Greve na CP: Trabalhadores param hoje durante 24 horas, empresa avisa para “perturbações acentuadas” na circulação de comboios

Esta greve surge no âmbito de uma paralisação mais ampla, que começou na passada sexta-feira e se estenderá até 31 de agosto, focando especialmente na recusa do trabalho extraordinário.

Pedro Zagacho Gonçalves

Hoje, quinta-feira, 15 de agosto, será um dia de paralisação total para os trabalhadores da Comboios de Portugal (CP), devido a uma greve de 24 horas convocada pelo Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários (Sinf) e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários (Stmefe). Esta greve surge no âmbito de uma paralisação mais ampla, que começou na passada sexta-feira e se estenderá até 31 de agosto, focando especialmente na recusa do trabalho extraordinário.

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A paralisação de hoje, que se distingue por ser de 24 horas, deverá causar perturbações significativas, particularmente nas oficinas da CP, onde a manutenção dos comboios está a ser afetada. De acordo com António Pereira, do Sinfb, “a paralisação vai pôr em causa os comboios porque a manutenção vai deixar de ser feita”. Pereira explicou ainda que a greve surge como uma reação ao que considera ser uma tentativa da empresa de “dar mais trabalho com o mesmo dinheiro”, uma situação que os trabalhadores não aceitam.

Esta greve foi convocada em resposta ao acordo recentemente assinado por outros sindicatos, que, segundo o sindicalista, “foi praticamente igual ao apresentado dois dias antes”. O sindicalista manifestou descontentamento com o acordo, afirmando que não era suficiente para atender às exigências dos trabalhadores, que buscam a majoração das carreiras e melhores condições de trabalho.

Com a falta de trabalho nas oficinas, é esperado que haja perturbações no serviço ferroviário, especialmente em uma altura em que Portugal está a receber um grande número de turistas. A CP já avisou que é expectável que ocorram “perturbações acentuadas” na circulação de comboios.

Além da greve de 24 horas, a paralisação em curso desde o início de agosto inclui a recusa do trabalho extraordinário, com a exceção de hoje. Esta medida visa pressionar a administração da CP a negociar melhores condições para os trabalhadores.

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No final de julho, os trabalhadores da CP suspenderam uma greve que havia sido convocada após alcançar um acordo de princípio para aumentos salariais e regulamentação das carreiras. Segundo um comunicado da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), “todos os índices salariais serão atualizados em mais 1,5% a partir de 1 de agosto de 2024 e o valor do subsídio de refeição sobe para 9,20 euros”.

A CP também confirmou, em nota, que tinha alcançado acordos com vários sindicatos, incluindo o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) e o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI). Além destes, a empresa chegou a acordos com outros sindicatos, como ASCEF, ASSIFECO, FENTCOP, SINAFE, SINDEFER, SINFA, SINTTI, SIOFA, SNAQ, SNTSF e STF.

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