Grupo de turistas portugueses retidos na Jordânia após ataques de Israel ao Irão regressa hoje ao país

Garantia foi deixada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros: numa nota, o ministério de Paulo Rangel indicou que esta terça-feira os cidadãos seguiram de barco para o Egito, às 09h30 locais, onde embarcarão, mais tarde, num voo com destino a Istambul

Executive Digest
Junho 18, 2025
6:15

O grupo de 37 portugueses que esteve retido na Jordânia devido ao encerramento do espaço aéreo, após o início do conflito armado entre Israel e o Irão, deve regressar a Portugal esta quarta-feira, num voo com partida em Istambul.

A garantia foi deixada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros: numa nota, o ministério de Paulo Rangel indicou que esta terça-feira os cidadãos seguiram de barco para o Egito, às 09h30 locais, onde embarcarão, mais tarde, num voo com destino a Istambul.

Os portugueses, a maioria idosos, estiveram nos últimos dias em Amã, capital jordana e acusaram o Governo português de falta de apoio. Carlos Lima, um dos elementos do grupo, que viajou para a Jordânia de férias no passado dia 5, explicou à agência Lusa que o voo de regresso a Portugal estava previsto para domingo, mas que os viajantes foram avisados de que o voo seria adiado para segunda-feira à noite.

No entanto, o espaço aéreo está atualmente encerrado, depois de ter reaberto temporariamente no passado sábado.

Os portugueses, a maioria idosos, têm estado nos últimos dias em Amã, capital jordana, que fica na rota dos mísseis trocados desde sexta-feira entre Telavive e Teerão.

Carlos Lima relatou ser frequente ouvir as sirenes na cidade e passarem mísseis “a alta velocidade” por cima do hotel onde os portugueses se encontram, “instalado num dos edifícios mais altos da cidade de Amã”.

Os turistas estão “bastante preocupados” e as famílias em Portugal estão “em pânico”, descreveu.

“Estes portugueses encontram-se no meio de um conflito sem precedentes, cujo desfecho e consequências ninguém pode prever, pelo que se impõe que, de imediato, as autoridades portuguesas assegurem o seu regresso urgente, devendo ser as mesmas a definir qual o meio de o fazer, se através do voo programado, se através de uma operação de resgate especial”, referiu Carlos Lima.

O português lamentou que o grupo não tenha recebido qualquer contacto por parte das entidades nacionais.

“O Estado português não está preparado para apoiar os seus cidadãos numa situação destas, numa era em que o mundo está em grande convulsão, com graves conflitos armados. O Estado português parece que não vê isto como prioridade”, criticou Carlos Lima.

“As nossas autoridades não podem reagir desta maneira, isto é muito grave, e tem de ser uma prioridade máxima dentro das obrigações institucionais”, sustentou.

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