Grupo de ativistas que atacou ministro do Ambiente promete “não dar descanso” ao Governo e anuncia mais protestos

Esta terça-feira o ministro do Ambiente e da Ação Climática Duarte Cordeiro foi atingido com ovos recheados com tinta verde, durante a sua intervenção numa conferência promovida pela CNN Portugal, atirados por ativistas climáticos, que acabaram identificados pela PSP.

Pedro Gonçalves
Setembro 26, 2023
11:38

Esta terça-feira o ministro do Ambiente e da Ação Climática Duarte Cordeiro foi atingido com ovos recheados com tinta verde, durante a sua intervenção numa conferência promovida pela CNN Portugal, atirados por ativistas climáticos, que acabaram identificados pela PSP.

A ação de protesto foi reivindicada pelo grupo de estudantes “Primavera das Ocupas – Fim ao Fóssil” nas redes sociais, com a porta-voz da ação, Matilde Ventura, a acusar a conferência promovida pela CNN de ser “uma fachada para limpar a imagem das empresas que em Portugal estão a lucrar com as crises climática e de custo de vida”.

“O ministro provou com a sua presença que prefere compactuar com os criminosos que nos estão a levar para o colapso do que garantir que nós, jovens que nascemos em crise climática, temos um futuro”, acrescentou, prometendo “continuar a ‘não dar paz ao Governo’”, com uma “onde de ações” a partir de 13 de novembro, que incluem ocupações nas escolas e “perturbação do normal funcionamento das instituições”.

Após à ação de protesto, o grupo da Greve Climática Estudantil enviou comunicado às redações em que promete que não vai “dar paz ao Governo” e que protesto como este, em que foram atirados ovos com tinta ao ministro, deverão repetir-se.

Esta ação vem no seguimento do bloqueio do conselho de ministros, em que os estudantes declararam que “não há paz até ao último inverno de gás”, prometendo não dar paz ao governo até que se comprometa a que este inverno seja o último em que é usado gás metano para produzir eletricidade. Isto para atingir “eletricidade 100% renovável e acessível até 2025 e o fim aos combustíveis fósseis até 2030”.

“O Ministro diz que respeita as nossas ações, mas se ele nos respeitasse cumpria aquilo que a ciência dita como necessário”, comenta Matilde, “se respeitasse os jovens não tentava limpar a imagem das empresas que estão a condenar o nosso futuro”. Afirma ainda que “Conhecemos as propostas deste ministro, estão todas longe do necessário”.

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