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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 05 Aug 2026 08:02:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Tribunal de Contas perdoou infrações financeiras atribuídas a Luís Neves na gestão da PJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 08:02:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Contas identificou infrações financeiras em contratos de combustíveis e viagens celebrados quando Luís Neves dirigia a Polícia Judiciária, mas decidiu não aplicar sanções ao atual ministro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Tribunal de Contas identificou infrações financeiras em contratos de combustíveis e viagens celebrados quando Luís Neves dirigia a Polícia Judiciária, mas decidiu não aplicar sanções ao atual ministro da Administração Interna nem à então diretora nacional adjunta, Luísa Proença.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://observador.pt/especiais/auditoria-do-tribunal-de-contas-perdoou-a-luis-neves-infracoes-financeiras-com-viagens-e-combustiveis-na-pj/" target="_blank" rel="noopener">Observador</a>, as conclusões constam da auditoria às contas da PJ de 2023, que recebeu um parecer “favorável com reservas”. O tribunal identificou 11 aspetos problemáticos, incluindo falhas na contratação pública, situações irregulares na utilização de cartões de crédito e deficiências no controlo de bens e despesas.</p>
<p><strong>Contrato de combustível formalizado depois de começar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das infrações estava relacionada com um contrato com a Petrogal para o fornecimento de combustível no primeiro trimestre de 2023. O procedimento, no valor de 433.183,25 euros antes de IVA, foi autorizado em março, apesar de o serviço estar a ser prestado desde janeiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">O contrato não continha uma cláusula de eficácia retroativa, o que, segundo o Tribunal de Contas, poderia configurar uma infração financeira punível com uma multa entre 2550 e 18.360 euros. Luís Neves e Luísa Proença reconheceram que a cláusula deveria ter sido incluída, mas invocaram a urgência e o interesse público.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os juízes concluíram que a falha resultou de negligência e decidiram relevar a responsabilidade financeira dos dois responsáveis.</p>
<p><strong>Despesas com viagens chegaram aos 694 mil euros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A auditoria analisou também os contratos com a agência Clube Viajar. Um primeiro ajuste direto, inicialmente fixado em 199.468,40 euros, foi aumentado para 299.202,60 euros através de uma adenda.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em outubro, a PJ assinou um novo contrato de 300 mil euros com a mesma empresa, posteriormente reforçado em mais 95 mil euros. No total, os contratos e respetivas alterações atingiram 694.202,60 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Observador, o Tribunal de Contas considerou que o recurso sucessivo a ajustes diretos e adendas acabou por prolongar prazos e aumentar os encargos com o mesmo fornecedor.</p>
<p class="isSelectedEnd">A direção da PJ justificou a situação com a natureza imprevisível e confidencial das investigações, que dificultaria o planeamento antecipado das viagens. O tribunal reconheceu essas limitações, mas sublinhou que não dispensavam o cumprimento das regras de contratação pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de manter as críticas e considerar que existiu uma ilegalidade, o organismo não encontrou indícios de uma intenção deliberada de desrespeitar a lei e voltou a classificar a atuação como negligente, afastando a aplicação de uma sanção.</p>
<p><strong>Cartão de crédito e outras falhas sob análise</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O relatório levantou ainda dúvidas sobre a utilização de um cartão de crédito pessoal atribuído a Luís Neves, com um limite de 30 mil euros, que terá sido usado pelos serviços financeiros da PJ sem prova de autorização. Os pagamentos realizados em 2023 ascenderam a 14.309,04 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Tribunal de Contas criticou também a inexistência de um fundo próprio para viagens e alojamento, bem como falhas no registo de bens, na gestão da frota, do armamento e das munições e no controlo das despesas efetuadas com cartões de crédito.</p>
<p class="isSelectedEnd">A auditoria apontou igualmente insuficiências na fundamentação de alguns procedimentos de contratação excluída, utilizados pela PJ com argumentos relacionados com a segurança, a confidencialidade e a defesa dos interesses do Estado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Polícia Judiciária invocou o elevado volume de trabalho, garantiu ter atuado de boa-fé e afirmou que os procedimentos não causaram prejuízo ao erário público.</p>
<p>No final, o Tribunal de Contas apresentou cerca de duas dezenas de recomendações, incluindo a revisão e uniformização das normas internas nas áreas da contabilidade, gestão de pessoal, receitas, inventários e controlo de ativos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797699]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Pais de aluno de Viseu dizem que exame enviado pelo Ministério não corresponde à prova realizada</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pais-de-aluno-de-viseu-dizem-que-exame-enviado-pelo-ministerio-nao-corresponde-a-prova-realizada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:52:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os pais de Martim, aluno de Viseu cuja prova de Português esteve parcialmente desaparecida, colocam agora em causa a autenticidade do exame completo enviado pelo Ministério da Educação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Os pais de Martim, aluno de Viseu cuja prova de Português esteve parcialmente desaparecida, colocam agora em causa a autenticidade do exame completo enviado pelo Ministério da Educação.</p>
<p class="isSelectedEnd">O estudante tinha recebido 4,3 valores, numa escala de 0 a 20, com base em cerca de um terço da prova. Os restantes dois terços terão permanecido em parte incerta até ao último sábado, depois de o Tribunal Administrativo de Viseu ter dado 48 horas ao Ministério da Educação para localizar o exame.</p>
<p class="isSelectedEnd">Caso o prazo não fosse cumprido, o aluno teria direito a uma compensação diária de 100 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/pais-poem-em-causa-a-veracidade-do-exame-de-aluno-de-viseu-entregue-pelo-ministerio-da-educacao" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, a prova completa foi enviada por email no sábado, às 18h50, ainda dentro do prazo fixado pelo tribunal.</p>
<p><strong>Pais dizem que PDF não corresponde à prova realizada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de o exame ter sido entregue, os encarregados de educação afirmam que o documento recebido não corresponde ao teste feito pelo aluno.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sofia Castro, mãe de Martim, garante que a prova enviada é diferente daquela que o filho realizou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Paulo Duarte, pai do estudante e advogado responsável pela providência cautelar, aponta várias irregularidades no PDF, entre as quais folhas sem a rubrica do aluno e problemas nas respostas de escolha múltipla.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Correio da Manhã, os pais comunicaram essas dúvidas à escola e ao Júri Nacional de Exames.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os encarregados de educação enviaram um email no domingo a relatar as anomalias detetadas e a pedir esclarecimentos sobre o documento recebido.</p>
<p><strong>Escola remete explicações para o Júri Nacional de Exames</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Miguel Borges, diretor da Escola Secundária Alves Martins, afirmou que a escola já prestou todos os esclarecimentos que estavam ao seu alcance.</p>
<p class="isSelectedEnd">O responsável acrescentou que as restantes explicações terão agora de ser dadas pelo Júri Nacional de Exames.</p>
<p class="isSelectedEnd">Paulo Duarte considera que o prazo para pedir a reapreciação da prova não deve começar a contar enquanto persistirem dúvidas sobre o exame enviado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O pai defende que esse prazo deve ficar suspenso até ser esclarecido o que aconteceu e até existir certeza sobre a parte da prova que só agora foi entregue.</p>
<p><strong>Família calcula classificação de 14,1 valores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Sofia Castro afirma que, com a ajuda de professores, chegou a uma estimativa de 14,1 valores para a nota final do filho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A mãe sublinha, contudo, que a família não pretende qualquer benefício indevido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os pais dizem aceitar uma classificação inferior, caso seja essa a nota correta, mas exigem que o processo seja esclarecido e tratado com justiça.</p>
<p><strong>Martim já se candidatou ao ensino superior</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Sem conhecer ainda a classificação final do exame, Martim apresentou esta terça-feira a candidatura à primeira fase do ensino superior.</p>
<p class="isSelectedEnd">A candidatura foi possível por decisão judicial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A família decidiu concorrer ao curso de Educação Social da Escola Superior de Educação de Viseu e aguarda agora pelo resultado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O caso continua, assim, por resolver, apesar de o ministro da Educação, Fernando Alexandre, ter afirmado anteriormente que a situação do aluno estava ultrapassada.</p>
<p><strong>EduQA aceita duas respostas numa pergunta de Física e Química</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Noutro caso relacionado com os exames nacionais, o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação considera corretas duas respostas a uma pergunta de escolha múltipla da prova de Física e Química da segunda fase.</p>
<p class="isSelectedEnd">O item pedia aos alunos que identificassem a forma como a pressão e a temperatura influenciam o equilíbrio químico de uma mistura gasosa, visível através da sua cor.</p>
<p>Entretanto, a Federação Nacional dos Professores denunciou também que os docentes classificadores estão a ser pressionados para alterar os períodos de férias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797697]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>O El Niño mais forte de sempre está a formar-se: o que pode acontecer nos próximos dois anos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-el-nino-mais-forte-de-sempre-esta-a-formar-se-o-que-pode-acontecer-nos-proximos-dois-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O fenómeno já começou a influenciar os padrões meteorológicos globais e deverá marcar o clima em várias regiões durante os próximos um a dois anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um episódio de El Niño de intensidade excecional está a ganhar força rapidamente no Pacífico tropical e poderá tornar-se o mais intenso desde, pelo menos, 1950. O fenómeno já começou a influenciar os padrões meteorológicos globais e deverá marcar o clima em várias regiões durante os próximos um a dois anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A maioria dos modelos informáticos aponta para um evento recorde, mas os cientistas alertam que a expressão “o El Niño mais forte de sempre” não significa automaticamente que o mundo inteiro enfrentará tempestades, cheias ou secas sem precedentes ao mesmo tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a CNN, a intensidade do fenómeno é medida sobretudo pela temperatura da água numa região específica do Pacífico tropical. Esse valor ajuda os cientistas a avaliar a força do El Niño, mas não permite, por si só, antecipar exatamente o que acontecerá em cada país.</p>
<p><strong>Um El Niño mais forte aumenta a probabilidade dos efeitos habituais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O El Niño caracteriza-se por temperaturas acima da média nas águas do Pacífico tropical central e oriental.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse aquecimento transfere grandes quantidades de energia para a atmosfera através da formação de nuvens e de episódios de precipitação intensa. As alterações resultantes propagam-se para outras regiões do planeta e modificam os padrões de chuva, temperatura e circulação atmosférica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jeffrey Shaman, investigador da Universidade de Columbia nas áreas do clima e da saúde pública, comparou este processo às ondas sonoras produzidas por um sino: a perturbação começa no Pacífico, mas os seus efeitos espalham-se para zonas muito distantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um evento mais intenso não implica necessariamente consequências mais graves do que um El Niño moderado. Significa, sobretudo, que aumenta a probabilidade de se verificarem os impactos normalmente associados ao fenómeno, conhecidos pelos cientistas como teleconexões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em algumas regiões, essas alterações podem traduzir-se em secas severas ou precipitação muito acima da média.</p>
