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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Trump nunca quis invadir a Gronelândia, garante embaixador dos EUA junto da União Europeia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O embaixador dos Estados Unidos junto da União Europeia procurou esta sexta-feira desvalorizar apolémica gerada pelas declarações de Donald Trump sobre a Gronelândia, tendo afirmado que o presidente norte-americano nunca teve a intenção de lançar uma invasão ao território autónomo dinamarquês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O embaixador dos Estados Unidos junto da União Europeia procurou esta sexta-feira desvalorizar apolémica gerada pelas declarações de Donald Trump sobre a Gronelândia, tendo afirmado que o presidente norte-americano nunca teve a intenção de lançar uma invasão ao território autónomo dinamarquês.</p>
<p>Andrew Puzder defendeu, durante a sua participação no Fórum de Segurança Económica de Bruxelas, que as palavras de Trump foram amplamente mal interpretadas e acabaram por gerar uma perceção errada das intenções de Washington em relação à ilha estratégica do Ártico.</p>
<p>“Interpretou-se que estávamos, de alguma forma, a ameaçar a integridade territorial da Gronelândia”, afirmou o diplomata. No entanto, acrescentou que “o presidente nunca disse que íamos invadir” o território.</p>
<p>Desde o início do seu segundo mandato presidencial, Donald Trump voltou a insistir na importância estratégica da Gronelândia para os interesses norte-americanos. Ao longo dos últimos meses, o chefe de Estado norte-americano sugeriu repetidamente a possibilidade de anexar a ilha, chegando a não excluir publicamente o recurso à força militar.</p>
<p>Essas declarações provocaram forte preocupação entre vários governos europeus, sobretudo na Dinamarca, país ao qual a Gronelândia pertence enquanto território autónomo.</p>
<p>Contudo, Andrew Puzder considerou que o verdadeiro objetivo das intervenções de Trump era chamar a atenção para a relevância geopolítica da região do Ártico e não anunciar qualquer plano militar concreto.</p>
<p>Na visão do embaixador, as palavras do presidente serviram para colocar a Gronelândia no centro do debate estratégico internacional, mas não deveriam ter sido interpretadas de forma literal.</p>
<p><strong>Rubio reforçou recentemente posição ambígua</strong><br />
As declarações de Puzder surgem apenas um dia depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter abordado o tema durante uma audição na Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.</p>
<p>Questionado sobre o estatuto da ilha, Rubio afirmou que a Gronelândia faz parte da Dinamarca, mas acrescentou a expressão “por agora”, uma observação que voltou a alimentar especulações sobre as intenções futuras da administração norte-americana.</p>
<p><strong>Conversações substituíram cenário militar</strong><br />
Apesar das declarações iniciais terem gerado tensão diplomática, Trump acabaria por afastar formalmente a hipótese de uma invasão militar da Gronelândia já em janeiro.</p>
<p>Em vez disso, foram iniciadas negociações entre os Estados Unidos e a Dinamarca com o objetivo de reforçar a presença militar norte-americana na ilha, considerada uma localização estratégica fundamental para a defesa do Ártico e para o acompanhamento das atividades da Rússia e da China na região.</p>
<p>Durante a sua intervenção em Bruxelas, Puzder utilizou uma metáfora invulgar para ilustrar a forma como, na sua opinião, a Europa reagiu às declarações de Trump.</p>
<p>Comparando o debate político a um cappuccino, o diplomata afirmou que a atenção se concentrou excessivamente na espuma e não no conteúdo principal.</p>
<p>“Quando se pede um cappuccino, pede-se pelo café, não pela espuma. Por isso, concentremo-nos no café e não na espuma. E muito disto é espuma”, declarou.</p>
<p>Com esta comparação, o representante norte-americano procurou transmitir a ideia de que o foco deveria estar na importância estratégica da Gronelândia para a segurança ocidental e não na retórica utilizada por Trump para destacar essa questão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772732]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: GNR sinalizou mais de 11.800 terrenos por limpar e deteve 109 pessoas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:04:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, até 30 de maio deste ano, 2.921 incêndios florestais, enquanto no mesmo período de 2025 foram registados 795, fez 109 detenções e mais de 11.800 sinalizações de terrenos por falta de limpeza.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, até 30 de maio deste ano, 2.921 incêndios florestais, enquanto no mesmo período de 2025 foram registados 795, fez 109 detenções e mais de 11.800 sinalizações de terrenos por falta de limpeza.</P><br />
<P>Segundo avançou à Lusa a GNR, no âmbito da operação Floresta Segura, até 30 de maio, foram registadas &#8220;2.921 ocorrências de incêndio rural, em comparação com 795 ocorrências no período homólogo de 2025&#8221;.</P><br />
<P>Relativamente à área ardida, arderam &#8220;10.501,1 hectares, comparativamente com 3.673,4 ha no período homólogo do ano transato&#8221;, referiu a força de segurança, acrescentando que, até ao fim de maio, &#8220;foram registados 68 autos de contraordenações a queimadas ilegais, bem como 141 autos de contraordenações a queimas e fogueiras diversas (dados provisórios), tendo sido detidas 109 pessoas&#8221;.</P><br />
<P>Em comparação, até 30 de maio de 2025, tinham sido &#8220;registados 43 autos de contraordenações a queimadas ilegais e 123 autos de contraordenações a queimas e fogueiras diversas, tendo sido detidas 19 pessoas neste âmbito&#8221;.</P><br />
<P>Na gestão de combustível, para prevenção de fogos rurais, a GNR &#8220;realizou 8.548 sinalizações de terrenos para serem limpos&#8221;, enquanto no mesmo período do ano passado &#8220;foram realizadas 10.417 sinalizações&#8221;, números até 30 de maio, mas que se reportam ao final de abril.</P><br />
<P>Nas sinalizações por distrito, Leiria lidera com 1.908 (2.606 até 30 de abril de 2025), seguido de Bragança com 1.213 (1.162), Santarém com 667 (941), Viseu com 526 (798) e Coimbra com 501 (818), enquanto Évora é o menos sinalizado, com 43 terrenos (51 em 2025).</P><br />
<P>No entanto, apesar das sinalizações relacionadas com a gestão de combustíveis serem menores este ano, a GNR teve &#8220;um reforço&#8221; da sua atividade no âmbito da tempestade Kristin, nos distritos de Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém, que resultaram &#8220;à volta de 3.100 monitorizações&#8221; até 30 de abril de &#8220;carga combustível que não foi recolhida dos terrenos&#8221;, afirmou em maio fonte da força de segurança.</P><br />
<P>Em relação às sinalizações nas áreas afetadas pela tempestade Kristin, a GNR sugeriu contactar diretamente o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), em Leiria, que integra a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), GNR e Forças Armadas.</P><br />
<P>Ainda assim, embora os dados relativos aos quatro distritos sejam reportados pelo CIPO, fonte da GNR salientou que a força de segurança registou até 30 de maio &#8220;cerca de 3.300 sinalizações&#8221; de carga combustível por recolher, o que, juntamente com as 8.548 registadas no resto do país, eleva para pelo menos 11.848 terrenos por limpar.</P><br />
<P>Na sequência das ações, o Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (Sepna) da GNR remeteu os ficheiros de georreferenciação com as áreas por limpar para os municípios e as entidades gestoras de infraestruturas para a regularização da situação, apesar de os prazos para limpeza ainda decorrerem.</P><br />
<P>O prazo para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais, foi prolongado pelo Governo até 30 de junho, para todo o território nacional, após numa primeira fase apenas vigorar nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, devido às tempestades de janeiro e fevereiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772742]]></sapo:autor>
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		<title>População de lince-ibérico cresceu 95% em quatro anos para 2.663 exemplares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:04:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A população de lince-ibérico cresceu 95% em quatro anos e atingiu 2.663 exemplares, o valor mais elevado desde o início da monitorização ibérica, com 129 crias nascidas em Portugal só em 2025, anunciou hoje o Ministério do Ambiente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A população de lince-ibérico cresceu 95% em quatro anos e atingiu 2.663 exemplares, o valor mais elevado desde o início da monitorização ibérica, com 129 crias nascidas em Portugal só em 2025, anunciou hoje o Ministério do Ambiente.</P><br />
<P>Segundo o censo ibérico, citado pelo ministério num comunicado para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, que hoje se celebra, a população de lince-ibérico atingiu em 2025 o valor mais elevado desde o início da monitorização coordenada entre Portugal e Espanha.</P><br />
<P>Este número representa um aumento de 10,9% face ao ano anterior, quando se tinham registado 2.401 exemplares, e de cerca de 95% face a 2021, quando a população total era de 1.365 linces.</P><br />
<P>Em território português foram registados 394 animais em 2025, dos quais 265 adultos ou subadultos e 129 crias nascidas naquele ano.</P><br />
<P>O censo de 2025 registou ainda 542 fêmeas reprodutoras a nível ibérico, mais 72 do que no ano anterior, e 952 crias nascidas, estando a presença do lince confirmada em 26 áreas geográficas distintas da Península Ibérica, com reprodução em 18 desses núcleos.</P><br />
<P>&#8220;Quando comparados com os números de 2002, ano em que existiam menos de 100 linces na natureza, os dados atuais demonstram uma recuperação sem precedentes de uma espécie que esteve à beira da extinção&#8221;, destacou o Ministério do Ambiente e Energia no comunicado de hoje.</P><br />
<P>No comunicado, a ministra Maria da Graça Carvalho disse que &#8220;a recuperação do lince-ibérico é uma das maiores histórias de sucesso da conservação da natureza na Europa&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estes resultados demonstram que é possível inverter processos de perda de biodiversidade quando existe conhecimento científico, compromisso político, cooperação internacional e envolvimento das comunidades locais&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>O comunicado surge uma semana após o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) recuar na decisão de afastar a equipa técnica responsável pelo Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico (CNRLI) desde a sua fundação, há 16 anos.</P><br />
