Os maquinistas da CP – Comboios de Portugal vão a planear realizar mais uma paralisação, desta vez, no final da semana, o que terá impacto na circulação dos utilizadores. Como tal, foram definidos serviços mínimos de quinta-feira a sábado, nomeadamente nos dias 9, 10 e 11 de março, de acordo com a decisão do Tribunal Arbitral.
Embora na sexta-feira esteja prevista uma “paralisação total”, o acórdão, publicado na segunda-feira, define que têm de ser realizadas, pelo menos, 30% das viagens programadas. Quanto a quinta-feira e sábado, o documento estabelece a obrigatoriedade de a CP cumprir com 23% e 22%, respetivamente, das ligações previstas.
“Deverão ser assegurados os serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e das instalações, bem como os serviços de emergência que, em caso de força maior, reclamem a utilização dos meios disponibilizados pela CP”, consta no documento onde é também referido que as “composições citadas não devem conhecer alteração à ordem de marcha”.
Como este é um ato de protesto por parte dos funcionários, o tribunal decidiu que o “recurso ao trabalho dos aderentes à greve pressupõe que os serviços mínimos não poderão ser assegurados por trabalhadores não aderentes nas condições normais da sua prestação de trabalho, sem prejuízo de a adesão poder ser feita no início da greve e a organização dos serviços mínimos ter de anteceder aquele momento”.
Ainda que tenha sido entregue um pré-aviso de greve com datas entre os dias 9 e 17 de março, pelo Sindicato dos Maquinistas (SMAQ), a próxima sexta-feira deverá ser o dia com maior impacto registado.