<p><strong>Previsões sazonais tornam-se mais fiáveis</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">El Niño e La Niña são as principais fontes de previsibilidade climática a médio prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto mais forte for o sinal do El Niño, maior tende a ser a confiança nas projeções para as estações seguintes. É por esse motivo que os meteorologistas estão atualmente mais seguros sobre os possíveis impactos em diferentes partes do mundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a CNN, estas previsões podem dar aos governos um aviso antecipado sobre vagas de calor, secas, inundações, escassez de água e possíveis perturbações no abastecimento alimentar.</p>
<p class="isSelectedEnd">A informação permite que as autoridades, os agricultores e as organizações humanitárias se preparem antes de os efeitos mais graves se fazerem sentir.</p>
<p><strong>Indonésia, Austrália e Índia podem ter menos chuva</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As projeções apontam para um risco acrescido de seca na Indonésia e na Austrália.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Índia, a monção de verão poderá ser mais seca do que o habitual, enquanto diferentes regiões de África poderão enfrentar realidades opostas, com algumas áreas sujeitas a secas e outras a precipitação acima da média.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nos Estados Unidos, o El Niño costuma provocar um inverno mais ameno no Norte e condições mais chuvosas durante o outono e o inverno no Sul.</p>
<p class="isSelectedEnd">O fenómeno tende também a reduzir a atividade dos furacões no Atlântico, embora normalmente favoreça uma época mais ativa de furacões e tufões no Pacífico tropical.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para os 48 estados continentais dos EUA, uma época atlântica menos intensa pode representar um dos efeitos potencialmente favoráveis do El Niño.</p>
<p><strong>Fenómeno deverá dominar outros padrões climáticos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nathaniel Johnson, especialista em previsões sazonais da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, considera que um El Niño particularmente forte terá maior probabilidade de se impor sobre outros padrões climáticos globais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso significa que o fenómeno poderá tornar-se o principal fator a condicionar o tempo durante as próximas estações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um El Niño recorde também poderá produzir efeitos mais intensos do que o habitual em algumas regiões, embora os cientistas sublinhem que isso não está garantido.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grau de concordância entre os modelos é considerado invulgar. Todas as projeções indicam que o El Niño forte ou muito forte continuará durante o inverno e poderá prolongar-se por boa parte de 2027.</p>
<p class="isSelectedEnd">Normalmente, alguns modelos antecipam um enfraquecimento do fenómeno ou uma passagem para La Niña. Desta vez, porém, as previsões mantêm o El Niño ao longo de todo o horizonte analisado.</p>
<p><strong>2026 e 2027 podem bater recordes de temperatura</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos efeitos habituais do El Niño é o aumento da temperatura média global.</p>
<p class="isSelectedEnd">O aquecimento provocado pelo fenómeno soma-se à tendência de longo prazo associada às alterações climáticas causadas pela atividade humana.</p>
<p class="isSelectedEnd">Perante a previsão de um pico recorde, cresce a probabilidade de 2026 e 2027 se tornarem os anos mais quentes desde que existem registos.</p>
<p class="isSelectedEnd">As temperaturas médias da superfície dos oceanos já se encontram em níveis recorde há pelo menos dois meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">As previsões da Organização Meteorológica Mundial indicam que quase todas as regiões do planeta deverão registar temperaturas acima da média entre agosto e outubro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os cientistas associam grande parte desta projeção ao El Niño, embora considerem pouco provável que o fenómeno seja o principal responsável pelas cúpulas de calor que já provocaram vagas de calor mortais e incêndios nos Estados Unidos e na Europa neste verão.</p>
<p><strong>El Niño acrescenta calor a um planeta já aquecido</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante as previsões, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que o El Niño está a ganhar força e a acrescentar combustível a um planeta que já se encontra em chamas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O responsável considerou que o mundo está a entrar num território desconhecido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jeffrey Shaman comparou o fenómeno a um grande queimador de fogão que aquece a atmosfera sobre uma extensa área do Pacífico e contribui para extremos de temperatura noutras regiões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se as atuais projeções se confirmarem, o impacto poderá ser particularmente relevante no próximo verão.</p>
<p><strong>Países têm uma janela para se prepararem</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os especialistas consideram que o aviso antecipado cria uma oportunidade importante para reduzir os danos.</p>
<p class="isSelectedEnd">As cidades podem preparar planos para vagas de calor e chuva intensa. Os agricultores podem escolher variedades de culturas mais adequadas ao risco de seca ou inundação. As organizações humanitárias podem posicionar alimentos e outros recursos junto das regiões mais vulneráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas zonas que costumam tornar-se mais secas durante episódios de El Niño, a preparação para possíveis faltas de água deverá ser uma prioridade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com previsões tão consistentes e um nível elevado de confiança, os cientistas defendem que este é o momento de agir.</p>
<p>O El Niño não produzirá os mesmos efeitos em todos os locais, nem transformará cada tempestade ou seca num acontecimento recorde. Ainda assim, a sua intensidade aumenta a probabilidade de os padrões habitualmente associados ao fenómeno se concretizarem, num planeta que já se encontra mais quente e mais vulnerável a extremos climáticos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797694]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Milhões ficaram sem proteção “por decisão”: relatório confidencial expõe teste do TikTok com conteúdos nocivos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/milhoes-ficaram-sem-protecao-por-decisao-relatorio-confidencial-expoe-teste-do-tiktok-com-conteudos-nocivos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:34:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O TikTok terá mantido milhões de utilizadores, incluindo adolescentes, sem acesso a uma alteração do algoritmo criada para reduzir a exposição repetida a conteúdos potencialmente nocivos, revela um documento interno confidencial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O TikTok terá mantido milhões de utilizadores, incluindo adolescentes, sem acesso a uma alteração do algoritmo criada para reduzir a exposição repetida a conteúdos potencialmente nocivos, revela um documento interno confidencial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A medida de segurança começou a ser aplicada em 2022 a 90% dos utilizadores nos Estados Unidos. Os restantes 10%, cerca de 15 milhões de pessoas, permaneceram num grupo de controlo destinado a medir se a alteração reduzia o tempo passado na aplicação e outros indicadores de envolvimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre esses utilizadores encontrava-se Chase Nasca, um adolescente de 16 anos cujo perfil recebeu milhares de vídeos relacionados com suicídio, automutilação, tristeza, solidão e falta de esperança nas semanas anteriores à sua morte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Bloomberg Businessweek, o próprio relatório interno concluiu que as medidas destinadas a impedir a criação de bolhas de conteúdos repetitivos não foram ativadas naquela conta por esta integrar deliberadamente o grupo de controlo.</p>
<p><strong>Algoritmo colocou adolescente numa “bolha de filtro”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O documento, elaborado em março de 2023 por equipas de segurança e de algoritmos do TikTok, analisou em detalhe o histórico da conta de Chase.</p>
<p class="isSelectedEnd">A investigação interna concluiu que o perfil tinha entrado numa chamada “bolha de filtro”, um circuito em que o sistema de recomendação apresenta sucessivamente conteúdos semelhantes àqueles que prevê que o utilizador queira ver.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas duas semanas anteriores à morte do jovem, o TikTok analisou 7563 vídeos que lhe tinham sido apresentados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cerca de 73% abordavam temas como dificuldades de saúde mental, testemunhos de sobreviventes, solidão, relações amorosas e tristeza, embora não violassem as regras da plataforma.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quase 10% dos conteúdos infringiam as normas do TikTok, que proíbem a promoção ou normalização do suicídio e da automutilação. Incluíam mensagens relacionadas com depressão profunda, baixa autoestima, cansaço, isolamento e pensamentos suicidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O relatório concluiu que a conta tinha recebido repetidamente conteúdos depressivos e relacionados com suicídio e automutilação, sobretudo nos dias que antecederam a morte.</p>
<p><strong>Experiência destinava-se a medir utilizadores ativos e envolvimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A alteração ao algoritmo tinha sido desenvolvida para interromper padrões excessivamente repetitivos de conteúdos que poderiam tornar-se problemáticos quando vistos em sequência.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, o TikTok decidiu não aplicar imediatamente a proteção a todos os utilizadores. Dez por cento das contas americanas foram mantidas com a versão anterior do sistema para que a empresa pudesse comparar resultados.</p>
<p class="isSelectedEnd">O documento afirma que a decisão exigia um equilíbrio entre a segurança dos utilizadores e a capacidade de medir o impacto nos utilizadores ativos diários e noutras métricas centrais para a empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Bloomberg Businessweek refere que o grupo de controlo fazia parte de um teste A/B, uma técnica usada para comparar duas versões de um produto e avaliar os efeitos de uma mudança.</p>
<p class="isSelectedEnd">A conta de Chase foi selecionada aleatoriamente para a experiência em 25 de janeiro de 2022. Cerca de um mês depois, o adolescente morreu.</p>
<p><strong>Relatório recomendou reduzir drasticamente o grupo de teste</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de analisar o caso, as equipas do TikTok propuseram duas alterações para evitar novos incidentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A primeira consistia em reduzir o grupo de controlo para menos de 1% dos utilizadores. A segunda passava por limitar a permanência das mesmas pessoas no teste a sete dias, em vez de períodos que podiam chegar a seis meses ou um ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma atualização incluída no documento alertava, contudo, que mesmo a redução para 1% deixaria pelo menos 1,8 milhões de utilizadores americanos sem a proteção e expostos ao risco de entrarem em bolhas de conteúdos repetitivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O TikTok afirmou que a experiência de 2022 era um teste rotineiro destinado a confirmar se as mudanças de segurança funcionavam como previsto. A empresa acrescentou que entretanto aperfeiçoou a forma como realiza este tipo de testes, sem fornecer mais detalhes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um antigo trabalhador da área de confiança e segurança considerou que a metodologia apresentava falhas. Na sua opinião, o grupo de controlo era demasiado grande e o teste deveria ter excluído menores e conteúdos perigosos relacionados com suicídio.</p>