<P>O ICNF anunciou, há três semanas, que ia assumir a gestão direta do centro de reprodução do Lince-ibérico a partir de 1 de junho, decisão que gerou polémica política e científica, reclamações de Espanha, e acabou revertida.</P><br />
<P>Em comunicado, na passada sexta-feira, o ICNF anunciou a recondução da equipa por mais 14 meses.</P><br />
<P>Uma semana depois, o Ministério destaca hoje que o sucesso da recuperação do lince-ibérico resulta de mais de duas décadas de trabalho conjunto entre administrações públicas, centros de reprodução, proprietários e gestores do território, organizações científicas e associações de conservação da natureza.</P><br />
<P>Portugal tem um papel relevante neste esforço, nomeadamente através da ação do ICNF e do centro de reprodução em Silves, destaca.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772741]]></sapo:autor>
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		<title>UE promete novas restrições &#8220;seletivas&#8221; aos vistos Schengen para cidadãos russos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia anunciou que vai avançar com novas medidas restritivas dirigidas aos cidadãos russos que pretendam obter vistos Schengen.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia anunciou que vai avançar com novas medidas restritivas dirigidas aos cidadãos russos que pretendam obter vistos Schengen, em resposta à crescente pressão política exercida por um grupo de mais de uma dezena de países europeus, que acusa alguns Estados-membros de manterem políticas demasiado permissivas em relação ao turismo proveniente da Rússia.</p>
<p>A iniciativa surge depois de uma coligação liderada pela Suécia e composta por 11 países europeus ter denunciado aquilo que considera ser uma aplicação desigual das orientações adotadas pela União Europeia após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Segundo estes governos, a emissão de vistos para cidadãos russos continua a variar significativamente entre Estados-membros, criando uma situação de “fragmentação” que enfraquece a posição europeia face a Moscovo.</p>
<p>A confirmação foi feita esta sexta-feira pelo porta-voz da Comissão Europeia para as Migrações, Markus Lammert, que revelou que Bruxelas pretende incluir novas restrições no âmbito da revisão do Código de Vistos da União Europeia.</p>
<p>“Vamos propor a introdução de medidas restritivas específicas em matéria de vistos para responder melhor aos riscos de segurança decorrentes de ações hostis de países terceiros”, afirmou o responsável.</p>
<p>As alterações deverão ser apresentadas apenas no próximo ano, o que significa que não terão qualquer impacto na atual época turística de verão.</p>
<p>Apesar da intenção de endurecer as regras, Bruxelas sublinhou que a emissão de vistos continua a ser uma competência nacional, cabendo aos Estados-membros a decisão final sobre os pedidos apresentados, enquanto a Comissão desempenha apenas funções de supervisão e coordenação a nível europeu.</p>
<p>Até ao momento, o executivo comunitário não divulgou detalhes adicionais sobre o conteúdo das futuras restrições.</p>
<p><strong>Carta de 11 países aumenta pressão sobre Bruxelas</strong><br />
A decisão, recorde-se, surge na sequência de uma carta enviada esta semana à Comissão Europeia por 11 países europeus: República Checa, Dinamarca, Finlândia, Estónia, Islândia, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Noruega, Polónia e Suécia.</p>
<p>Embora Islândia e Noruega não pertençam à União Europeia, ambos os países integram o Espaço Schengen, que permite a livre circulação sem controlos fronteiriços internos.</p>
<p>No documento, os signatários criticam a forma como as orientações adotadas em 2022 têm sido aplicadas pelos diferentes Estados-membros. Essas recomendações procuravam reduzir a prioridade atribuída a viagens consideradas não essenciais por cidadãos russos e reforçar a análise de riscos relacionados com segurança e controlo de fronteiras.</p>
<p>As regras foram posteriormente endurecidas e, em 2025, os vistos de entradas múltiplas foram gradualmente substituídos por vistos de entrada única.</p>
<p>Ainda assim, os países signatários consideram que os resultados ficaram aquém do esperado.</p>
<p>“A aplicação desigual destas orientações pelos Estados-membros deixa muito a desejar, uma vez que carece de solidariedade e de coerência”, refere a carta.</p>
<p>Os governos acrescentam que “a fragmentação enfraquece a nossa capacidade de influência, mina a confiança pública e corre o risco de transmitir sinais contraditórios num momento em que são necessárias clareza e determinação”.</p>
<p>Por esse motivo, pedem à Comissão Europeia que apresente “o mais rapidamente possível” novas medidas “restritivas e vinculativas”, destinadas a uniformizar a aplicação das regras em todo o bloco comunitário.</p>
<p>Além disso, defendem que Bruxelas passe a divulgar regularmente dados estatísticos sobre os vistos atribuídos a cidadãos russos.</p>
<p><strong>Número de vistos caiu drasticamente desde a invasão da Ucrânia</strong><br />
A Comissão Europeia procurou, contudo, defender o trabalho realizado desde o início da guerra. Segundo Markus Lammert, a restrição da emissão de vistos para cidadãos russos tem sido uma prioridade da União Europeia desde os primeiros momentos da invasão em grande escala da Ucrânia, em 2022.</p>
<p>“Restringir a emissão de vistos a cidadãos russos tem sido uma das principais prioridades da Comissão desde o início da agressão russa contra a Ucrânia. Tomámos medidas sem precedentes e continuaremos a fazê-lo”, afirmou.</p>
<p>Bruxelas destaca que os números registaram uma redução muito significativa nos últimos anos.</p>
<p>Antes da guerra, os países Schengen concediam, em média, cerca de quatro milhões de vistos por ano a cidadãos russos. Em 2025, esse número caiu para aproximadamente 500 mil vistos, representando uma redução superior a 85%.</p>
<p><strong>França, Itália e Espanha no centro da polémica</strong><br />
Apesar da diminuição global dos vistos atribuídos a russos, três países continuam a destacar-se pela quantidade de autorizações emitidas: França, Itália e Espanha.</p>
<p>Dados relativos a 2025 mostram que a França liderou a emissão de vistos Schengen para cidadãos russos, com quase 180 mil autorizações concedidas, um número superior ao registado no ano anterior.</p>
<p>A Itália ocupou a segunda posição, com cerca de 160 mil vistos emitidos, apesar de uma ligeira redução face a 2024.</p>
<p>Já Espanha ficou em terceiro lugar, aproximando-se dos 100 mil vistos, mantendo números relativamente estáveis em comparação com o ano anterior.</p>
<p>Embora os três países não sejam mencionados diretamente na carta dos 11 governos, o documento contém uma crítica que é amplamente interpretada como dirigida a estes Estados.</p>
<p>“É profundamente preocupante assistir ao aumento do número de turistas russos a desfrutarem de férias em praias e estâncias turísticas europeias enquanto mísseis e drones continuam a atingir civis e infraestruturas civis na Ucrânia”, afirmam os signatários.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772725]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portaria que define novo procedimento para desafetação de cinemas publicada em DR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:30:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O procedimento que poderá levar à desafetação de salas de cinema, e que passa a incluir a auscultação de municípios e organismos com responsabilidades na área do cinema, foi hoje publicado em Diário da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O procedimento que poderá levar à desafetação de salas de cinema, e que passa a incluir a auscultação de municípios e organismos com responsabilidades na área do cinema, foi hoje publicado em Diário da República.</P><br />
<P>Em abril, o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto revelou que os municípios e organismos com responsabilidades na área do cinema passariam a ser envolvidos na avaliação do impacto cultural que a desafetação das salas de cinema tem nos territórios em causa.</P><br />
<P>Isso mesmo está traduzido na portaria publicada hoje em Diário da República, que &#8220;aprova o procedimento conducente à decisão do membro do Governo responsável pela área da cultura relativamente à afetação dos recintos de cinema a atividade de natureza diferente&#8221;.</P><br />
<P>No artigo 3.º fica definido que a tutela deverá pedir um parecer, &#8220;não vinculativo&#8221;, à Cinemateca Portuguesa, à Direção-Geral das Artes, ao Instituto do Cinema e do Audiovisual, aos vice-presidentes das comissões de coordenação e desenvolvimento regional para a área da cultura e ao município onde se localizam as salas de cinema a desafetar, &#8220;no início do procedimento de análise do pedido de afetação do recinto de cinema a atividade de natureza diferente&#8221;.</P><br />
<P>Em abril, o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto tornou público que esta decisão resultou das recomendações do grupo de trabalho sobre exibição cinematográfica, cujo relatório final foi entregue a 27 de março e apresentado formalmente à ministra no dia 06 de abril.</P><br />
<P>O grupo de trabalho foi criado pelo Governo após o aumento significativo de pedidos de desafetação da atividade das salas de cinema, nos últimos dois anos.</P><br />
<P>Em 2025 foram formalizados pedidos para desafetação de 32 salas de cinema, aos quais se somam mais 12 salas entre janeiro e março deste ano.</P><br />
<P>Este números são destacados no preâmbulo da Portaria hoje publicada, que recorda igualmente números anteriores a estes &#8211; a desfetação de 35 recintos desde 1990 -, &#8220;de acordo com dados disponíveis&#8221;.</P><br />
<P>O procedimento continua a ser dirigido pela Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), que remete à tutela da Cultura uma proposta de decisão que poderá ser ou não validada.</P><br />
<P>A portaria hoje publicada entra em vigor no sábado e &#8220;é aplicável aos requerimentos pendentes de decisão à data da sua entrada em vigor&#8221;.</P></p>
