponível aos nossos serviços de Inteligência indica, com efeito, que uma entidade do Estado Islâmica promoveu este ataque e o executou”, salientou Macron, destacando que “este grupo de particular” também tentou um ataque em França.
Neste sentido, “elementos credíveis e sólidos” levaram o Conselho de Defesa francês a assumir que o país corre risco iminente de ataque, mesmo que seja como “medida de precaução”. “É uma medida coerente tendo em conta a reivindicação do ataque e facto de este grupo o ter tentado várias vezes em solo francês”, acrescentou.
Emmanuel Macron propôs ainda às autoridades russas uma maior cooperação em questões antiterrorismo, tendo em conta que qualquer possível “instrumentalização” da ameaça deve ser evitada e, em vez disso, ser “exigente e eficaz” face a este tipo de ameaças.