<p><strong>TikTok diz estar empenhado na proteção dos utilizadores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Questionada sobre o documento, a empresa afirmou estar profundamente comprometida com a segurança e o bem-estar dos utilizadores, especialmente dos adolescentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O TikTok referiu que continua a investir em sistemas de deteção e em equipas dedicadas à remoção antecipada de conteúdos que violam as regras da comunidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">O relatório interno foi elaborado depois de a Bloomberg Businessweek ter contactado a empresa, em março de 2023, durante a preparação de uma investigação sobre o impacto da plataforma nos adolescentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O documento, com 14 páginas, foi partilhado entre dez equipas internas, incluindo áreas jurídicas, de comunicação, políticas, segurança e pesquisa. Está atualmente protegido por uma ordem judicial de confidencialidade.</p>
<p><strong>Empresa negou ligação entre utilização da plataforma e suicídios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Duas semanas depois da elaboração do relatório, o presidente executivo do TikTok, Shou Chew, prestou declarações perante o Congresso dos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a audição, afirmou que a segurança e o bem-estar dos adolescentes constituíam uma prioridade central da empresa e garantiu que o TikTok estava comprometido com a transparência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Após a audição, membros do Congresso enviaram perguntas adicionais à plataforma. Uma delas procurava saber quantos casos eram conhecidos em que utilizadores tinham morrido por suicídio depois de receberem vídeos tristes, depressivos ou promotores desse comportamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na resposta escrita, datada de maio de 2023, o TikTok afirmou não acreditar que a utilização da plataforma tivesse levado utilizadores a cometer suicídio.</p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta foi enviada cerca de dois meses depois de a própria empresa ter concluído a análise interna à conta de Chase, na qual reconhecia a exposição repetida a conteúdos relacionados com suicídio e temas depressivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O TikTok também não mencionou ao Congresso a experiência que manteve parte dos utilizadores sem acesso às medidas destinadas a evitar bolhas de filtro.</p>
<p><strong>Conta continuou a receber conteúdos após a morte</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A mãe de Chase conseguiu posteriormente aceder à conta do filho e verificou que o algoritmo lhe tinha recomendado vídeos relacionados com suicídio.</p>
<p class="isSelectedEnd">O perfil permaneceu ativo depois da morte do adolescente. Um ano mais tarde, a família constatou que continuava a receber o mesmo tipo de conteúdos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a Bloomberg Businessweek contactou a empresa, vários funcionários discutiram internamente a estratégia de comunicação para responder à investigação.</p>
<p class="isSelectedEnd">As mensagens mostram que o TikTok procurou preparar declarações públicas de empatia e acelerar o lançamento de uma funcionalidade que permitia aos utilizadores reiniciar as recomendações da página “Para Ti”, de modo a demonstrar progressos antes da publicação da reportagem.</p>
<p><strong>Milhares de processos contra plataformas sociais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O documento tornou-se conhecido no âmbito de processos judiciais movidos contra empresas de redes sociais nos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nos últimos quatro anos, foram apresentados mais de quatro mil processos por danos pessoais, nos quais as plataformas são acusadas de prejudicar a saúde mental de crianças e adolescentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em março, um júri da Califórnia considerou o YouTube, da Google, e o Instagram, da Meta, negligentes por terem dirigido intencionalmente funcionalidades viciantes a menores. A indemnização fixada foi de seis milhões de dólares.</p>
<p class="isSelectedEnd">O TikTok e a Snap chegaram a acordo antes do início desse julgamento. Google e Meta anunciaram que pretendem recorrer.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a fase de recolha de prova desta litigância, as empresas entregaram mais de seis milhões de documentos internos. Foi nesse conjunto que surgiu a investigação à conta de Chase.</p>
<p class="isSelectedEnd">O TikTok concluiu também acordos em outros processos relacionados com alegações de dependência das redes sociais. A empresa resolveu todos os cinco casos de danos pessoais que deveriam chegar a julgamento durante este ano.</p>
<p><strong>Processo da família foi arquivado, mas há recurso pendente</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os pais de Chase apresentaram uma ação por morte indevida contra o TikTok em Nova Iorque.</p>
<p class="isSelectedEnd">O processo foi arquivado no ano passado depois de a empresa invocar uma norma americana que protege as plataformas de responsabilidade por conteúdos publicados por terceiros. A família recorreu da decisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">O gabinete do procurador-geral do Arkansas tentou posteriormente obter autorização para mostrar ao pai do adolescente vários documentos, incluindo aquele que revela a participação do filho na experiência.</p>
<p class="isSelectedEnd">O TikTok opôs-se, argumentando que o pai nunca tinha visto os documentos, desconhecia o respetivo conteúdo e que o material deveria permanecer confidencial por incluir discussões internas sensíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">O tribunal deu razão à empresa e rejeitou o pedido.</p>
<p class="isSelectedEnd">O uso de testes A/B com adolescentes foi entretanto referido noutra ação judicial apresentada no Delaware, relacionada com a morte de dois jovens alegadamente dependentes do TikTok e de outras plataformas.</p>
<p>A acusação compara este tipo de experiência à redução deliberada dos níveis de segurança de uma cadeira infantil para perceber se os consumidores continuariam a comprá-la, mesmo sabendo que algumas crianças poderiam sofrer danos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797692]]></sapo:autor>
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		<title>“Se entrares, não voltas”: a desinformação que desencadeou a corrida a Ceuta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:16:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A entrada em massa de migrantes em Ceuta começou com pequenos grupos, mas rapidamente ganhou uma dimensão sem precedentes depois de vídeos virais, mensagens enganosas e interpretações erradas de uma decisão judicial terem circulado nas redes sociais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A entrada em massa de migrantes em Ceuta começou com pequenos grupos, mas rapidamente ganhou uma dimensão sem precedentes depois de vídeos virais, mensagens enganosas e interpretações erradas de uma decisão judicial terem circulado nas redes sociais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento, que inicialmente envolvia apenas algumas dezenas de jovens, transformou-se numa travessia em larga escala. Na passada quinta-feira, dezenas de milhares de pessoas tentaram chegar a nado ao enclave espanhol situado no Norte de África.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Reuters, mais de 80 pessoas morreram afogadas ou esmagadas durante uma debandada, de acordo com os números oficiais.</p>
<p><strong>Decisão do Supremo foi interpretada de forma errada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos principais fatores que alimentou as tentativas de entrada foi uma decisão publicada pelo Supremo Tribunal de Espanha cerca de três semanas antes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O tribunal estabeleceu que os migrantes intercetados no mar não poderiam ser imediatamente devolvidos na fronteira de Ceuta e Melilla.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão, contudo, não impedia que essas pessoas fossem posteriormente sujeitas a um processo de retorno sumário, explicaram especialistas jurídicos citados pela agência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas redes sociais começou, porém, a circular uma versão muito mais ampla e incorreta: a ideia de que qualquer pessoa que conseguisse chegar a Ceuta, por terra ou por mar, já não poderia ser enviada de volta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num dos vídeos partilhados, um jovem marroquino gravado numa rua na Alemanha afirmava que quem entrasse em Ceuta não seria devolvido. A publicação original acabou por ser apagada, mas continuou a circular através de outras contas.</p>
<p><strong>Mensagens falsas anunciaram prazo de regularização</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A desinformação não se limitou à decisão do Supremo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde 7 de julho, várias publicações nas plataformas da Meta alegaram falsamente que o programa espanhol de regularização de imigrantes em situação irregular terminaria a 30 de julho. Uma dessas mensagens reuniu mais de 28 mil gostos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Informações semelhantes voltaram a circular durante as primeiras horas desse dia, aumentando a perceção de que existia uma janela curta para entrar em território espanhol.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na realidade, o programa abrangia pessoas que já se encontravam em Espanha havia pelo menos cinco meses antes do final de 2025. As candidaturas podiam ser apresentadas entre abril e 30 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo espanhol recebeu mais do dobro dos 500 mil pedidos inicialmente esperados, mas nunca prolongou o prazo.</p>
<p><strong>Imagens de chegadas felizes incentivaram novas travessias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Até 23 de julho, cerca de cem pessoas tinham conseguido chegar a Ceuta, segundo o jornal local El Faro de Ceuta.</p>
<p class="isSelectedEnd">O meio de comunicação relacionou essas chegadas com a decisão do Supremo, uma interpretação posteriormente repetida por responsáveis espanhóis e marroquinos, que acusaram redes de tráfico de pessoas de explorar a informação falsa difundida online.</p>
<p class="isSelectedEnd">As imagens divulgadas pelo jornal tiveram, contudo, um efeito inesperado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Vídeos de jovens a sorrir, a fazer sinais de vitória e a celebrar a chegada a Ceuta foram vistos por outros potenciais migrantes como uma demonstração de que a travessia era possível e de que seriam bem recebidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Reuters, migrantes entrevistados pela agência admitiram que essas imagens contribuíram para a decisão de centenas de pessoas tentarem atravessar a nado.</p>
<p><strong>Vídeo de duas mulheres ganhou grande circulação em Marrocos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento voltou a ganhar força a 28 de julho, depois de El Faro publicar uma nova reportagem com a mensagem “Ceuta não aguenta mais”.</p>
<p class="isSelectedEnd">As imagens mostravam duas jovens encharcadas, mas sorridentes, a caminhar pelas ruas da cidade depois de terem conseguido completar a travessia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O vídeo foi amplamente visto em Marrocos e teve um impacto significativo entre pessoas que ponderavam fazer o mesmo percurso, segundo três migrantes ouvidos pela Reuters.</p>
<p class="isSelectedEnd">No dia seguinte, as redes sociais foram inundadas por novos conteúdos.</p>
<p><strong>Influenciadores filmaram-se a nadar para Ceuta</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Vários influenciadores com dezenas de milhares de seguidores começaram a publicar vídeos das próprias travessias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alguns usavam fatos de neoprene, boias e outros equipamentos para nadar até Ceuta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mounim Belhaj, tratador de cães e influenciador com 31 mil seguidores no Instagram, afirmou que decidiu avançar depois de ver reportagens sobre migrantes acolhidos no centro de receção da cidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo explicou, os meios de comunicação espanhóis mostravam um tratamento positivo dado a quem chegava, o que terá incentivado outras pessoas a partir.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nem todos os vídeos correspondiam, contudo, à realidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das gravações, vista milhões de vezes, mostrava um jovem com um bastão para selfies a nadar em direção a terra. Algumas publicações afirmavam que se dirigia a Ceuta, mas as imagens tinham sido gravadas anteriormente numa cidade da costa atlântica de Marrocos.</p>