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		<title>PSP detém no aeroporto de Lisboa homem procurado por Israel por desvio de fundos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:30:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A PSP deteve na quinta-feira no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, um homem procurado por Israel por suspeita de ter desviado fundos de uma sociedade de serviços financeiros, anunciou hoje a força policial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A PSP deteve na quinta-feira no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, um homem procurado por Israel por suspeita de ter desviado fundos de uma sociedade de serviços financeiros, anunciou hoje a força policial.</p>
<p>O homem, de 44 anos, foi detido durante o controlo fronteiriço no âmbito de um mandado de detenção internacional difundido pela Interpol e emitido pelas autoridades judiciárias de Israel.</p>
<p>Segundo a PSP, o detido exerceu &#8220;funções numa sociedade de serviços financeiros&#8221; e é suspeito &#8220;de se ter apropriado de montantes superiores a nove milhões de shekels, aproximadamente 2,68 milhões de euros, através de operações financeiras alegadamente simuladas e com recurso a entidades terceiras&#8221;.</p>
<p>Em causa está a presumível prática de &#8220;crimes relacionados com apropriação indevida de fundos, obtenção de vantagem patrimonial através de fraude, falsificação de registos societários, abuso de confiança em contexto empresarial, branqueamento de capitais e prestação de informação enganosa a investidores&#8221;.</p>
<p>O homem vai ser apresentado ao Tribunal da Relação de Lisboa, para aplicação de medidas de coação enquanto aguarda o desenrolar do processo de extradição para Israel.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772717]]></sapo:autor>
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		<title>Acidente/Elevador: PS/Lisboa insiste em falta de transparência de Moedas sobre auditorias e apoios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:28:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A vereação socialista na Câmara Municipal de Lisboa (CML) insistiu hoje nas acusações de falta de transparência do executivo liderado por Carlos Moedas sobre as auditorias ao acidente do elevador da Glória e os apoios às vítimas e familiares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vereação socialista na Câmara Municipal de Lisboa (CML) insistiu hoje nas acusações de falta de transparência do executivo liderado por Carlos Moedas sobre as auditorias ao acidente do elevador da Glória e os apoios às vítimas e familiares.</p>
<p>Em comunicado divulgado após a reunião privada do executivo camarário, os vereadores do PS deram conta de terem voltado a &#8220;confrontar o executivo municipal com a falta de transparência em torno dos procedimentos, auditorias e processos internos relacionados com o acidente com o Elevador da Glória, sem que tenham sido obtidos esclarecimentos concretos por parte do vice-presidente&#8221;, Gonçalo Reis, que tem a tutela da Carris.</p>
<p>O PS lamentou ainda as declarações recentes do presidente da Carris, Rui Lopo, em que referiu que a empresa está a trabalhar para sair por cima deste acidente que ocorreu em setembro de 2025, provocando 16 mortes e mais de 20 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades, e questionou Gonçalo Reis &#8220;sobre os procedimentos relativos às auditorias desencadeadas pela Carris por indicação do presidente da Câmara, bem como sobre o objeto concreto desses procedimentos e o seu ponto de situação&#8221;.</p>
<p>Segundo os socialistas, o vice-presidente &#8220;não foi capaz de esclarecer qual o âmbito exato das auditorias em curso, o objeto concreto de cada procedimento, os respetivos prazos de realização ou que fases dos trabalhos já se encontram concluídas e com resultados conhecidos&#8221;, e &#8220;não demonstrou sequer disponibilidade para prestar esses esclarecimentos à cidade&#8221;.</p>
<p>O PS salientou um &#8220;padrão de atuação do executivo de Carlos Moedas marcado pela falta de transparência e pela incapacidade de assumir responsabilidades políticas perante problemas graves que afetam serviços e as empresas municipais&#8221;.</p>
<p>Quanto às indemnização às vítimas e familiares, o PS apontou que continua sem se saber quantas foram efetivamente pagas, em que montantes, quantos processos continuam pendentes e qual o ponto de situação dos apoios prometidos às famílias afetadas.</p>
<p>Também a vereação do BE levantou questões sobre o acidente do elevador da Glória, que provocou 16 mortes, e os apoios e indemnizações previstos, tendo o vice-presidente assumido, no final da reunião, que tinha havido pouca informação e que vai agendar uma reunião exclusiva sobre estes temas com a Carris, disse à Lusa fonte camarária.</p>
<p>Na reunião privada de hoje, foi ainda aprovado o deferimento de 18 pedidos de apoio financeiro relativo a diversas áreas de intervenção social, entre os quais a Associação de Moradores do Bairro Padre Cruz, que no total, em 2026, ascenderão a 571 mil euros e, em 2027, a 143 mil euros, avançou a CML em comunicado.</p>
<p>Antes da discussão da agenda prevista para a sessão de hoje, o vereador do PCP, João Ferreira, levantou questões sobre os &#8220;elevados níveis de degradação do espaço público, de equipamentos desportivos, de parques infantis e um inaceitável nível de falta de limpeza urbana no Bairro da Cruz Vermelha&#8221;.</p>
<p>Segundo um requerimento que o PCP também já entregou, a Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar, denunciou &#8220;um número muito significativo de situações de elevada degradação e prolongado abandono do espaço público e de equipamentos urbanos, com destaque para equipamentos dirigidos às crianças e jovens para utilização nos tempos livres&#8221;.</p>
<p>Na queixa entregue pela associação de moradores, está documentada, entre outras situações, a circulação de uma alargada população de ratazanas em zonas de circulação pedonal, nomeadamente, junto das escolas, ou o estado de abandono de uma obra em espaço público, com um amplo buraco sem proteção e com cabos de alta tensão ao alcance de crianças ou jovens desprevenidos.</p>
<p>Os comunistas questionaram Carlos Moedas sobre que conhecimento tem destas situações e se tenciona avançar com uma intervenção de requalificação de toda a área.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772716]]></sapo:autor>
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		<title>Novo calendário do IUC: saiba quando vai passar a pagar no próximo ano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/novo-calendario-do-iuc-saiba-quando-vai-passar-a-pagar-no-proximo-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:05:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Governo]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Alteração torna o pagamento do IUC mais previsível, com datas fixas ao longo do ano, mas obriga os proprietários a adaptarem-se a um novo calendário fiscal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Imposto Único de Circulação vai deixar de ser pago no mês da matrícula do veículo a partir do próximo ano. A alteração ao modelo de pagamento do IUC já foi publicada em &#8216;<a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/27-2026-1129514949" target="_blank" rel="noopener">Diário da República</a>&#8216; e cria um novo calendário com datas fixas.</p>
<p>O ano de 2027 será de transição. Nesse período, os proprietários automóveis pagarão o imposto numa única prestação durante o mês de outubro, sempre que o valor seja igual ou inferior a 500 euros.</p>
<p>Se o IUC for superior a 500 euros, o pagamento será dividido em duas prestações, nos meses de julho e outubro.</p>
<p><strong>Novo modelo definitivo chega em 2028</strong></p>
<p>O regime definitivo entra em vigor em 2028. A partir daí, os contribuintes com IUC até 100 euros terão de pagar o imposto até ao final de abril.</p>
<p>Nos casos em que o valor seja superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações, em abril e outubro.</p>
<p>Para valores acima dos 500 euros, o imposto será dividido em três prestações, a pagar em abril, julho e outubro.</p>
<p>Segundo a RTP, a principal mudança está no fim da ligação entre o pagamento do IUC e o mês da matrícula do veículo, passando o imposto a obedecer a um calendário comum para todos os proprietários automóveis.</p>
<p><strong>O que muda para os condutores?</strong></p>
<p>Na prática, a alteração torna o pagamento do IUC mais previsível, com datas fixas ao longo do ano, mas obriga os proprietários a adaptarem-se a um novo calendário fiscal.</p>
<p>Em 2027, a maioria dos contribuintes ficará concentrada no pagamento de outubro, exceto nos casos em que o imposto ultrapasse 500 euros. Em 2028, o valor do IUC passa a determinar se o imposto é pago de uma só vez ou repartido por duas ou três prestações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772687]]></sapo:autor>
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		<title>Wall Street negoceia em queda no início da sessão</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/wall-street-negoceia-em-queda-no-inicio-da-sessao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:03:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Wall Street negociava hoje em queda no início da sessão, no dia em que o Senado norte-americano aprovou um pacote de 60.000 milhões de euros para financiar o serviço de imigração e patrulha de fronteiras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Wall Street negociava hoje em queda no início da sessão, no dia em que o Senado norte-americano aprovou um pacote de 60.000 milhões de euros para financiar o serviço de imigração e patrulha de fronteiras. </P><br />
<P>Às 14:47 (hora de Lisboa), o índice Dow Jones recuava 0,33% para 51.397,85 pontos e o tecnológico Nasdaq perdia 1,55% para 26.413,54 pontos.  </P><br />
<P>Já o índice alargado S&amp;P fixava-se em 7.539,47 pontos, menos 0,59%.</P><br />
<P>O Senado norte-americano aprovou hoje um pacote equivalente a 60 mil milhões de euros para financiar o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e a Patrulha de Fronteiras e operações de deportação da administração Trump nos próximos três anos.</P><br />
<P>Os senadores votaram por 52-47 a favor da legislação que vai atribuir às duas agências de imigração um pacote de 70 mil milhões de dólares (cerca de 60 mil milhões de euros) até ao final do mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump. </P><br />
<P>A votação final aconteceu pouco antes das 05:00 locais (10:00 em Lisboa), depois de os republicanos terem derrotado por uma pequena margem várias tentativas de democratas e republicanos de acrescentar ao projeto de lei uma cláusula que proibia permanentemente um fundo de indemnizações para aliados políticos de Trump que acreditam ter sido perseguidos politicamente.</P><br />
