O Grupo Emirates registou um prejuízo de 3,8 mil milhões de dólares no primeiro semestre do exercício fiscal de 2020-2021. A receita também caiu 74%, passando de 14,5 mil milhões de dólares no período homólogo anterior para 3,7 mil milhões este ano.
“Os resultados foram significativamente impactados pelas restrições de voos e viagens, sem precedentes, em todo o Mundo devido à pandemia COVID-19”, justifica o grupo dos Emirados Árabes Unidos em comunicado.
Considerando apenas a companhia aérea Emirates, a receita caiu 75% para 3,2 mil milhões de dólares e não terá sido pior graças aos negócios relacionados com transporte de carga, que funcionaram como uma espécie de balão de oxigénio. O prejuízo, neste caso, foi de 3,4 mil milhões de dólares, o que compara com o lucro de 235 milhões registado no primeiro semestre do exercício anterior.
A Dnata – Associação Nacional de Transporte Aéreo de Dubai, por seu turno, viu a receita cair 67% para 644 milhões de dólares e o resultado líquido afundar para perdas de 396 milhões de dólares. Também aqui a razão apontada para a evolução negativa é a crise sanitária e o impacto da mesma em todas as unidades de negócio.
«Começámos o nosso actual ano financeiro a meio de um confinamento global», lembra Ahmed bin Saeed AlMaktoum, chairman e CEO do grupo. «Nesta situação sem precedentes para a aviação e para a indústria das viagens, o Grupo Emirates registou um prejuízo semestral pela primeira vez em mais de 30 anos», indica o responsável em comunicado.