<p><strong>Mais de 70 mil pessoas entraram num só dia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na manhã seguinte, o número de pessoas a tentar atravessar aumentou de forma abrupta.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades espanholas indicaram que mais de 70 mil pessoas entraram irregularmente em Ceuta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os grupos de mensagens terão igualmente desempenhado um papel importante na mobilização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um relatório do analista de segurança espanhol Chema Gil identificou dois grupos públicos de WhatsApp, administrados através de números de telefone argelinos, que reuniam cerca de 3700 membros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesses espaços eram partilhadas informações sobre percursos e conselhos para chegar a Ceuta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas mensagens pressionavam os participantes a avançar rapidamente, alertando que quem não se deslocasse naquele dia acabaria por se arrepender.</p>
<p class="isSelectedEnd">O analista não conseguiu identificar os administradores e a Reuters não confirmou de forma independente a autenticidade dos grupos, que foram entretanto eliminados.</p>
<p><strong>Fome e hostilidade levaram milhares a regressar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na noite seguinte à entrada em massa, a maioria das pessoas começou a regressar a Marrocos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A falta de alimentos e o ambiente hostil em Ceuta contribuíram para essa decisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mounim Belhaj reconheceu posteriormente que a deslocação tinha sido um erro e afirmou que encontrou apenas fome.</p>
<p class="isSelectedEnd">Milhares de pessoas permanecem, no entanto, retidas na cidade, sobretudo migrantes provenientes da África subsaariana e menores não acompanhados, que não podem ser deportados de imediato.</p>
<p>A crise mostrou como uma combinação de informação falsa, vídeos descontextualizados, mensagens virais e interpretações erradas de decisões judiciais pode transformar pequenos movimentos migratórios numa mobilização de grande escala.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797689]]></sapo:autor>
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		<title>Vai viajar com o seu cão ou gato? Há regras que muitos condutores desconhecem (e a multa pode chegar aos 600 euros)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[animais de estimação]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Há normas que obrigam os condutores a garantir que o animal viaja em segurança — e o incumprimento pode resultar em coimas entre os 60 e os 600 euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Levar o cão ou o gato de férias já faz parte dos planos de muitas famílias portuguesas, mas nem todos sabem que existem regras específicas para o transporte de animais no automóvel. Embora o Código da Estrada não tenha um artigo exclusivamente dedicado a este tema, há normas que obrigam os condutores a garantir que o animal viaja em segurança — e o incumprimento pode resultar em coimas entre os 60 e os 600 euros.</p>
<p><strong>O que diz a lei?</strong></p>
<p>Em Portugal, salientou a <a href="https://caetano.pt/blog/viajar-com-animais-estimacao/" target="_blank" rel="noopener">&#8216;Caetano&#8217;</a>, os animais de companhia nunca podem viajar soltos dentro do habitáculo se isso comprometer a segurança da condução ou a visibilidade do condutor. A legislação enquadra-os nas regras gerais relativas à condução segura e à disposição da carga, obrigando a que sejam transportados de forma a não constituírem perigo para os ocupantes.</p>
<p>Além disso, a Convenção Europeia para a Proteção dos Animais de Companhia determina que o transporte deve assegurar condições adequadas de espaço, ventilação, temperatura e segurança.</p>
<p><strong>O que é permitido?</strong></p>
<p>Existem várias formas de transportar um animal em segurança, dependendo do seu porte e do tipo de veículo.</p>
<p>Para cães de pequeno e médio porte, a solução mais recomendada é uma transportadora rígida, devidamente fixa no banco traseiro ou na bagageira. Já os cães de maior dimensão podem viajar com um arnês de segurança homologado preso ao cinto ou numa bagageira separada do habitáculo por uma grelha divisória.</p>
<p>No caso dos gatos, a recomendação é clara: devem viajar sempre numa transportadora fechada, com boa ventilação e adequada ao tamanho do animal. Para reduzir o stress, pode ajudar cobrir parcialmente a transportadora com um pano e habituar o animal à caixa alguns dias antes da viagem.</p>
<p><strong>O que nunca deve fazer?</strong></p>
<p>O erro mais comum é deixar o animal circular livremente pelo carro.</p>
<p>Um cão ou gato que passe entre bancos, salte para o colo do condutor ou interfira com a condução pode originar uma contraordenação, com coimas entre 60 e 600 euros, dependendo da gravidade da situação. Em caso de acidente, esta circunstância poderá ainda influenciar a análise de responsabilidades pela seguradora.</p>
<p>Também não é recomendável transportar o animal no banco da frente. Se isso acontecer, deverá viajar obrigatoriamente numa transportadora rígida e com o airbag do passageiro desativado, para evitar ferimentos graves numa colisão.</p>
<p><strong>O maior perigo no verão</strong></p>
<p>Um dos alertas mais importantes diz respeito aos veículos estacionados.</p>
<p>Mesmo com temperaturas exteriores aparentemente moderadas, o interior de um automóvel pode transformar-se rapidamente numa armadilha. Segundo estudos citados pela Caetano, com 27 ºC no exterior, a temperatura dentro do carro pode atingir cerca de 49 ºC em apenas 30 minutos e aproximar-se dos 60 ºC ao fim de duas horas, valores suficientes para provocar um golpe de calor potencialmente fatal num animal.</p>
<p>Os sinais de alerta incluem respiração muito ofegante, salivação intensa, fraqueza, perda de coordenação ou colapso. Perante qualquer destes sintomas, o animal deve ser imediatamente retirado para um local fresco e observado por um médico veterinário.</p>
<p><strong>Como preparar uma viagem longa?</strong></p>
<p>Antes de partir, recomenda-se evitar alimentar o animal nas duas a três horas anteriores à viagem, reduzindo assim o risco de enjoo. Durante o percurso, é aconselhável fazer uma pausa a cada duas ou três horas para que possa beber água, passear um pouco e aliviar necessidades, aumentando essa frequência em dias de muito calor.</p>
<p>Também é importante garantir uma boa ventilação no habitáculo e habituar gradualmente o animal às viagens de carro, começando por percursos curtos antes de enfrentar deslocações mais longas.</p>
<p><strong>Em resumo</strong></p>
<p>Viajar com um animal de estimação exige mais do que conforto: exige cumprir regras de segurança. O cão ou gato deve viajar sempre devidamente preso — seja numa transportadora, com arnês homologado ou separado do habitáculo por uma grelha —, nunca solto no interior do veículo. No verão, a atenção deve ser redobrada, sobretudo quando o carro fica estacionado ao sol, já que poucos minutos podem ser suficientes para colocar a vida do animal em risco.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797611]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Professores recebem mais dois dias para concluir reapreciações dos exames nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:04:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Alguns professores responsáveis pela reapreciação dos exames nacionais da primeira fase estão a receber um novo prazo para terminar o trabalho, com a data limite a ser prolongada até 6 de agosto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Alguns professores responsáveis pela reapreciação dos exames nacionais da primeira fase estão a receber um novo prazo para terminar o trabalho, com a data limite a ser prolongada até 6 de agosto.</p>
<p class="isSelectedEnd">As convocatórias iniciais apontavam para esta terça-feira como o último dia tanto para concluir as reapreciações da primeira fase como para terminar a classificação dos exames da segunda fase.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, várias escolas estão agora a informar os professores relatores de que dispõem de mais dois dias para finalizar os processos de reapreciação.</p>
<p><strong>Pautas podem não estar todas afixadas a 7 de agosto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Mota, do movimento Missão Escola Pública, admite que o prolongamento possa impedir a afixação de todas as pautas na data prevista.</p>
<p class="isSelectedEnd">A responsável afirma que, se os professores tiverem até 6 de agosto para concluir as reapreciações, dificilmente todos os resultados estarão disponíveis no dia seguinte.</p>
<p class="isSelectedEnd">O novo prazo diz respeito, até ao momento, apenas aos pedidos de reapreciação dos exames da primeira fase.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso das provas da segunda fase, a dirigente diz não ter conhecimento de qualquer prolongamento. Os classificadores mantêm, assim, o final desta terça-feira como limite para terminar o trabalho.</p>
<p><strong>Plataforma terá dificultado classificação dos exames</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Renascença, novos itens foram disponibilizados aos professores classificadores nos últimos dias, apesar de o prazo estar próximo do fim.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Mota acrescenta que a plataforma informática esteve várias vezes indisponível, impedindo os docentes de continuar o processo de classificação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A dirigente considera, por isso, provável que alguns professores ainda estejam a concluir a avaliação dos exames da segunda fase nos próximos dias, mesmo sem existir uma indicação oficial de extensão do prazo.</p>
<p><strong>Ministro diz que 97% das respostas já estavam avaliadas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na segunda-feira à tarde, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou que 97% dos itens dos cerca de 90 mil exames da segunda fase já tinham sido classificados.</p>
<p class="isSelectedEnd">O governante adiantou também que mais de metade dos cerca de 20 mil pedidos de reapreciação da primeira fase estava concluída.</p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento Missão Escola Pública, contudo, manifesta dúvidas sobre estes números.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Mota recorda que dados anteriormente divulgados pelo Ministério da Educação acabaram por ser revistos e não corresponderam à situação posteriormente conhecida.</p>
<p><strong>Missão Escola Pública contesta dados oficiais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A dirigente refere como exemplo as declarações de Fernando Alexandre de 17 de julho, quando o ministro indicou que todas as classificações estavam terminadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nos dias seguintes, segundo Cristina Mota, percebeu-se que o processo ainda não estava totalmente concluído.</p>
<p class="isSelectedEnd">A responsável considera que os números agora apresentados também não oferecem garantias suficientes, sobretudo porque foram divulgados na véspera da data inicialmente prevista para o fim dos trabalhos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para a Missão Escola Pública, ter 97% dos itens da segunda fase classificados e pouco mais de metade das reapreciações concluídas tão perto do prazo revela que o processo continua sob pressão.</p>
<p>A extensão concedida a alguns professores confirma que pelo menos parte das reapreciações não ficará terminada dentro do calendário inicialmente comunicado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797686]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Afinal, pode devolver uma compra e exigir o dinheiro? A DECO PROteste explica o maior mito sobre os direitos dos consumidores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Deco Proteste]]></category>
		<category><![CDATA[direitos dos consumidores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Soraia Franco Leite]]></category>
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					<description><![CDATA[Soraia Franco Leite, diretora de Relações Institucionais da DECO PROteste, desmonta alguns dos maiores mitos sobre devoluções]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os dias, milhares de portugueses entram numa loja convencidos de que, se mudarem de ideias, podem devolver o produto no prazo de 14 dias e recuperar o dinheiro. Mas essa é uma das maiores ideias erradas sobre os direitos dos consumidores.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há também quem aceite um vale de compras sem saber que, em determinadas situações, a lei obriga mesmo a loja a devolver o dinheiro.</p>