<P>O fundo de indemnizações, que irritou muitos republicanos, fazia parte de um acordo confidencial para acabar com o processo judicial movido por Donald Trump contra a Receita Federal norte-americana (IRS) e o Departamento de Justiça por terem divulgado publicamente as suas declarações de impostos privadas ao Congresso em 2022.</P><br />
<P>Apesar de a administração de Donald Trump ter desistido do fundo na terça-feira, o Presidente norte-americano levantou novas dúvidas sobre o futuro do acordo na tarde de quarta-feira &#8211; pouco depois de o Senado ter votado para iniciar o debate sobre o projeto de lei da imigração &#8211; quando disse aos jornalistas que o acordo é &#8220;muito importante&#8221; e afirmou &#8220;não sei&#8221; quando questionado sobre se o acordo estava morto ou suspenso.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772688]]></sapo:autor>
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		<title>Drones ucranianos atingem o ‘posto de gasolina da Europa’: Rússia já raciona combustível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Quase um terço da produção de gasolina russa está afetada. As autoridades russas proibiram ainda, desde segunda-feira, as exportações de querosene, reservando o combustível para uso interno da aviação russa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia está a impor limites ao abastecimento de combustível em milhares de postos de gasolina, numa tentativa de evitar o esgotamento das reservas depois de sucessivos ataques ucranianos a refinarias e à logística de distribuição de hidrocarbonetos, escreve o &#8216;ABC&#8217;. A pressão sobre o sistema aumentou também devido ao consumo da máquina de guerra russa na Ucrânia, que depende de combustível para camiões, tanques e veículos blindados.</p>
<p>Segundo o jornal espanhol, quase um terço da produção de gasolina russa está afetada. As autoridades russas proibiram ainda, desde segunda-feira, as exportações de querosene, reservando o combustível para uso interno da aviação russa.</p>
<p>As restrições já chegaram a grandes empresas energéticas. A Lukoil terá limitado a venda de combustível na região de Moscovo a 100 litros por veículo, enquanto a Gazprom restringiu as compras a 100 litros de gasolina e 150 litros de gasóleo. Noutros postos, os limites são ainda mais baixos, com alguns condutores autorizados a abastecer apenas 60 litros de gasolina ou 100 litros de gasóleo por cada passagem pela bomba.</p>
<p><strong>Ataques ucranianos chegam ao ‘Davos russo’</strong></p>
<p>A capacidade russa de produção de combustível está abaixo dos níveis normais em tempo de paz. De acordo com dados citados no texto, 30% da produção de gasolina e 25% da capacidade total de refinação de petróleo bruto estarão total ou parcialmente paralisadas.</p>
<p>A estratégia ucraniana tem-se concentrado cada vez mais na infraestrutura petrolífera russa. O Governo de Volodymyr Zelensky tem apostado em drones de maior alcance, capazes de atingir alvos a mais de 1.000 quilómetros, levando os ataques para regiões russas que antes da guerra eram conhecidas como o “posto de gasolina da Europa”.</p>
<p>Só nas últimas duas semanas, projéteis atingiram refinarias em Yaroslavl, Samara, Tuapse, Ufa, Perm e Kirishi. Portos e depósitos de combustível em Krasnodar, na região de Leningrado e noutras zonas do Mar Báltico também foram atacados.</p>
<p>A ofensiva coincidiu com o Fórum Económico Mundial de São Petersburgo, conhecido como o “Davos russo”. No primeiro dia do evento, drones atacaram a cidade e muitos dos cerca de 20 mil participantes chegaram ao recinto da feira com colunas de fumo visíveis no horizonte, provenientes de uma das principais refinarias de petróleo do Mar Báltico.</p>
<p><strong>Filas, limites e medo de compras por pânico</strong></p>
<p>O racionamento tem como objetivo regular o consumo, mas também impedir o açambarcamento e as compras por pânico. O &#8216;ABC&#8217; refere que, em São Petersburgo, as restrições estarão ligadas a interrupções na cadeia de abastecimento.</p>
<p>A situação mais grave verifica-se na Crimeia, território anexado e controlado pela Rússia. Desde o final de maio, há um limite de 20 litros de combustível por pessoa e por veículo, mediante o uso de vales, precisamente antes do arranque da época turística. Nas regiões fronteiriças de Belgorod e Kursk, o abastecimento com jerricãs foi proibido.</p>
<p>As restrições obrigam os condutores a regressar mais vezes às bombas, aumentando as filas e a frustração. O impacto é particularmente sensível nos transportes pesados, que dependem de volumes mais elevados de combustível para manter a atividade.</p>
<p><strong>Putin acusa o Ocidente de fornecer drones à Ucrânia</strong></p>
<p>O Kremlin prometeu uma “resposta sistemática” aos ataques ucranianos lançados desde o início do fórum de São Petersburgo. Depois da vaga de drones de quarta-feira, o Ministério da Defesa russo anunciou nova ofensiva no dia seguinte, afirmando que os sistemas de defesa intercetaram 272 drones em várias regiões.</p>
<p>As autoridades russas disseram ainda que quatro pessoas morreram depois de alguns drones atingirem edifícios e um comboio na Crimeia. Moscovo garantiu que os responsáveis serão “punidos” e que haverá represálias “inevitáveis”.</p>
<p>Vladimir Putin acusou diretamente o Ocidente de fornecer drones a Kiev. O presidente russo afirmou que os apoiantes ocidentais estão a entregar à Ucrânia um grande número de drones de diferentes tipos, incluindo aparelhos de longo alcance, e admitiu que alguns conseguem penetrar as defesas russas.</p>
<p>O secretário de Estado americano, Marco Rubio, alertou entretanto para o “risco de escalada” no conflito e criticou o facto de nenhum dos lados se mostrar disposto a fazer as concessões necessárias para restaurar a paz, “particularmente o lado russo”. Rubio acrescentou que a Casa Branca está “pronta” para cooperar no fim da guerra.</p>
<p>A Rússia já tinha vivido uma situação semelhante no outono de 2025, quando várias regiões enfrentaram dificuldades de abastecimento e alguns postos chegaram mesmo a fechar em Moscovo. Agora, porém, os ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera colocam o problema num novo patamar: a guerra está a entrar diretamente no depósito dos carros russos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772676]]></sapo:autor>
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		<title>Crédito ao consumo aumenta em abril para 881 ME</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/credito-ao-consumo-aumenta-em-abril-para-881-me-bdp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:59:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).</p>
<p>As informações hoje divulgadas sobre a contratação de crédito aos consumidores consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.</p>
<p>No quarto mês do ano foram, assim, contratados 881,1 milhões de euros em 146.018 contratos de crédito aos consumidores, numa descida de 16.231 contratos e 64 milhões de euros em relação a março.</p>
<p>O montante de novos créditos teve uma taxa de variação homóloga do valor acumulado (TVHA) de 13,6%. De acordo com o BdP, este indicador, que permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito, excluindo efeitos sazonais, subiu para 16,7% no crédito pessoal (mais 2,1 pontos percentuais), para 13,6% no crédito automóvel (mais 1,5 p.p.) e para 4,8% no crédito renovável (3,8% em março).</p>
<p>Na prática, isto significa que o montante de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados no final daquele mês (de maio de 2025 a abril de 2026) foi 13,6% superior ao valor de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados em abril de 2025.</p>
<p>No mês em análise, o crédito renovável foi a categoria mais relevante a nível de contratos, tendo sido responsável por 47,6% do total de créditos (69.555), mas apenas responsável por 15,1% do montante total, com 117,2 milhões de euros.</p>
<p>No caso do crédito automóvel, foram celebrados 21.147 contratos, num montante de 346,9 milhões de euros, que compara com 18.006 contratos e 281,3 milhões de euros um ano antes.</p>
<p>No crédito pessoal, houve a contratação de mais 9.216 contratos em abril deste ano que no mesmo mês de 2025, enquanto o montante contratado subiu 96 milhões de euros para 417 milhões de euros.</p>
<p>Os dados hoje divulgados também se debruçaram sobre o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global, a TAEG, que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito &#8211; como comissões e impostos.</p>
<p>O crédito renovável apresenta o custo médio contratualizada mais elevado, com 18,2%, à frente do custo com crédito pessoal (11,9%) e automóvel (10,6%).</p>
<p>O crédito automóvel é a categoria de crédito com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações, sendo que em abril metade teve um valor contratado igual ou superior a 13.958 euros, contra 5.000 euros no crédito pessoal e mil euros no crédito renovável.</p>
<p>O BdP assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável, que estabelece um rácio entre o montante vivo e o montante total contratado, situava-se em 26,9% em abril de 2026.</p>
<p>No final de abril havia 6,47 milhões de contratos vivos, num montante de 24.792 milhões de euros.</p>
<p>A maioria dos contratos dizia respeito a crédito renovável (3,8 milhões de contratos e 4.223 milhões de euros), enquanto o crédito automóvel representava a maior fatia do montante (10.130 milhões de euros) e o crédito pessoal tinha um saldo vivo de 9.742 milhões de euros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772682]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Baixa falsa, despedida de solteiro em Portugal e passaporte rasgado: o caso que tramou um professor britânico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:53:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Conduta foi classificada como desonesta, sem integridade e suscetível de prejudicar a reputação da profissão. Ainda assim, foi decidido que uma ordem de proibição, que o impediria de continuar a ensinar, seria desproporcionada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um professor britânico faltou à escola alegando estar doente para poder viajar até Portugal para a despedida de solteiro de um amigo e tentou depois esconder a deslocação arrancando páginas do passaporte, relata o &#8216;The Independent&#8217;. Joe Wilson, professor do 6º ano na Listerdale Junior Academy, em Rotherham, South Yorkshire, esteve em Lisboa nos dias 18 e 19 de maio de 2023, uma quinta e sexta-feira.</p>
<p>Na manhã do voo, por volta das 5 horas, Wilson enviou uma mensagem à escola a dizer que não iria trabalhar porque tinha estado “toda a noite a vomitar” e estava com uma forte dor de cabeça. No dia seguinte, manteve a justificação, afirmando que ainda não estava melhor, que não conseguia manter comida ou água no estômago e que iria dando notícias.</p>
<p>A versão começou a cair quando um membro anónimo da equipa alertou a escola depois de ver fotografias do professor num aeroporto, com uma cerveja na mão. Uma das imagens em que aparecia tinha sido publicada às 5h23 da manhã de 18 de maio de 2023, com uma legenda alusiva ao início da despedida de solteiro e a “umas cervejas” com destino a Portugal.</p>
<p><strong>Fotografias no aeroporto denunciaram a viagem</strong></p>
<p>Inicialmente, Joe Wilson afirmou que as fotografias eram de uma viagem anterior. Mais tarde, porém, admitiu à Teaching Regulation Agency que tinha aceitado participar numa despedida de solteiro em Lisboa e que cometera “um enorme erro de julgamento”.</p>
<p>Em outubro de 2025, o professor disse à agência que aceitava total responsabilidade pelos seus atos, incluindo a falsificação de uma situação de doença. Em fevereiro, voltou a escrever à entidade reguladora e resumiu o caso de forma direta: tinha “metido baixa” para ir à despedida de solteiro de um amigo.</p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; escreve que Wilson também removeu páginas do passaporte para tentar esconder que tinha estado fora do país. O professor justificou o gesto como “um enorme erro”, depois de uma conversa informal com a diretora da escola, alegando que esta o tinha incentivado a mostrar algo que ajudasse a “tirar-lhes o caso de cima”. Disse ainda sentir-se “envergonhado” pelo que fez.</p>
<p><strong>Passaporte entregue à escola tinha páginas em falta</strong></p>
<p>Segundo o relatório da investigação, Wilson entregou o passaporte a alguém da escola em junho de 2023. As fotocópias do documento revelaram que faltavam as páginas 9, 10, 27 e 28.</p>
<p>O painel disciplinar considerou provado que o professor esteve ausente sem motivo válido, comunicou à escola uma falsa situação de doença e removeu páginas do passaporte que poderiam conter carimbos capazes de demonstrar que se encontrava fora do Reino Unido nas datas em causa.</p>
<p>Na decisão, o painel concluiu que, ao comunicar falsamente uma ausência por doença e ao apresentar um documento alterado durante a investigação, Wilson enganou intencionalmente a escola e tentou ocultar a verdade.</p>
<p><strong>Conduta desonesta, mas sem proibição de ensinar</strong></p>
<p>O painel considerou ainda que o comportamento do professor ficou abaixo dos padrões éticos esperados de um docente e foi contrário à forma como a profissão deve servir o público.</p>
<p>A conduta foi classificada como desonesta, sem integridade e suscetível de prejudicar a reputação da profissão. Ainda assim, foi decidido que uma ordem de proibição, que o impediria de continuar a ensinar, seria desproporcionada.</p>
<p>A publicação das conclusões do processo foi considerada sanção suficiente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772663]]></sapo:autor>
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		<title>Ministra insiste que areal das praias é livre exceto nas concessões e faixas de segurança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:43:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Graça Carvalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra do Ambiente sublinhou hoje que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe às autarquias definir essas áreas e divulgar os planos de praia.</p>
<p>&#8220;Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia, tanto através da sinalética, como &#8211; e eu aconselho vivamente -, através de um esquema à entrada da praia: &#8216;olhe, este espaço é concessão, este espaço é de segurança, tudo o resto é livre'&#8221;, afirmou Maria da Graça Carvalho numa visita à Praia da Fuseta-mar, em Olhão, no distrito de Faro.</p>
<p>Questionada pelos jornalistas sobre a existência de sinalética que ainda encaminha os banhistas para as zonas da praia não concessionadas, a governante referiu que, nesses casos, a sinalética tem de ser revista para que seja colocada a informação correta e não haja dúvidas para os banhistas.</p>
<p>&#8220;Os presidentes de câmara têm de verificar e, se acharem que a sinalética não está bem, corrigi-la, mas não é uma coisa sistemática. A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei, porque a última norma que clarifica isto é de 2012, há 14 anos&#8221;, frisou.</p>
<p>Falando aos jornalistas numa visita à intervenção de emergência de reforço sedimentar em curso naquela praia do distrito de Faro, Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada.</p>
<p>Lembrando que as regras de segurança são definidas pelas câmaras municipais em conjunto com as autoridades marítimas, a ministra do Ambiente e Ação Climática notou que a organização do areal pode e deve ter em conta as características morfológicas de cada praia.</p>
<p>&#8220;Por exemplo, uma praia muito grande como a de Monte Gordo será diferente de uma praia pequena como algumas em Lagos ou em Armação de Pêra&#8221;, ilustrou, referindo que, desde que respeitada a regra de que as concessões não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia, a organização pode variar.</p>
<p>&#8220;A segurança pode incluir faixas em redor das concessões, em redor das entradas para a praia &#8212; que são sempre públicas &#8212;, em frente aos nadadores-salvadores e aos barcos utilizados para o salvamento, e junto ao mar. Estas são faixas de segurança. As concessões podem ser mais estreitas e ir mais perto do mar, ou podem ser mais largas e ficar mais recuadas&#8221;, exemplificou.</p>
<p>Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares, informando que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.</p>
<p>No esclarecimento, a APA reforça que, &#8220;em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre&#8221; e refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares.</p>
<p>Assim, &#8220;as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares&#8221;, acrescenta a APA.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772632]]></sapo:autor>
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		<title>IGCP realiza na quarta-feira dois leilões de até 1.250 M€ em dívida a 9 e 18 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:43:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[O IGCP anunciou hoje que na quarta-feira realiza dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT) a cerca de nove e 18 anos com um montante indicativo global entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O IGCP anunciou hoje que na quarta-feira realiza dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT) a cerca de nove e 18 anos com um montante indicativo global entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros.              </P><br />
<P>Num comunicado, o IGCP &#8211; Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública indicou que as maturidades das OT (&#8216;OT 0,9% 12Out2035&#8217; e &#8216;OT 4,1% 15Fev2045&#8217;) a serem leiloadas na quarta-feira são em 12 de outubro de 2035 (nove anos e quatro meses) e em 15 de fevereiro de 2045 (18 anos e oito meses).   </P><br />
<P>Em 28 de maio, Portugal emitiu 3.000 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) a 20 anos, numa operação sindicada.</P><br />
<P>De acordo com entidade foi fixado &#8220;com sucesso&#8221; o preço de uma nova emissão de OT a 20 anos no valor de 3.000 milhões de euros a uma taxa de 3,875%, com vencimento em 15 de junho de 2046.</P><br />
<P>Na altura, o IGCP lembrou que esta foi a segunda operação sindicada de Portugal em 2026, na sequência da operação de OT a 10 anos no valor de 4.000 milhões de euros a 3,250%, lançada em janeiro.</P><br />
<P>O IGCP revelou que a &#8220;transação atraiu uma forte procura por parte dos investidores&#8221;, tendo ultrapassado 18 vezes o valor emitido, com uma carteira de ordens final que ultrapassou 56.500 milhões de euros e composta por 353 investidores.</P><br />
<P>&#8220;Com esta transação, o IGCP concluiu aproximadamente 60% do programa de financiamento&#8221;, de 24.000 milhões de euros, para 2026. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772631]]></sapo:autor>
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		<title>Operação Fake ZERO. ASAE apreende mais de 74 mil artigos contrafeitos antes do Mundial&#8217;2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:33:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[contrafação]]></category>
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					<description><![CDATA[Ação decorreu na última semana, no quadro das comemorações do Dia Mundial Anti-Contrafação, que se assinala a 5 de junho, e teve como objetivo reforçar a proteção dos consumidores, a segurança dos produtos disponíveis no mercado e a defesa da propriedade industrial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de 74 mil artigos contrafeitos no âmbito de uma operação nacional de prevenção criminal dirigida ao combate à violação dos direitos de propriedade industrial.</p>
<p>A ação decorreu na última semana, no quadro das comemorações do Dia Mundial Anti-Contrafação, que se assinala a 5 de junho, e teve como objetivo reforçar a proteção dos consumidores, a segurança dos produtos disponíveis no mercado e a defesa da propriedade industrial.</p>
<p>A operação incidiu em particular sobre artigos ligados ao desporto, nomeadamente equipamentos desportivos, numa altura em que se aproxima o arranque do Mundial&#8217;2026, marcado para 11 de junho.</p>
<p><strong>Mais de um milhão de euros em artigos apreendidos</strong></p>
<p>No total, a ASAE fiscalizou 255 operadores económicos em todo o circuito comercial, desde a produção e importação até ao armazenamento, distribuição e venda ao público, incluindo canais digitais.</p>
<p>Da operação resultaram 90 processos-crime por contrafação, venda ou ocultação de produtos contrafeitos, imitação e uso ilegal de marca.</p>
<p>Foram apreendidos mais de 74 mil artigos, maioritariamente vestuário e calçado desportivo. Entre os produtos apreendidos estavam também malas, carteiras, cintos, relógios, óculos de sol, bonés e capas de telemóvel.</p>
<p>O valor total dos artigos apreendidos ultrapassa um milhão de euros.</p>
<p><strong>Combate à contrafação no centro da operação</strong></p>
<p>A ASAE sublinha que continuará a desenvolver ações de fiscalização para salvaguardar as regras do mercado e da livre concorrência, proteger os direitos de propriedade industrial e reforçar o combate à contrafação.</p>