<p>Para esclarecer onde termina a política comercial das empresas e onde começam os direitos garantidos por lei, a &#8216;Executive Digest&#8217; falou com Soraia Franco Leite, diretora de Relações Institucionais da DECO PROteste, que desmonta alguns dos maiores mitos sobre devoluções, explica quando um vale é legal, quando pode ser recusado pelo consumidor e deixa conselhos práticos para evitar problemas antes mesmo de fazer uma compra.</p>
<p><strong>&#8220;O maior mito é acreditar que existe um direito de devolver qualquer compra&#8221;</strong></p>
<p>Há cada vez mais consumidores a queixarem-se de lojas que recusam devolver o dinheiro e oferecem apenas vales. Estamos perante um abuso?</p>
<p>Soraia Franco Leite começa por desfazer uma ideia que considera estar profundamente enraizada entre os consumidores.</p>
<p>&#8220;A maior parte das dúvidas nasce porque muitas pessoas acreditam que existe um direito geral à devolução. Esse direito não existe nas compras realizadas em lojas físicas quando o produto não apresenta qualquer defeito&#8221;, explica.</p>
<p>Nesses casos, acrescenta, a decisão de aceitar ou não a devolução pertence ao comerciante. Se optar por aceitá-la, pode definir as respetivas condições — incluindo a emissão de um vale de compras em vez do reembolso — desde que essa política tenha sido comunicada previamente ao consumidor.</p>
<p><strong>Loja física e loja online: duas realidades completamente diferentes</strong></p>
<p>É precisamente aqui que surge um dos maiores equívocos.</p>
<p>Enquanto muitos consumidores acreditam que os famosos 14 dias se aplicam a qualquer compra, a responsável da DECO PROteste recorda que esse direito existe, em regra, apenas nas compras realizadas à distância, como online ou por telefone.</p>
<p>Nesses casos, o comerciante é obrigado a devolver o montante pago, não podendo substituir unilateralmente esse reembolso por um vale ou cartão de compras.</p>
<p><strong>Quando a loja é obrigada a devolver o dinheiro</strong></p>
<p>A situação muda completamente quando existe um defeito.</p>
<p>Segundo Soraia Franco Leite, sempre que um produto apresenta uma falta de conformidade, entram em vigor os direitos previstos na garantia legal.</p>
<p>Se o problema não puder ser resolvido através da reparação ou substituição, ou se essas soluções não forem adequadas, o consumidor pode resolver o contrato e exigir a devolução do valor pago.</p>
<p>Nesses casos, sublinha, a loja não pode substituir esse direito por um vale de compras.</p>
<p><strong>O caso do telemóvel recondicionado</strong></p>
<p>Um dos exemplos analisados pela &#8216;Executive Digest&#8217; foi o de um consumidor que comprou um telemóvel recondicionado e, no dia seguinte, descobriu que o ecrã estava a descolar.</p>
<p>Para a DECO PROteste, a resposta é clara.</p>
<p>Um telemóvel recondicionado beneficia da mesma garantia legal de três anos que um equipamento novo e, tratando-se de uma falta de conformidade detetada praticamente de imediato, presume-se que o defeito já existia no momento da entrega.</p>
<p>Durante os primeiros 30 dias, o consumidor pode mesmo optar diretamente pela resolução do contrato, recebendo o dinheiro de volta.</p>
<p>&#8220;Nestas situações, a loja não pode impor unilateralmente um vale de compras&#8221;, esclarece Soraia Franco Leite.</p>
<p><strong>E quando foi o vendedor que fez a promessa?</strong></p>
<p>Outro caso analisado foi o de um consumidor que comprou um ar condicionado depois de o vendedor lhe garantir que poderia devolvê-lo caso fizesse demasiado barulho.</p>
<p>Dias depois, quando tentou exercer essa possibilidade, a loja informou que apenas emitia um cartão de compras.</p>
<p>Segundo a responsável da DECO PROteste, uma promessa feita pelo vendedor pode integrar as condições do negócio e vincular a empresa.</p>
<p>O maior problema passa, porém, por conseguir demonstrar que essa promessa existiu.</p>
<p>Por isso, recomenda que qualquer condição especial seja pedida por escrito, através de um documento, e-mail, mensagem ou qualquer outro meio que permita provar posteriormente o compromisso assumido.</p>
<p><strong>O maior erro acontece&#8230; antes da compra</strong></p>
<p>Para a DECO PROteste, muitos conflitos poderiam ser evitados antes mesmo de o consumidor chegar à caixa.</p>
<p>O conselho é simples: perguntar antecipadamente quais são as condições de devolução, confirmar se a loja aceita devoluções, durante quanto tempo e se faz reembolso em dinheiro ou apenas através de um vale.</p>
<p>&#8220;Uma compra informada é muitas vezes a melhor forma de evitar problemas posteriores&#8221;, resume Soraia Franco Leite.</p>
<p><strong>Os três conselhos da DECO</strong></p>
<p>No final da entrevista, a responsável deixa três recomendações essenciais:</p>
<p>&#8211; Informar-se sobre a política de devoluções antes de comprar, sobretudo nas lojas físicas.<br />
&#8211; Guardar toda a documentação da compra, incluindo faturas, talões, e-mails, mensagens e fotografias.<br />
&#8211; Saber distinguir uma simples mudança de opinião de um verdadeiro defeito do produto, porque os direitos do consumidor são completamente diferentes em cada situação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797608]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Pelo menos 15 mortos em bombardeamentos russos de Kiev</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:50:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos 15 pessoas morreram e 27 ficaram feridas na sequência de ataques noturnos intensos lançados pela Rússia contra a região de Kiev, com a Ucrânia a não conseguir intercetar nenhum míssil, segundo as autoridades ucranianas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Pelo menos 15 pessoas morreram e 27 ficaram feridas na sequência de ataques noturnos intensos lançados pela Rússia contra a região de Kiev, com a Ucrânia a não conseguir intercetar nenhum míssil, segundo as autoridades ucranianas.</P><br />
<P>De acordo com o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia, equipas de resgate continuavam a operar em várias localidades dos distritos de Brovary, Bucha e Fastiv, após o ataque com drones e mísseis.</P><br />
<P>Em Brovary, o ataque provocou incêndios de grande dimensão em armazéns da cidade e nas aldeias de Velyka Dymerka, Kvitneve e Peremoga. </P><br />
<P>No distrito de Bucha, bombeiros combatiam incêndios em instalações logísticas em Chayky e Sofiivska Borshchahivka. Todos os feridos foram encaminhados para unidades hospitalares.</P><br />
<P>No seu relatório diário publicado esta quarta-feira, a Força Aérea ucraniana detalhou que a Rússia lançou um total de 115 drones e 28 mísseis de alta velocidade, incluindo 24 mísseis balísticos e quatro mísseis antinavio. </P><br />
<P>Embora as forças ucranianas tenham conseguido abater 98 dos drones, nenhum míssil foi intercetado, com a força aérea do país a admitir ter sido incapaz de intercetar qualquer um dos mísseis russos disparados durante a ofensiva, evidenciando uma escassez grave de munições de defesa antiaérea.</P><br />
<P>Estes projeteis balísticos viajam a velocidades extremamente elevadas e só podem ser travados por sistemas de defesa como os Patriot americanos, equipamento que Kiev possui em número reduzido.</P><br />
<P>O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou recentemente para a escassez crítica de mísseis PAC-3, numa altura em que a Rússia intensificou de forma substancial a utilização de armamento balístico, passando de cerca de 200 a 300 mísseis durante todo o ano de 2024 para cerca de 126 lançamentos só no mês de julho de 2026. </P><br />
<P>Segundo dados oficiais, a Ucrânia consegue atualmente intercetar menos de um terço destes ataques.</P><br />
<P>Para tentar colmatar a falha de defesas, Zelensky deslocou-se à Casa Branca no final de julho para solicitar mais munições Patriot. </P><br />
<P>O presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu inicialmente que poderia autorizar a Ucrânia a produzir estes intercetores em solo ucraniano, mas recuou na semana passada, afirmando que Washington precisa de ter &#8220;muita cautela&#8221; antes de tomar uma decisão final.</P><br />
<P>A escalada russa surge na sequência de novas operações anunciadas por Zelensky contra o território russo, após uma campanha de 40 dias iniciada a 25 de junho que visou centros logísticos e refinarias na Rússia. </P><br />
<P>Esses ataques ucranianos reduziram a capacidade de refinação russa para níveis de 2002 durante o mês de julho.</P><br />
<P>A Ucrânia atacou hoje outro centro logístico da Wildberries, o &#8220;Amazon russo&#8221;, na região de Tula, a 200 quilómetros ao sul de Moscovo, provocando um incêndio de grande dimensão, segundo as autoridades locais.</P><br />
<P>Segundo o Ministério da Defesa russo, durante a noite as defesas antiaéreas intercetaram e aniquilaram 475 drones ucranianos sobre 16 regiões russas, a Crimeia anexada e os mares Negro e de Azov.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797685]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Tóquio fecha com Nikkei a ganhar 3,66%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:48:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a ganhar 3,66% para 66.300,44 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a ganhar 3,66% para 66.300,44 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, encerrou a sessão a subir 2,13% para 4.046,17 pontos.</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Acordo para reabrir Ormuz pode chegar esta quarta-feira. O que muda para o petróleo e para a economia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:45:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Scott Bessent]]></category>
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					<description><![CDATA[Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, admitiu que existe uma "possibilidade" de ser alcançado um acordo "hoje ou amanhã" para normalizar a circulação marítima naquela passagem estratégica]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, poderá reabrir já esta quarta-feira, caso as negociações em curso permitam alcançar um entendimento entre o Irão e os mediadores internacionais.</p>
<p>O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, admitiu que existe uma &#8220;possibilidade&#8221; de ser alcançado um acordo &#8220;hoje ou amanhã&#8221; para normalizar a circulação marítima naquela passagem estratégica.</p>
<p>&#8220;Estamos em negociações com os iranianos e penso que há uma possibilidade de chegarmos hoje ou amanhã a um acordo com vista à reabertura do estreito e à normalização da situação&#8221;, afirmou, em declarações à &#8216;CNBC&#8217;.</p>
<p>A expectativa surge numa altura em que centenas de navios continuam condicionados pela crise e depois de novos incidentes registados durante a noite, incluindo um ataque a mais um navio na região.</p>
<p><strong>O que está em causa?</strong></p>
<p>O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo responsável pela passagem de uma parte significativa do petróleo e do gás natural comercializados no mundo.</p>
<p>Desde o agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irão, a navegação tem sido fortemente afetada, provocando atrasos no transporte de energia e uma subida dos preços internacionais do petróleo.</p>
<p>Scott Bessent afirmou esperar que um eventual acordo permita restaurar a &#8220;liberdade de circulação&#8221; e contribua para uma rápida normalização do mercado energético.</p>
<p>&#8220;Espero que os preços da energia voltem ao normal, o que será benéfico para o mundo inteiro&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Washington e Teerão continuam a trocar versões</strong></p>
<p>Apesar do otimismo demonstrado pela administração de Donald Trump, o Irão continua a negar que existam negociações diretas com Washington.</p>
<p>Na passada segunda-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, garantiu que Teerão apenas mantém contactos com Omã.</p>
<p>&#8220;Não estamos a negociar com os Estados Unidos neste momento. Estamos a negociar com Omã para garantir a passagem pelo estreito de Ormuz&#8221;, afirmou.</p>
<p>Já Trump insistiu que as conversações decorrem &#8220;neste preciso momento&#8221; e classificou esta como &#8220;a última oportunidade&#8221; para o Irão aceitar um entendimento.</p>
<p><strong>Petróleo continua sob pressão</strong></p>
<p>A possibilidade de reabertura de Ormuz poderá aliviar a pressão sobre os mercados energéticos, depois de vários meses de forte volatilidade.</p>
<p>Ainda assim, os preços continuam elevados. Durante a madrugada desta quarta-feira, o barril de Brent, referência para a Europa, negociava acima dos 84 dólares, enquanto o WTI ultrapassava os 80 dólares.</p>