<p>Enquanto órgão de polícia criminal, a autoridade pretende ainda garantir que os consumidores não são expostos a produtos ilegais, sem controlo adequado e potencialmente inseguros.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772635]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: EUA arriscam enfrentar a primeira derrota numa guerra convencional em mais de 70 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:15:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos poderão estar perante um dos cenários militares mais delicados da sua história contemporânea.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos poderão estar perante um dos cenários militares mais delicados da sua história contemporânea. Se o conflito no Médio Oriente terminasse nas atuais circunstâncias, Washington arriscar-se-ia a sair sem alcançar os objetivos estratégicos que definiu para a guerra, numa situação que alguns analistas consideram poder representar o pior resultado obtido pelos norte-americanos num conflito convencional desde a Guerra da Coreia.</p>
<p>A avaliação parte da ideia de que, até ao momento, o Irão terá conseguido preservar os elementos centrais da sua estratégia, enquanto os Estados Unidos e Israel continuam longe de concretizar as exigências que colocaram a Teerão. Neste contexto, a liderança iraniana estaria interessada em prolongar a situação atual, apostando no desgaste político e estratégico dos seus adversários.</p>
<p>A lógica recorda uma frase frequentemente atribuída aos talibãs durante a intervenção norte-americana no Afeganistão: “Vocês têm os relógios, mas nós temos o tempo”. A diferença, porém, é que o atual conflito não é encarado como uma guerra de guerrilha ou de insurgência, mas sim como um confronto convencional entre Estados.</p>
<p><strong>O histórico militar dos Estados Unidos</strong><br />
Ao longo dos seus cerca de 250 anos de história, os Estados Unidos nunca perderam uma guerra convencional no sentido clássico do termo, ou seja, um conflito entre Estados que recorrem a forças armadas regulares, armamento pesado e operações militares tradicionais.</p>
<p>Os fracassos mais conhecidos de Washington ocorreram em guerras assimétricas, nomeadamente no Vietname e no Afeganistão, onde enfrentaram movimentos insurgentes capazes de prolongar os combates durante anos e desgastar a vontade política norte-americana.</p>
<p>Em conflitos convencionais, os exemplos de resultados inconclusivos são raros.</p>
<p>Um dos casos mais frequentemente citados é a Guerra de 1812 contra o Reino Unido. Apesar de os britânicos terem chegado a incendiar a Casa Branca e de os Estados Unidos não terem conseguido conquistar o território que hoje corresponde ao Canadá, o conflito terminou sem uma vitória clara de qualquer das partes. Ainda assim, os norte-americanos obtiveram ganhos estratégicos importantes ao eliminarem importantes confederações indígenas aliadas de Londres, abrindo caminho à expansão para oeste.</p>
<p>O outro exemplo é a Guerra da Coreia. Nesse conflito, os objetivos de Washington alteraram-se várias vezes ao longo dos combates. Inicialmente, tratava-se de defender a Coreia do Sul. Mais tarde, a meta passou a ser conquistar o Norte. Posteriormente, o foco voltou a centrar-se na proteção do Sul e, por fim, na manutenção da linha de separação entre os dois territórios.</p>
<p>A situação tornou-se ainda mais complexa quando o conflito deixou de envolver apenas a Coreia do Norte e passou a incluir a intervenção da China e o apoio da União Soviética. O armistício alcançado após a morte de Josef Stalin congelou o conflito sem resolver definitivamente a questão coreana, uma realidade que permanece até hoje.</p>
<p><strong>Objetivos de Washington continuam por cumprir</strong><br />
Segundo a análise, os Estados Unidos e Israel estabeleceram três grandes objetivos para o conflito atual: impedir o avanço dos programas nuclear e de mísseis de longo alcance do Irão e pôr termo ao apoio iraniano aos seus aliados regionais.</p>
<p>Esses aliados incluem o Hamas, na Faixa de Gaza, o Hezbollah, no Líbano, as milícias xiitas apoiadas por Teerão no Iraque e os rebeldes hutis no Iémen.</p>
<p>Contudo, os programas nuclear e militar iranianos continuam operacionais e, de acordo com especialistas citados no texto original, os laços entre Teerão e os seus aliados regionais não parecem ter sido significativamente enfraquecidos.</p>
<p>O antigo embaixador britânico e investigador do Centro para a Defesa das Democracias, Edmund Fitton-Brown, considera que cada uma destas organizações possui diferentes graus de autonomia relativamente ao regime iraniano, mas sublinha que “a guerra não está a enfraquecer os vínculos”.</p>
<p><strong>A desconfiança iraniana face ao Ocidente</strong><br />
A resistência do Irão às exigências norte-americanas é explicada, em parte, por experiências anteriores.</p>
<p>Teerão observa frequentemente o destino do Iraque de Saddam Hussein como um exemplo dos riscos associados ao desarmamento. Depois de aceitar limitações e inspeções internacionais na década de 1990, Bagdade acabou por ser invadida pelos Estados Unidos em 2003, culminando na queda do regime e na morte do líder iraquiano.</p>
<p>O próprio Irão viveu experiências semelhantes. Em 2003, chegou a um entendimento com Reino Unido, Alemanha e França para suspender temporariamente o enriquecimento de urânio. Contudo, dois anos depois abandonou o acordo, considerando que os europeus pretendiam prolongar indefinidamente uma medida inicialmente apresentada como transitória.</p>
<p>Mais tarde, em 2018, a administração norte-americana retirou-se unilateralmente do acordo nuclear assinado em 2015, que previa limitações significativas ao programa nuclear iraniano durante várias décadas.</p>
<p>Segundo Kim Darroch, então embaixador britânico em Washington, essa decisão constituiu “um ato de vandalismo diplomático por motivos ideológicos e pessoais”.</p>
<p><strong>Capacidade militar iraniana surpreende analistas</strong><br />
Outro dos aspetos destacados é a capacidade de resposta demonstrada pelas forças iranianas.</p>
<p>Phillip Cornell, investigador do Atlantic Council e antigo colaborador da NATO e da Agência Internacional da Energia, considera que muitos analistas ocidentais subestimaram a preparação estratégica de Teerão.</p>
<p>Segundo Cornell, o Irão mostrou que é capaz de controlar os níveis de escalada do conflito, ao mesmo tempo que evidenciou a vulnerabilidade das infraestruturas energéticas, económicas e financeiras de toda a região.</p>
<p>“Esse país está a controlar a escalada, mas deixou claro que a infraestrutura económica, energética e financeira da região é muito vulnerável e que possui meios para a inutilizar. Isso foi suficiente”, afirmou.</p>
<p>A análise sustenta ainda que o Irão descentralizou os seus centros de comando e operações, tornando extremamente difícil uma eventual estratégia de neutralização das lideranças militares.</p>
<p>Além disso, teria beneficiado de informação proveniente de satélites chineses e de sistemas de identificação de alvos associados à Rússia, aplicando igualmente lições retiradas da guerra na Ucrânia.</p>
<p><strong>Custos crescentes para os Estados Unidos</strong><br />
O conflito também estaria a exercer forte pressão sobre os recursos militares norte-americanos.</p>
<p>De acordo com a análise, os Estados Unidos consumiram grandes quantidades de mísseis de cruzeiro e sistemas antimíssil, o que poderá limitar a capacidade de resposta noutras regiões estratégicas, nomeadamente no Indo-Pacífico, onde Washington mantém a China como principal preocupação geopolítica.</p>
<p>A reposição desses arsenais poderá demorar entre dois e três anos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a insegurança gerada em torno das infraestruturas petrolíferas do Médio Oriente obrigou a Marinha norte-americana a recorrer com maior frequência ao reabastecimento em alto-mar através de navios-cisterna, aumentando a complexidade logística das operações.</p>
<p><strong>Mudança constante de objetivos complica estratégia</strong><br />
Tal como aconteceu na Coreia, os objetivos políticos e militares norte-americanos parecem ter evoluído ao longo do conflito.</p>
<p>Além das exigências relacionadas com os programas nucleares e militares iranianos, o eventual derrube da República Islâmica passou também a ser discutido em determinados círculos políticos e estratégicos.</p>
<p>Israel, por seu lado, tem defendido objetivos ainda mais ambiciosos, incluindo a mudança de regime em Teerão.</p>
<p>Contudo, alcançar metas desta dimensão através de uma campanha predominantemente aérea continua a ser um enorme desafio.</p>
<p>O único exemplo frequentemente apontado de uma intervenção aérea que conseguiu atingir plenamente os seus objetivos estratégicos ocorreu em 1999, quando a NATO forçou a Sérvia a retirar-se do Kosovo após 78 dias de bombardeamentos.</p>
<p><strong>O risco de um novo empate histórico</strong><br />
O prolongamento da guerra começa também a produzir efeitos económicos e comerciais.</p>
<p>A análise refere as declarações do armador grego Evangelos Marinakis ao Financial Times, nas quais se mostrou favorável ao pagamento de uma alegada taxa exigida pelo Irão aos navios que atravessam o Estreito de Ormuz. Segundo essa alegação, o valor rondaria os dois milhões de dólares em bitcoin por embarcação.</p>
<p>Num contexto de crescente desgaste militar, económico e político, alguns observadores admitem que o conflito possa terminar sem uma vitória clara para qualquer das partes.</p>
<p>Se isso acontecer, os Estados Unidos poderão juntar esta guerra a uma lista extremamente reduzida de conflitos convencionais terminados sem triunfo inequívoco, colocando o atual confronto ao nível dos episódios mais difíceis da história militar norte-americana desde a Guerra da Coreia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772624]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: Emirados suspendem vistos e proíbem entrada de cidadãos da RDCongo, Uganda e Sudão do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a suspensão, a partir de sábado, de vistos e a proibição à entrada de cidadãos vindos da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul, devido ao Ébola, segundo uma entidade estatal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a suspensão, a partir de sábado, de vistos e a proibição à entrada de cidadãos vindos da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul, devido ao Ébola, segundo uma entidade estatal.</P><br />