<p>Na passada segunda-feira, Donald Trump voltou também a criticar as grandes petrolíferas dos Estados Unidos, acusando-as de estarem a lucrar excessivamente com a crise.</p>
<p>O presidente dos Estados Unidos apontou diretamente à ExxonMobil e à Chevron, defendendo que as empresas deveriam refletir nos preços dos combustíveis os lucros extraordinários obtidos durante o conflito.</p>
<p>Caso o acordo avance nas próximas horas, os mercados estarão atentos ao regresso da normalidade numa das rotas comerciais mais estratégicas do planeta, cuja reabertura poderá contribuir para aliviar os custos da energia e reduzir parte da tensão que continua a marcar o Médio Oriente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797532]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Jerusalém é um barril de pólvora&#8221;: porque está o mundo árabe reunido de emergência esta quarta-feira?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jerusalém]]></category>
		<category><![CDATA[Jordânia]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Árabe]]></category>
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					<description><![CDATA[Amã acusa Israel de permitir um número crescente de incursões de judeus ultrarreligiosos na Esplanada das Mesquitas e alerta que qualquer alteração ao atual regime poderá desencadear um conflito religioso com consequências em todo o Médio Oriente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Liga Árabe e de vários países islâmicos reúnem-se esta quarta-feira, em Amã, na Jordânia, para discutir aquilo que o Governo jordaniano considera ser uma ameaça &#8220;iminente&#8221; ao equilíbrio religioso em Jerusalém.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Guardian&#8217;, Amã acusa Israel de permitir um número crescente de incursões de judeus ultrarreligiosos na Esplanada das Mesquitas e alerta que qualquer alteração ao atual regime poderá desencadear um conflito religioso com consequências em todo o Médio Oriente.</p>
<p>Mas, afinal, o que está em causa?</p>
<p><strong>O que é a Esplanada das Mesquitas?</strong></p>
<p>A Esplanada das Mesquitas é um dos locais religiosos mais sensíveis do mundo.</p>
<p>Para os muçulmanos, alberga a Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha, sendo o terceiro lugar mais sagrado do Islão, depois de Meca e Medina.</p>
<p>Para os judeus, o mesmo espaço corresponde ao Monte do Templo, onde existiram o Primeiro e o Segundo Templos de Jerusalém, tornando-o um dos locais mais sagrados do judaísmo.</p>
<p>É precisamente esta sobreposição de significados religiosos que faz daquele recinto um dos pontos de maior tensão do conflito israelo-palestiniano.</p>
<p><strong>O que está a acontecer?</strong></p>
<p>Segundo o &#8216;The Guardian&#8217;, a Jordânia acusa o Governo israelita de permitir violações cada vez mais frequentes do chamado &#8220;status quo&#8221;, o acordo que regula o funcionamento do recinto.</p>
<p>No passado dia 23 de julho, mais de 2.000 israelitas ligados à direita religiosa, muitos deles colonos, entraram na Esplanada das Mesquitas, acompanhados pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.</p>
<p>De acordo com Amã, vários participantes rezaram e realizaram rituais religiosos no recinto, algo que considera ser a mais grave violação das regras em décadas.</p>
<p><strong>O que é o &#8220;status quo&#8221;?</strong></p>
<p>O atual regime remonta a acordos históricos e foi reafirmado após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, bem como no tratado de paz assinado entre Israel e a Jordânia em 1994.</p>
<p>Na prática, Israel controla a segurança do recinto, mas a administração dos locais sagrados islâmicos cabe à fundação religiosa jordaniana Waqf.</p>
<p>Ao abrigo desse acordo, os não muçulmanos podem visitar o recinto em horários específicos, mas apenas os muçulmanos podem ali rezar.</p>
<p>É precisamente este princípio que a Jordânia considera estar sob ameaça.</p>
<p><strong>Porque está a Jordânia tão preocupada?</strong></p>
<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros jordaniano, Ayman Safadi, afirma que qualquer alteração ao atual equilíbrio poderá desencadear um conflito religioso muito para além de Israel e dos territórios palestinianos.</p>
<p>&#8220;Jerusalém é um barril de pólvora&#8221;, afirmou ao &#8216;The Guardian&#8217;, alertando que uma mudança no estatuto da Esplanada das Mesquitas poderá ter repercussões em todo o mundo islâmico.</p>
<p>Segundo Safadi, a reunião desta quarta-feira pretende precisamente coordenar uma resposta diplomática dos países árabes e islâmicos antes que a situação se agrave.</p>
<p><strong>Porque é que a tensão está a aumentar agora?</strong></p>
<p>A Jordânia receia novas iniciativas por parte dos setores mais radicais da política israelita durante as festividades religiosas judaicas de setembro.</p>
<p>O receio aumenta porque Israel entra também em campanha para eleições legislativas, nas quais o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e os seus aliados da direita e da extrema-direita procuram manter-se no poder.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Guardian&#8217;, Amã teme que alguns desses partidos tentem alterar definitivamente o regime de acesso e de oração na Esplanada das Mesquitas.</p>
<p><strong>O receio vai muito além de Jerusalém</strong></p>
<p>A preocupação jordaniana não se limita aos locais sagrados.</p>
<p>O Governo teme igualmente que uma escalada militar ou política na Cisjordânia possa levar a deslocações em massa de palestinianos para território jordaniano.</p>
<p>Mais de metade dos 11,5 milhões de habitantes da Jordânia são descendentes de refugiados palestinianos, o que faz com que qualquer novo fluxo migratório seja encarado como uma ameaça à estabilidade política, económica e demográfica do país.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as relações entre Amã e Telavive deterioraram-se nos últimos meses devido à guerra em Gaza, às divergências sobre a Cisjordânia e à redução do fornecimento de água previsto nos acordos bilaterais.</p>
<p>É neste contexto que a Jordânia tenta mobilizar o mundo árabe e islâmico para impedir alterações ao atual estatuto de um dos locais mais sensíveis do planeta, receando que uma crise em Jerusalém possa rapidamente transformar-se num conflito de dimensão regional.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797493]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>General Motors renova por 20 anos parceria com a chinesa SAIC apesar de queda nas vendas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:30:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A norte-americana General Motors (GM) e a fabricante estatal chinesa SAIC renovaram hoje por mais 20 anos a empresa conjunta que mantêm na China, reforçando a aposta no maior mercado automóvel do mundo apesar da crescente concorrência local.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A norte-americana General Motors (GM) e a fabricante estatal chinesa SAIC renovaram hoje por mais 20 anos a empresa conjunta que mantêm na China, reforçando a aposta no maior mercado automóvel do mundo apesar da crescente concorrência local.</P><br />
<P>Numa cerimónia realizada em Xangai, &#8220;capital&#8221; económica da China, as duas empresas apresentaram a renovação do acordo como um sinal de confiança nas perspetivas de longo prazo do mercado chinês e na capacidade da empresa conjunta para se adaptar à rápida transformação do setor automóvel, marcada pela ascensão dos veículos elétricos, noticiou a imprensa local.</P><br />
<P>A SAIC-GM foi criada em 1997 como uma &#8216;joint venture&#8217; detida em partes iguais pelas duas empresas para fabricar e comercializar na China automóveis das marcas Buick, Cadillac e Chevrolet.</P><br />
<P>Ao abrigo do novo acordo, os modelos Chevrolet produzidos na China serão também exportados para mercados como o Médio Oriente, África, América do Sul, México e região Ásia-Pacífico, afirmou o presidente da divisão chinesa da GM, John Roth, citado pela cadeia norte-americana CNBC.</P><br />
<P>O plano prevê ainda o lançamento de cerca de 30 novos modelos elétricos para renovar a oferta das marcas Buick e Cadillac, bem como o desenvolvimento de tecnologias inteligentes, segundo o portal chinês Sohu.</P><br />
<P>Entre 2010 e 2023, a China foi o maior mercado da GM, mas a rápida ascensão dos fabricantes chineses de veículos elétricos e a transformação do setor levaram a empresa a passar de lucros anuais de cerca de 2.000 milhões de dólares (1.734 milhões de euros) entre 2014 e 2018 para dois anos consecutivos de prejuízos, em 2024 e 2025.</P><br />
<P>A quota de mercado da GM na China caiu de 14,9% em 2015 para 6,8% no final do primeiro semestre deste ano. Em 2025, a empresa vendeu cerca de 1,9 milhões de veículos no país, menos 50,9% do que no pico registado em 2016.</P><br />
<P>Na sequência da reestruturação anunciada em 2024 para as operações na China, a GM estimou um impacto financeiro superior a cinco mil milhões de dólares (4.334 milhões de euros), antecipando o encerramento de algumas fábricas.</P><br />
<P>A GM junta-se assim a outros fabricantes estrangeiros, como a alemã Volkswagen e a japonesa Honda, que renovaram recentemente as parcerias com grupos chineses e reforçaram o investimento no país, apesar da desaceleração económica e da crescente concorrência das marcas locais, que apostam cada vez mais nas exportações.</P><br />
<P>A renovação do acordo surge também num contexto de tensões geopolíticas entre a China e os Estados Unidos, que praticamente bloquearam a entrada de veículos elétricos chineses no mercado norte-americano através da imposição de tarifas elevadas e preparam novas restrições às fabricantes de origem ou capital chinês.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797680]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Nações Unidas apoiaram 516 mil moçambicanos afetados pelas cheias até junho</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nacoes-unidas-apoiaram-516-mil-mocambicanos-afetados-pelas-cheias-ate-junho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:25:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 516 mil pessoas afetadas pelas cheias que atingiram o sul e centro de Moçambique desde dezembro receberam assistência humanitária até ao final de junho, mas a resposta continua condicionada pela escassez de financiamento, segundo as Nações Unidas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de 516 mil pessoas afetadas pelas cheias que atingiram o sul e centro de Moçambique desde dezembro receberam assistência humanitária até ao final de junho, mas a resposta continua condicionada pela escassez de financiamento, segundo as Nações Unidas.</P><br />
<P>&#8220;Em meados de dezembro, inundações severas e prolongadas afetaram grandes partes do sul e do centro de Moçambique. Os rios transbordaram, deslocando comunidades e danificando ou destruindo casas, instalações de saúde, sistemas de água e outras infraestruturas críticas&#8221;, refere o mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).</P><br />
<P>De acordo com aquela agência das Nações Unidas, as inundações afetaram mais de 724 mil pessoas em várias províncias do país e no auge da emergência, mais de 100 mil pessoas procuraram abrigo em cerca de uma centena de centros de acomodação temporária criados para acolher famílias desalojadas.</P><br />
<P>Segundo o OCHA, a assistência humanitária alcançou aproximadamente 516 mil pessoas, sendo os setores da segurança alimentar, água e saneamento os que registaram maior cobertura. A ajuda alimentar chegou a 377 mil pessoas, enquanto os programas de água, saneamento e higiene beneficiaram cerca de 284 mil e os projetos de abrigo e distribuição de bens essenciais apoiaram 144 mil pessoas.</P><br />
<P>A organização humanitária refere ainda que as Nações Unidas e os seus parceiros têm trabalhado em coordenação com as autoridades moçambicanas para apoiar as populações afetadas e reforçar os mecanismos nacionais de resposta a desastres.</P><br />
<P>&#8220;Desde o início da emergência, as Nações Unidas e os parceiros humanitários têm trabalhado em estreita colaboração com as autoridades nacionais e locais para reforçar os sistemas nacionais, fortalecer os mecanismos de coordenação e apoiar a prestação de assistência vital&#8221;, refere-se.</P><br />
<P>Apesar do apoio, o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários alerta que a mobilização de recursos continua aquém das necessidades identificadas: Aponta ainda que a adenda sobre as cheias do Plano Nacional Humanitário de Resposta a Inundações de 2026 &#8220;solicita 187 milhões de dólares [162,2 milhões de euros] para fornecer assistência urgente e vital a aproximadamente 600.000 pessoas afetadas&#8221;.</P><br />
<P>O OCHA continua a indicar que até ao final de junho tinham sido mobilizados apenas 36 milhões de dólares (31,2 milhões de euros), equivalente à cerca de 19% das necessidades financeiras identificadas, e os maiores défices de financiamento registam-se nos setores de segurança alimentar, saúde, educação e água e saneamento, considerados prioritários para a recuperação das comunidades afetadas.</P><br />
<P>A resposta no terreno envolve 55 organizações implementadoras, incluindo organismos governamentais, organizações não-governamentais nacionais e internacionais e agências das Nações Unidas, distribuídas por 38 distritos de oito províncias e entre as principais intervenções destaca-se a distribuição de alimentos, a instalação de sistemas temporários de abastecimento de água, a distribuição de &#8216;kits&#8217; de higiene e de abrigo, bem como a prestação de cuidados básicos de saúde e serviços de gestão dos centros de reassentamento.</P><br />
<P>As cheias de 2026 figuram entre as emergências humanitárias mais significativas registadas este ano em Moçambique, com as autoridades e parceiros internacionais a alertarem que muitas famílias continuam a necessitar de apoio para recuperar os seus meios de subsistência e reconstruir as habitações destruídas.</P><br />
<P>A última época das chuvas (outubro a abril) em Moçambique matou 314 pessoas, afetou mais de 1.078 milhões de pessoas e atingiu quase 260 mil casas, segundo atualização anterior do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). Só as cheias de janeiro, as mais violentas em vários anos, provocaram 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797679]]></sapo:autor>
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		<title>China emite alertas máximos devido à chuva intensa no centro e sul do país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:20:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Várias regiões do centro e sul da China ativaram hoje alertas vermelhos devido à chuva, o nível máximo do sistema chinês de avisos, perante precipitações intensas que elevaram o risco de cheias, inundações e desastres geológicos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Várias regiões do centro e sul da China ativaram hoje alertas vermelhos devido à chuva, o nível máximo do sistema chinês de avisos, perante precipitações intensas que elevaram o risco de cheias, inundações e desastres geológicos.</P><br />
<P>Na cidade de Yichang, na província central de Hubei, a estação meteorológica local elevou hoje para vermelho o alerta devido à chuva, após uma zona ter registado mais de 65 milímetros de precipitação numa hora, informou a televisão estatal CCTV.</P><br />
<P>As autoridades locais advertiram para um risco &#8220;extremamente elevado&#8221; de cheias repentinas em zonas montanhosas, desastres geológicos, subida do caudal dos rios e inundações.</P><br />
<P>No sul do país, a cidade de Sanya, na ilha de Hainan, emitiu igualmente um alerta vermelho, após uma área próxima de uma escola ter acumulado 130,6 milímetros de chuva em três horas.</P><br />
<P>A estação meteorológica local prevê que a instabilidade atmosférica que afeta a cidade mantenha a intensidade e provoque nova precipitação em vários distritos, com acumulados entre 50 e 100 milímetros em algumas zonas nas próximas seis horas.</P><br />
<P>As autoridades recomendaram ainda a suspensão das aulas em algumas áreas e apelaram à população para adotar medidas de precaução perante o risco de subida do caudal dos rios, cheias repentinas e deslizamentos de terras.</P><br />
<P>No município de Chongqing, no centro da China, as chuvas registadas entre terça-feira e hoje provocaram a subida do nível de cerca de 50 rios.</P><br />
<P>As cheias inundaram algumas zonas baixas junto às margens e obrigaram à retirada de emergência de residentes em áreas de risco, embora o balanço oficial não indique, para já, o número de pessoas retiradas nem registe vítimas ou desaparecidos.</P><br />
<P>Nos últimos dias, as chuvas no centro da China obrigaram à retirada preventiva de quase 400 mil pessoas apenas nas províncias de Shaanxi e Sichuan, onde as autoridades mantêm a vigilância devido ao risco de cheias, inundações repentinas em zonas montanhosas e desastres geológicos.</P><br />
<P>O agravamento das condições meteorológicas surge após vários episódios de chuva extrema registados em julho, incluindo as inundações associadas ao tufão Maysak na região de Guangxi, no sul do país, que provocaram pelo menos 39 mortos, bem como vários deslizamentos de terras e cheias no centro da China que causaram dezenas de mortos e desaparecidos.</P><br />
<P>O ministério dos Recursos Naturais anunciou recentemente um plano para reforçar, entre 2026 e 2030, a prevenção de desastres geológicos, advertindo que as alterações climáticas estão a aumentar o risco de fenómenos súbitos e em cadeia provocados por chuvas extremas fora das zonas tradicionalmente consideradas mais vulneráveis.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797678]]></sapo:autor>
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		<title>Coreia do Norte acusa Japão de se estar a transformar num &#8220;Estado bélico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:18:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A influente irmã do líder norte-coreano acusou hoje o Japão de se estar a transformar num "Estado bélico", um dia depois de Tóquio afirmar ser urgente reforçar as forças armadas japonesas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A influente irmã do líder norte-coreano acusou hoje o Japão de se estar a transformar num &#8220;Estado bélico&#8221;, um dia depois de Tóquio afirmar ser urgente reforçar as forças armadas japonesas.</P><br />
<P>Os dirigentes da Coreia do Norte &#8220;irão implementar opções militares adicionais que são manifestamente a consequência da transformação do Japão&#8221;, declarou Kim Yo-jong num comunicado publicado pela agência de notícias oficial KCNA.</P><br />
<P>&#8220;O Japão, um Estado criminoso de guerra, está a acelerar a transformação num Estado bélico&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>No prefácio do relatório anual sobre a defesa do arquipélago, publicado na terça-feira, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, considerou &#8220;imperativo que o Japão reforce e transforme ainda mais as capacidades de defesa com um sentimento de urgência e de crise mais forte do que nunca&#8221;.</P><br />
<P>Na região da Ásia-Pacífico, &#8220;não só a China e a Coreia do Norte continuam a reforçar capacidades militares, como também a China e a Rússia, bem como a Rússia e a Coreia do Norte, estão a reforçar a sua cooperação&#8221;, alertou.</P><br />
<P>O Japão aumentou as despesas militares em 9,7%, atingindo 62,2 mil milhões de dólares (53,9 milhões de euros) em 2025, o que corresponde a 1,4% do PIB do país, representando a percentagem mais elevada desde 1958.</P><br />
<P>Kim Yo-jong citou o recente teste de lançamento de mísseis de cruzeiro de longo alcance Tomahawk realizado por Tóquio e a participação do Japão, em maio, em exercícios liderados pelos Estados Unidos nas Filipinas, vendo nisso a prova do apoio de Washington a &#8220;movimentos militares perigosos&#8221; no Pacífico.</P><br />
<P>Tóquio procura &#8220;dotar-se de uma capacidade de ataque preventivo&#8221;, criticou a norte-coreana. </P><br />
<P>&#8220;Nunca ficaremos passivos perante a evolução militar do Japão, que poderá constituir uma grave ameaça&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O Japão ocupou toda a Coreia antes da capitulação em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, após o que a península foi dividida em dois Estados distintos ao longo do paralelo 38. O legado desse período continua a pesar na política externa tanto da Coreia do Norte como da Coreia do Sul.</P><br />
<P>&#8220;Se os descendentes do militarismo, que herdaram os genes da astúcia e da agressão, se apoderarem de armas mortíferas, algo desagradável irá acontecer&#8221;, pode ler-se ainda no comunicado de Kim Yo-jong.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797676]]></sapo:autor>
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		<title>Começa hoje a Volta a Portugal: percurso, favoritos, equipas e condicionamentos ao trânsito</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/comeca-hoje-a-volta-a-portugal-percurso-favoritos-equipas-e-condicionamentos-ao-transito/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:15:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[volta a portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo de 11 dias de corrida (com um dia de descanso), os ciclistas vão percorrer cerca de 1.430 quilómetros distribuídos por um prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio individual]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A principal prova do ciclismo nacional está de regresso. A 87ª Volta a Portugal arranca esta quarta-feira, em Lisboa, com um prólogo de 6,5 quilómetros, dando início a 12 dias de competição que vão atravessar o país até à consagração final, no Porto, a 16 de agosto.</p>
<p>Ao longo de 11 dias de corrida (com um dia de descanso), os ciclistas vão percorrer cerca de 1.430 quilómetros distribuídos por um prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio individual, naquela que continua a ser a prova rainha do ciclismo português.</p>
<p>O pelotão será composto por 17 equipas. Entre os principais destaques estão as espanholas Euskaltel-Euskadi e Burgos Burpellet, que regressam à Volta, bem como a UAE Team Emirates XRG, líder do ranking mundial da União Ciclista Internacional (UCI), que conta nas suas fileiras com o português Rui Oliveira, campeão olímpico de madison nos Jogos de Paris 2024.</p>
<p>A representar Portugal estarão 10 equipas continentais, incluindo a Anicolor/Campicarn, onde milita o russo Artem Nych, vencedor das duas últimas edições da Volta a Portugal e um dos principais candidatos a voltar a conquistar a camisola amarela.</p>
<p>Depois do prólogo em Lisboa, a corrida segue na quinta-feira para a primeira etapa, entre a Lourinhã e Queluz, em Sintra. Seguem-se ligações entre Sines e Albufeira, Beja e Elvas, Figueiró dos Vinhos e a Torre, na Serra da Estrela, um contrarrelógio entre Anadia e Águeda e etapas que passam por Santa Maria da Feira, Peso da Régua, Vieira do Minho, Gerês, Melgaço, Fafe, Paredes e Mondim de Basto, antes da chegada final ao Porto.</p>
<p>Como habitualmente, a Serra da Estrela e o alto da Torre deverão voltar a assumir um papel decisivo na luta pela classificação geral, mas a subida à Senhora da Graça, em Mondim de Basto, na penúltima etapa, poderá voltar a decidir o vencedor da prova.</p>
<p>O arranque da Volta vai também provocar condicionamentos de trânsito em Lisboa e Sintra.</p>
<p>Na capital, a Avenida da Índia estará encerrada entre as 09h00 e as 22h05 devido à realização do prólogo, sendo esperado um forte impacto na circulação na zona de Belém.</p>
<p>Já em Sintra, onde termina a primeira etapa na quinta-feira, existem restrições de estacionamento junto ao Palácio Nacional de Queluz e condicionamentos na Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, além de cortes temporários ao longo do percurso da corrida durante a passagem do pelotão. A PSP recomenda que os automobilistas planeiem antecipadamente as deslocações, utilizem percursos alternativos e sigam as indicações das autoridades.</p>
<p><strong>As etapas da 87.ª Volta a Portugal</strong></p>
<p>Hoje – Prólogo: Lisboa (6,5 km – contrarrelógio)<br />
Amanhã – 1.ª etapa: Lourinhã – Sintra (Queluz)<br />
7 de agosto – 2.ª etapa: Sines – Albufeira<br />
8 de agosto – 3.ª etapa: Beja – Elvas<br />
9 de agosto – 4.ª etapa: Figueiró dos Vinhos – Covilhã (Torre)<br />
10 de agosto – 5.ª etapa (contrarrelógio): Anadia – Águeda<br />
11 de agosto – Dia de descanso (Santa Maria da Feira)<br />
12 de agosto – 6.ª etapa: Santa Maria da Feira – Peso da Régua<br />
13 de agosto – 7.ª etapa: Vieira do Minho – Termas do Gerês<br />
14 de agosto – 8.ª etapa: Melgaço – Fafe<br />
15 de agosto – 9.ª etapa: Paredes – Mondim de Basto (Senhora da Graça)<br />
16 de agosto – 10.ª etapa: Maia – Porto</p>
<p><strong>O que esperar desta edição?</strong></p>
<p>Além da luta pela vitória final, a edição de 2026 marca o regresso de equipas internacionais de relevo e volta a terminar no Porto, algo que não acontecia desde 2015. Entre a tradição das grandes etapas de montanha e a crescente internacionalização do pelotão, a Volta a Portugal promete voltar a colocar o ciclismo no centro das atenções durante quase duas semanas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797376]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>REPORTAGEM: China lança ofensiva global no mercado automóvel e gigantes alemães procuram resistir</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-china-lanca-ofensiva-global-no-mercado-automovel-e-gigantes-alemaes-procuram-resistir/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:14:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Pimenta, da agência Lusa ***</P><br />