<P>De acordo com a Autoridade Nacional de Gestão de Crises e Desastres, que está em articulação com outras instituições, a &#8220;emissão de novos vistos para cidadãos dos países mencionados, incluindo vistos de visita&#8221; está suspensa a partir de sábado, 06 de junho.</P><br />
<P>A proibição de entrada no país do Golfo Pérsico para viajantes provenientes da República Democrática do Congo (RDCongo), Uganda e Sudão do Sul inclui também aqueles que se deslocam ao país apenas para fazer escala, a menos que tenham permanecido mais de 21 dias fora dos referidos Estados antes da sua chegada aos Emirados Árabes Unidos (EAU).</P><br />
<P>A suspensão poderá ser prorrogada, e os voos de carga entre os EAU e os três países continuarão a operar, assim como os voos de trânsito, em que os passageiros permanecem nas áreas relativas aos voos internacionais, acrescentou a entidade.</P><br />
<P>O organismo assegurou que estas medidas fazem parte dos &#8220;esforços proativos e preventivos para reforçar a preparação nacional face à evolução da situação relacionada com o vírus do Ébola&#8221;, cuja epidemia está a afetar os países mencionados da África Central.</P><br />
<P>O vírus do Ébola é transmitido por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</P><br />
<P>Os Emirados são o segundo país do Golfo a tomar esta decisão, depois de o Bahrein ter suspendido os voos com estes países no passado dia 19 de maio.</P><br />
<P>O Governo da RDCongo, país vizinho de Angola, elevou esta quinta-feira para 363 o número de casos confirmados da epidemia de Ébola, incluindo 62 mortes, o que representa um aumento de 19 infeções e duas mortes, respetivamente, desde a passada terça-feira.</P><br />
<P>Inicialmente, foi oficialmente declarado o surto em 15 de maio na província de Ituri, na fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, mas expandiu-se para as províncias congolesas orientais de Kivu do Norte e Kivu do Sul.</P><br />
<P>A epidemia propagou-se ao Uganda, onde foram detetados até agora 15 casos, incluindo uma morte que se considera um caso importado da RDCongo.</P><br />
<P>A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de mortalidade oscila entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera &#8220;elevado&#8221; o risco na África subsaariana e &#8220;baixo&#8221; à escala global.</P><br />
<P>Por sua vez, os ministros da Saúde dos oito países da Comunidade da África Oriental (EAC) acordaram, quinta-feira, &#8220;medidas regionais urgentes&#8221; para reforçar a resposta à epidemia de Ébola.</P><br />
<P>Os ministros, que se reuniram numa sessão virtual de emergência na segunda e terça-feira, acordaram &#8220;harmonizar a vigilância do Ébola e as medidas de proteção em todos os aeroportos, portos e postos fronteiriços terrestres da região&#8221;, informou a EAC num comunicado, citado pela agência EFE.</P><br />
<P>Os responsáveis do setor decidiram, igualmente, criar &#8220;um grupo de trabalho técnico regional para coordenar a resposta ao surto atual&#8221;.</P><br />
<P>Este grupo será composto por peritos nomeados pelos Estados-Membros e será responsável por acompanhar a epidemia, &#8220;coordenar as intervenções técnicas, analisar as tendências epidemiológicas e apresentar relatórios periódicos&#8221; aos ministros.</P><br />
<P>Os responsáveis políticos salientaram igualmente a importância de &#8220;partilhar informações epidemiológicas em tempo real&#8221; entre os Estados-membros, a fim de facilitar a deteção precoce de casos e apoiar uma resposta regional coordenada.</P><br />
<P>A EAC, com sede em Arusha (Tanzânia), foi criada em 2001 e é composta pela Tanzânia, Quénia, Uganda, Ruanda, Burundi, Sudão do Sul, RDCongo e Somália.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772629]]></sapo:autor>
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		<title>Vacina concebida por IA avança nos testes e pode ser chave contra futuros vírus desconhecidos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vacina-concebida-por-ia-avanca-nos-testes-e-pode-ser-chave-contra-futuros-virus-desconhecidos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:59:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma equipa de cientistas britânicos desenvolveu aquela que é descrita como a primeira vacina concebida integralmente por inteligência artificial a chegar à fase de testes em seres humanos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas britânicos desenvolveu aquela que é descrita como a primeira vacina concebida integralmente por inteligência artificial a chegar à fase de testes em seres humanos. A inovação poderá representar uma mudança profunda na forma como o mundo se prepara para futuras pandemias, ao procurar oferecer proteção não apenas contra variantes conhecidas de determinados vírus, mas também contra ameaças que ainda não surgiram.</p>
<p>O projeto foi liderado por investigadores das universidades de Cambridge e Southampton, no Reino Unido, que desenvolveram uma nova geração de vacinas universais capazes de conferir proteção contra famílias inteiras de vírus. O objetivo passa por ultrapassar as limitações dos modelos atuais de vacinação, frequentemente obrigados a adaptar-se às constantes mutações dos agentes patogénicos.</p>
<p>Os investigadores explicam que os vírus mais perigosos para a saúde pública estão em permanente evolução, o que dificulta a eficácia das estratégias tradicionais de vacinação.</p>
<p>&#8220;Vírus como o da gripe, os coronavírus e o grupo do Ébola estão em constante evolução e, quando as vacinas são lançadas, podem já não ser adequadas. O atual sistema de vacinas reativo tem dificuldade em acompanhar o ritmo&#8221;, afirmou Saul Faust, professor da Universidade de Southampton e investigador principal do ensaio clínico.</p>
<p>Nos últimos anos, vários surtos provocados por diferentes betacoronavírus demonstraram a rapidez com que estes agentes infeciosos conseguem sofrer mutações. O exemplo mais marcante foi a pandemia de covid-19, durante a qual surgiram sucessivas variantes que obrigaram à atualização constante das estratégias de imunização.</p>
<p>Perante este desafio, os investigadores procuraram desenvolver uma vacina capaz de proporcionar uma proteção mais ampla e duradoura, mesmo perante alterações genéticas dos vírus.</p>
<p><strong>Vacina poderá proteger contra coronavírus, Ébola e futuras ameaças</strong><br />
Ao contrário das vacinas convencionais, que são normalmente concebidas para combater uma variante ou estirpe específica, esta nova tecnologia procura gerar uma resposta imunitária capaz de reconhecer características comuns a vários vírus pertencentes à mesma família.</p>
<p>Segundo os responsáveis pela investigação, a vacina poderá oferecer proteção contra diferentes coronavírus, bem como contra vírus pertencentes ao grupo do Ébola, mesmo que sofram mutações significativas ao longo do tempo.</p>
<p>Jonathan Heeney, professor do Laboratório de Zoonoses Virais da Universidade de Cambridge e responsável científico do projeto, considera que o trabalho representa uma mudança de paradigma no desenvolvimento de vacinas.</p>
<p>&#8220;Transformámos o desenvolvimento de vacinas: deixou de ser reativo para passar a estar preparado para o futuro&#8221;, afirmou.</p>
<p>O investigador acrescentou que a nova abordagem permite ultrapassar uma das principais limitações das vacinas tradicionais.</p>
<p>&#8220;Superámos o problema das vacinas tradicionais, que oferecem uma proteção limitada. Isto significa que podemos escapar ao ciclo constante de perseguir as variantes do vírus que circulam entre os seres humanos e atualizar as vacinas para tentar acompanhar a evolução, como um cão a perseguir o próprio rabo.&#8221;</p>
<p>Heeney acredita ainda que esta nova categoria de vacinas universais poderá vir a proteger a população contra vírus que ainda não foram identificados ou que poderão surgir no futuro.</p>
<p><strong>Como a inteligência artificial foi utilizada</strong><br />
O elemento central desta inovação é um componente ativo denominado &#8220;superantigénio&#8221;, totalmente concebido através de inteligência artificial.</p>
<p>Em vez de reproduzir características de uma única variante viral, esta proteína criada por computador incorpora elementos comuns encontrados em diferentes coronavírus, permitindo que o sistema imunitário reconheça e combata um conjunto muito mais amplo de agentes patogénicos.</p>
<p>Para desenvolver o superantigénio, a equipa reuniu todas as sequências genéticas disponíveis de coronavírus pertencentes ao grupo Sarbeco, um conjunto de vírus zoonóticos que circulam sobretudo em morcegos e que podem ser transmitidos a seres humanos e outros mamíferos.</p>
<p>Os investigadores utilizaram depois técnicas de aprendizagem automática (&#8220;machine learning&#8221;) para analisar esses dados e identificar os elementos estruturais comuns que serviram de base à construção do novo antigénio.</p>
<p><strong>Tecnologia dispensa utilização de agulhas</strong><br />
Outra das características inovadoras da vacina é o método de administração.</p>
<p>Em vez das tradicionais injeções, o composto é administrado através de um sistema microfluídico que projeta o antigénio diretamente na pele utilizando um jato de líquido de alta velocidade.</p>
<p>Segundo os investigadores, esta tecnologia apresenta várias vantagens operacionais e logísticas.</p>
<p>Além de eliminar a necessidade de agulhas, reduz os resíduos associados a materiais cortantes, diminui o volume necessário para cada administração e poderá aumentar a aceitação da vacinação em populações onde o receio das injeções constitui um obstáculo.</p>
<p>A equipa destaca ainda que estas vacinas tendem a apresentar maior estabilidade térmica do que muitas das vacinas baseadas em tecnologia mRNA.</p>
<p>Por essa razão, não necessitam de cadeias de frio extremo para armazenamento e transporte, o que poderá facilitar significativamente a sua utilização em países de baixo e médio rendimento, bem como em cenários de emergência sanitária.</p>
<p><strong>Primeiro ensaio clínico mostra resultados encorajadores</strong><br />
A primeira fase de testes em seres humanos teve como principal objetivo avaliar a segurança, a tolerabilidade e a capacidade da vacina para gerar uma resposta imunitária.</p>
<p>O ensaio decorreu entre dezembro de 2021 e setembro de 2023 e envolveu 39 voluntários.</p>
<p>Segundo os investigadores, a vacina foi administrada em quatro doses distintas e demonstrou um perfil de segurança favorável em todas elas.</p>
<p>Não foram identificados problemas significativos relacionados com a segurança do tratamento, nem efeitos adversos considerados preocupantes.</p>
<p><strong>Nova fase de testes já está a ser preparada</strong><br />
Os resultados obtidos foram recebidos com entusiasmo pelos responsáveis científicos envolvidos no projeto.</p>
<p>A professora Marian Knight, diretora científica do Instituto Nacional de Investigação em Saúde e Cuidados (NIHR) do Reino Unido, afirmou que os dados recolhidos representam um avanço importante na investigação biomédica.</p>
<p>&#8220;O notável sucesso deste ensaio com o superantigénio concebido por IA marca um avanço crucial na nossa capacidade de proporcionar uma proteção viral ampla e duradoura&#8221;, declarou.</p>
<p>Na sequência destes resultados, os investigadores vão agora avançar para um ensaio clínico de fase 2.</p>
<p>Esta nova etapa envolverá uma população mais numerosa e diversificada, permitindo avaliar com maior rigor a capacidade da vacina para induzir respostas imunitárias robustas e confirmar se a proteção oferecida é efetivamente ampla e duradoura.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772619]]></sapo:autor>
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		<title>Oficializada candidatura de João Lourenço à presidência do MPLA em Angola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:50:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A subcomissão de candidaturas ao IX Congresso Ordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) anunciou hoje a validação da candidatura de João Lourenço à presidência do partido, após aprovação de 98,1% das subscrições.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A subcomissão de candidaturas ao IX Congresso Ordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) anunciou hoje a validação da candidatura de João Lourenço à presidência do partido, após aprovação de 98,1% das subscrições.</P><br />
<P>A informação foi transmitida pelo coordenador da referida subcomissão, Job Capapinha, numa comunicação feita à imprensa na sede nacional do MPLA, no poder desde 1975.</P><br />
<P>Segundo o responsável, o mandatário de João Lourenço, atual presidente do MPLA e da República de Angola, apresentou àquele órgão, em 11 de maio, um total de 11.118 subscrições anexadas ao processo de candidatura &#8211; acima das 5.000 legalmente exigidas.</P><br />
<P>&#8220;Esta subcomissão notificou no dia 04 de junho o seu mandatário sobre o tratamento do processo e hoje torna público que considera válida a candidatura ao cargo de presidente do MPLA apresentada pelo militante e camarada João Lourenço, devendo a mesma seguir os seus trâmites até a realização do congresso&#8221;, afirmou Job Capapinha numa comunicação sem direito a perguntas.</P><br />
<P>Inicialmente, os jornalistas foram convocados à sede do MPLA para uma conferência de imprensa, mas no local foram informados de que seria apenas uma comunicação à imprensa.</P><br />
<P>Capapinha disse ainda que a candidatura de João Lourenço continha &#8220;toda a documentação exigida&#8221; pelos estatutos e regulamento eleitoral.</P><br />
<P>O IX Congresso Ordinário do MPLA foi convocado para os dias 09 e 10 de dezembro próximo e vai decorrer sob o lema: &#8220;MPLA &#8212; Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro&#8221;. A apresentação das candidaturas ao cargo de presidente do partido começaram a 28 de março e o prazo termina a 25 de outubro.</P><br />
<P>O ex-governante Higino Carneiro, o advogado José Carlos de Almeida e o engenheiro António Venâncio já tornaram pública a sua pretensão de concorrer à presidência do MPLA, e estão nesta altura no processo de recolha de subscrições.</P><br />
<P>Segundo o Novo Jornal, Higino Carneiro remeteu junto da subcomissão de candidaturas um pedido de impugnação da candidatura de João Lourenço por alegadas &#8220;irregularidades&#8221; por parte da equipa de campanha do atual presidente do MPLA.</P><br />
<P>A publicação avança ainda, na edição de hoje, que foi igualmente feito um pedido de &#8220;auditoria independente&#8221; aos ficheiros (do processo de João Lourenço) entregues à subcomissão de candidaturas.</P><br />
<P>João Lourenço está impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República nas eleições gerais de 2027.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772612]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal prepara-se para nova vaga de calor: Há regiões com mais de 35ºC na próxima semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:47:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal continental deverá enfrentar uma nova subida significativa das temperaturas ao longo da segunda semana de junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continental deverá enfrentar uma nova subida significativa das temperaturas ao longo da segunda semana de junho, num cenário marcado pela instalação de uma massa de ar quente sobre a Península Ibérica que poderá fazer disparar os termómetros para valores bastante acima do habitual para esta altura do ano.</p>
<p>De acordo com previsões divulgadas pelo portal especializado Tempo.pt, os modelos meteorológicos europeus apontam para anomalias térmicas positivas que poderão atingir os 6 ºC acima da média climatológica em várias regiões do país entre os dias 8 e 15 de junho, sobretudo no interior Norte, Centro e Sul.</p>
<p>A previsão surge após um final de maio considerado invulgarmente quente e numa altura em que os primeiros dias de junho têm apresentado temperaturas mais moderadas em várias zonas do litoral Norte e Centro. Ainda assim, algumas regiões do interior alentejano e do Sotavento Algarvio continuam a registar valores elevados para a época.</p>
<p>Os modelos meteorológicos indicam que uma crista subtropical deverá fortalecer-se sobre a Península Ibérica durante os próximos dias, favorecendo a entrada e permanência de uma massa de ar mais quente sobre Portugal continental.</p>
<p>Este padrão atmosférico deverá promover condições de tempo estável e um aumento gradual das temperaturas, especialmente nas regiões do interior. Em consequência, grande parte do território nacional poderá registar valores claramente superiores aos normalmente observados em meados de junho.</p>
<p>Os mapas de anomalias térmicas do modelo europeu ECMWF mostram praticamente todo o território continental coberto por tons vermelhos, sinal de temperaturas acima da média sazonal.</p>
<p><strong>Interior do país poderá registar as maiores anomalias</strong><br />
As previsões apontam para os desvios mais significativos nas regiões do interior do continente.</p>
<p>Entre as áreas potencialmente mais afetadas destacam-se grande parte da Região Norte, Viseu Dão-Lafões, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Alto Alentejo e Baixo Alentejo.</p>
<p>Nestas zonas, os modelos sugerem que as temperaturas poderão situar-se até 6 ºC acima dos valores médios normalmente registados nesta época do ano, podendo mesmo existir locais onde esse desvio seja ligeiramente superior.</p>
<p>Caso estas previsões se confirmem, várias regiões do interior poderão experimentar condições mais típicas de pleno verão do que de uma fase ainda inicial de junho.</p>
<p><strong>Litoral deverá escapar aos valores mais extremos</strong><br />
Apesar da subida generalizada das temperaturas, o impacto do calor não deverá ser uniforme em todo o país.</p>
<p>As zonas costeiras do litoral Oeste, assim como várias áreas do litoral Norte e Centro, deverão beneficiar do efeito moderador do Oceano Atlântico. A presença da nortada poderá igualmente contribuir para manter as temperaturas mais amenas nestas regiões.</p>
<p>Também áreas como a costa de Lisboa, Caparica, Arrábida, litoral alentejano e Costa Vicentina poderão apresentar temperaturas menos elevadas quando comparadas com o interior do território.</p>
<p>Ainda assim, mesmo nestas regiões prevê-se a ocorrência de temperaturas ligeiramente acima dos valores normais para a época, embora com anomalias mais modestas, geralmente entre 1 e 3 ºC.</p>
<p><strong>Açores também poderão registar temperaturas acima da média</strong><br />
As previsões indicam igualmente um cenário de temperaturas ligeiramente superiores ao normal em parte do arquipélago dos Açores.</p>
<p>Os grupos Central e Oriental deverão ser os mais influenciados por esta situação, podendo registar valores até cerca de 1 ºC acima da média climatológica.</p>
<p>Já o arquipélago da Madeira constitui a principal exceção ao padrão de aquecimento previsto para Portugal.</p>
<p>Segundo os modelos analisados, a região autónoma poderá mesmo apresentar anomalias térmicas negativas, com temperaturas ligeiramente inferiores ao habitual para esta altura do ano, até cerca de 1 ºC abaixo da média.</p>
<p><strong>Pico do calor poderá ocorrer a 10 e 11 de junho</strong><br />
Os meteorologistas antecipam uma subida gradual das temperaturas ao longo da semana.</p>
<p>Na segunda-feira, dia 8 de junho, e na terça-feira, dia 9, várias regiões do interior deverão já apresentar máximas claramente acima da média para o início do mês.</p>
<p>As previsões apontam para valores entre 30 ºC e 35 ºC em zonas como o vale do Douro, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio.</p>
<p>No entanto, o período potencialmente mais quente deverá ocorrer entre quarta-feira e quinta-feira, dias 10 e 11 de junho.</p>
<p>Nesses dias, o calor deverá intensificar-se e alargar-se a uma área geográfica mais extensa, abrangendo grande parte do interior Norte e Centro, Alentejo e Algarve.</p>
<p>As temperaturas máximas poderão oscilar entre os 32 ºC e os 36 ºC em muitas destas regiões, especialmente no vale do Guadiana e noutras zonas do interior Centro e Sul.</p>
<p>Os locais tradicionalmente mais quentes do interior sul poderão até ultrapassar estes valores, caso as condições atmosféricas evoluam conforme os cenários atualmente previstos.</p>
<p><strong>Final da semana ainda apresenta alguma incerteza</strong><br />
Apesar de existir um elevado grau de confiança relativamente ao aumento das temperaturas durante a primeira metade da próxima semana, as previsões tornam-se mais incertas para os dias seguintes.</p>
<p>Os modelos meteorológicos sugerem que, após o pico de calor previsto para os dias 10 e 11 de junho, poderá ocorrer uma evolução mais variável das temperaturas.</p>
<p>Os primeiros sinais apontam para um período caracterizado por oscilações térmicas, embora ainda seja cedo para determinar com precisão a intensidade ou duração dessas alterações.</p>
<p>Para já, tudo indica que Portugal continental se prepara para enfrentar vários dias consecutivos de calor acima do normal, com especial incidência nas regiões do interior, onde os termómetros poderão atingir valores típicos das fases mais quentes do verão.</p>
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