<P> </P><br />
<P>Pequim, 05 ago 2026 (Lusa) &#8212; As fabricantes automóveis alemãs enfrentam a mais profunda crise das últimas décadas, pressionadas pela quebra das vendas na China e pela ascensão de marcas chinesas que estão a preparar uma ofensiva sobre a Europa.</P><br />
<P>A Volkswagen viu o lucro líquido cair 30,7% no primeiro semestre deste ano, para 3.103 milhões de euros, com as vendas na China a recuar 31,6% e anulando o crescimento registado na América do Sul e noutros mercados.</P><br />
<P>Por seu lado, a Mercedes-Benz registou uma quebra de 6% nos lucros, para 2.519 milhões de euros, também penalizada por uma descida de 30% das vendas na China, enquanto a BMW viu o resultado líquido cair 28,5%, para 2.872 milhões de euros, depois de as vendas no mercado chinês terem recuado mais de 30% no segundo trimestre.</P><br />
<P>Por detrás desta crise está uma transformação iniciada há mais de uma década no país asiático.</P><br />
<P>Durante anos o principal motor de crescimento das construtoras alemãs, a China preparou a transição para veículos elétricos através de uma política industrial que lhe garantiu uma posição dominante em toda a cadeia de valor, desde o acesso a matérias-primas críticas até ao fabrico de baterias.</P><br />
<P>Em 2025, mais de metade dos automóveis vendidos no mercado chinês eram veículos de novas energias &#8212; elétricos ou híbridos. No mesmo ano, a China exportou um recorde de 7,09 milhões de veículos, consolidando-se como o maior exportador automóvel do mundo.</P><br />
<P>&#8220;As marcas tradicionais estão a trazer brinquedos analógicos para um parque digital&#8221;, resumiu à Lusa Tu Le, fundador da consultora Sino Auto Insights. &#8220;Já não é apenas um automóvel. É uma plataforma tecnológica&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Os novos modelos chineses oferecem estacionamento autónomo, assistentes de voz alimentados por inteligência artificial, sistemas avançados de condução assistida e baterias que, nos modelos mais recentes, anunciam autonomias superiores a 700 quilómetros e carregamentos de cerca de 15 minutos.</P><br />
<P>&#8220;O período em que a China copiava acabou. A inovação está a acontecer aqui&#8221;, reconheceu à Lusa Jochen Sengpiehl, anterior diretor de marketing da Volkswagen na China.</P><br />
<P>Para o gestor alemão, a velocidade de inovação está a obrigar os fabricantes tradicionais a mudar de estratégia.</P><br />
<P>&#8220;Já não podemos fazer tudo sozinhos&#8221;, admitiu, referindo-se à parceria estabelecida pela Volkswagen com a fabricante chinesa Xpeng.</P><br />
<P>Carlos Martins, diretor da fábrica da portuguesa Sodecia no nordeste da China, considera que a principal vantagem competitiva dos fabricantes chineses reside na rapidez de execução.</P><br />
<P>&#8220;As empresas europeias têm estruturas muito pesadas. Aqui conseguem desenvolver e colocar novos produtos no mercado muito mais depressa&#8221;, explicou à Lusa.</P><br />
<P>A pressão sobre os fabricantes estrangeiros aumentou depois da entrada da Tesla no mercado chinês, em 2019.</P><br />
<P>Tu Le lembrou que o &#8220;catalisador&#8221; que obrigou as marcas chinesas a dar um salto qualitativo foi a abertura da fábrica da Tesla em Xangai, em 2019. A produção local deu à construtora norte-americana acesso aos mesmos subsídios e incentivos fiscais usufruídos pelos concorrentes chineses.</P><br />
<P>&#8220;Foi o efeito siluro&#8221;, observou à Lusa o consultor, numa referência ao peixe que é um dos maiores predadores nos rios europeus e asiáticos, constituindo uma ameaça à sobrevivência de várias espécies locais. &#8220;Havia muitos peixes gordos e preguiçosos no lago, mas a entrada de um siluro obrigou a que se fortalecessem&#8221;.</P><br />
<P>Marcas como a BYD, Xiaomi, Xpeng, Li Auto ou Aito estão agora a preparar uma ofensiva internacional, incluindo sobre o segmento de gama alta europeu.</P><br />
<P>A Xiaomi pretende entrar na Alemanha em 2027 e tornar-se uma das cinco principais marcas &#8216;premium&#8217; da Europa até ao final da década. A empresa recrutou engenheiros da BMW, Porsche e Tesla e aposta na condução autónoma como principal fator diferenciador.</P><br />
<P>A Li Auto prepara igualmente a entrada na Europa com o modelo i6, enquanto a Xpeng quer exportar não apenas automóveis elétricos, mas também robôs humanoides e carros voadores.</P><br />
<P>No primeiro semestre deste ano, as marcas chinesas conquistaram já 9% das vendas de automóveis novos na Europa continental e 15% no Reino Unido.</P><br />
<P>A consultora AlixPartners estima que essa quota possa atingir 16% na União Europeia até 2030.</P><br />
<P>&#8220;Se fosse a Mercedes-Benz, a BMW ou a Porsche, estaria preocupado&#8221;, afirmou Tu Le.</P><br />
<P>Nem todos partilham dessa visão.</P><br />
<P>Num discurso na abertura do salão automóvel de Pequim em abril, Burkhard Weller, presidente da Associação Alemã de Concessionários Automóveis, considerou que a fidelidade dos consumidores europeus às marcas &#8216;premium&#8217; continuará a constituir uma barreira importante.</P><br />
<P>Mas mesmo os fabricantes europeus reconhecem que a competição mudou de natureza.</P><br />
<P>&#8220;Em nenhuma outra região do mundo a transformação da indústria automóvel é tão rápida como na China&#8221;, afirmou Oliver Blume, presidente executivo da Volkswagen.</P><br />
<P>&#8220;O mercado chinês tornou-se um centro de alta &#8216;performance&#8217; para nós. Temos de trabalhar mais e mais depressa para conseguir acompanhá-lo&#8221;, vincou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797675]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Lucro da operadora de casinos Wynn Macau mais que duplicam no segundo trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:11:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A operadora de casinos Wynn Macau anunciou hoje lucros operacionais de 162,8 milhões de dólares (141,1 milhões de euros) no segundo trimestre do ano, uma subida de 27% face a igual período de 2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A operadora de casinos Wynn Macau anunciou hoje lucros operacionais de 162,8 milhões de dólares (141,1 milhões de euros) no segundo trimestre do ano, uma subida de 27% face a igual período de 2025.</P><br />
<P>Entre abril e junho do ano passado, os lucros operacionais da empresa, com dois casinos em Macau &#8211; Wynn Macau e Wynn Palace -, totalizaram 128,3 milhões de dólares (111,1 milhões de euros), de acordo com um comunicado da operadora.</P><br />
<P>Já no primeiro semestre deste ano, a operadora alcançou lucros operacionais de 308,1 milhões de dólares (267 milhões de euros), também uma subida de 20,6% em termos anuais. No mesmo período de 2025, o valor alcançou 255,4 milhões de dólares (221,3 milhões de euros).</P><br />
<P>No que diz respeito às receitas operacionais, entre abril e junho deste ano, estas alcançaram no Wynn Palace 653,4 milhões de dólares (566,5 milhões de euros), com um aumento de 21,1% em relação ao ano anterior. Já no Wynn Macau, totalizaram 351,1 milhões de dólares (304,4 milhões de euros), um crescimento de 2,1% em termos homólogos.</P><br />
<P>Os resultados do segundo trimestre, incluindo &#8220;um forte desempenho em Macau, refletem uma dinâmica de procura saudável e contínua em todo&#8221; o negócio&#8221;, referiu o presidente executivo da Wynn Resorts, Craig Billings, citado no comunicado.</P><br />
<P>Billings reforçou ainda a estratégia de diversificação do negócio, com a construção do projeto Wynn Al Marjan Island, nos Emirados Árabes Unidos, com abertura prevista para setembro de 2027.</P><br />
<P>Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal.</P><br />
<P>Operam no território seis concessionárias, MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, que renovaram, em dezembro de 2023, o contrato de concessão para os 10 anos seguintes e que entrou em vigor a 01 de janeiro de 2024.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797674]]></sapo:autor>
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		<title>CPLP/30 anos: Moçambique aponta mobilidade como uma das principais conquistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:06:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo moçambicano destacou hoje a mobilidade entre cidadãos lusófonos como uma das principais conquistas dos 30 anos da CPLP e defendeu uma comunidade mais próxima, inclusiva, solidária e orientada para o desenvolvimento dos povos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo moçambicano destacou hoje a mobilidade entre cidadãos lusófonos como uma das principais conquistas dos 30 anos da CPLP e defendeu uma comunidade mais próxima, inclusiva, solidária e orientada para o desenvolvimento dos povos.</P><br />
<P>Numa declaração enviada à Lusa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, por ocasião do 30.º aniversário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Moçambique considera que a data representa a &#8220;afirmação de uma comunidade alicerçada na história centenária e nos valores da amizade, da solidariedade, da concertação político-diplomática, da cooperação e da promoção da língua portuguesa como património comum dos seus Estados-membros&#8221;.</P><br />
<P>O documento enquadra a efeméride num contexto internacional marcado por &#8220;crises, tensões geopolíticas, conflitos, ameaças à paz e segurança internacionais, alterações climáticas, insegurança alimentar, desigualdades socioeconómicas&#8221;, bem como pelo imperativo de acelerar a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.</P><br />
<P>Segundo o Governo moçambicano, ao longo de 30 anos a CPLP &#8220;consolidou-se como um ator relevante no panorama internacional&#8221;, afirmando a sua presença em quatro continentes e registando progressos significativos em diversos domínios.</P><br />
<P>Entre as conquistas recentes consideradas mais relevantes, o Governo moçambicano aponta a entrada em vigor, em 01 de janeiro de 2022, do Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-Membros da CPLP, considerando-o como um &#8220;instrumento de grande alcance político e social&#8221;, que contribui para o &#8220;estreitamento dos vínculos entre os cidadãos da Comunidade&#8221; e para a consolidação de &#8220;um espaço lusófono mais próximo, dinâmico e inclusivo&#8221;.</P><br />
<P>A declaração recorda alguns dos principais marcos da organização, desde o encontro de alto nível dos países lusófonos promovido em 1983 por iniciativa do então ministro português Jaime Gama, passando pela criação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), em 1989, até à fundação formal da CPLP, em Lisboa, a 17 de julho de 1996, por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.</P><br />
<P>Moçambique destaca igualmente a adesão de Timor-Leste, em 2002, e da Guiné Equatorial, em 2014, bem como o aprofundamento da cooperação político-diplomática, cultural, económica, científica e empresarial entre os Estados-membros.</P><br />
<P>Maputo manifesta ainda apreço pela &#8220;institucionalização da cooperação económica como objetivo estratégico da Organização&#8221;, pelo reforço da concertação político-diplomática, pela modernização institucional e pelo crescente reconhecimento internacional da CPLP, evidenciado pela integração de 34 observadores associados.</P><br />
<P>Na declaração, o Governo sublinha que a CPLP constitui &#8220;um eixo estratégico da sua política externa e um espaço geoestratégico privilegiado de cooperação solidária&#8221;, contribuindo para a promoção do desenvolvimento sustentável, o fortalecimento do multilateralismo, a mobilização de cooperação técnica e financeira e a concertação de posições comuns nos fóruns regionais e internacionais.</P><br />
<P>Moçambique destaca igualmente o seu papel atual na organização, recordando o exercício da presidência rotativa da Assembleia Parlamentar da CPLP para o período 2025-2027 e a presidência da Associação dos Reguladores de Comunicações e Telecomunicações da CPLP (ACTEL-CPLP), assumida em junho de 2026.</P><br />
<P>A declaração refere ainda duas figuras moçambicanas ligadas à organização, os antigos dirigentes Joaquim Chissano (antigo Presidente da República) e Leonardo Simão (antigo ministro dos Negócios Estrangeiros), ambos designados embaixadores de boa vontade da CPLP.</P><br />
<P>Maputo sustenta que o futuro da CPLP dependerá da capacidade coletiva dos seus membros de &#8220;transformar a identidade comum, os laços históricos e a solidariedade linguística em instrumentos concretos de paz, prosperidade, inclusão e desenvolvimento sustentável em prol dos seus povos&#8221;.</P></p>
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