A greve geral desta quarta-feira pode condicionar o funcionamento de supermercados e hipermercados devido à menor oferta de transportes, que poderá dificultar a deslocação dos funcionários para os locais de trabalho. A possibilidade é admitida à Renascença por Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação de Empresas de Distribuição, embora o setor afaste cenários de encerramento generalizado de lojas ou de rutura de stocks.
A paralisação foi convocada pela CGTP para esta quarta-feira, 3 de junho, contra as alterações à lei laboral, depois de as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. A greve deverá abranger vários setores, incluindo função pública, saúde, ensino, transportes, aviação e comércio.
Gonçalo Lobo Xavier explica que as empresas de distribuição reforçaram transportes e logística nos últimos dias para reduzir o impacto da greve geral. O objetivo é garantir que as lojas continuam abastecidas, mesmo num dia em que a mobilidade poderá estar condicionada.
“Tudo fizemos e estamos a fazer para que não falte nada nas lojas. Temos que gerir os nossos colaboradores e esta hipotética adesão”, afirmou o responsável da APED.
Apesar das dificuldades que possam surgir na chegada dos trabalhadores aos supermercados e hipermercados, o diretor-geral da associação sublinha que o setor está habituado a lidar com momentos de maior pressão operacional.
“Estamos muito habituados a esta pressão e a viver períodos curtos de exceção”, acrescentou.
A principal preocupação está na disponibilidade de trabalhadores, sobretudo devido à eventual redução dos transportes durante a greve geral. Ainda assim, Gonçalo Lobo Xavier não antecipa uma grande adesão no setor da distribuição.
O responsável afasta também o risco de escassez de produtos, mesmo tendo em conta que a greve acontece na véspera de um feriado e antes de um fim de semana. Segundo a Renascença, a APED considera que o reforço logístico feito nos últimos dias permite acautelar o abastecimento das lojas.
A greve geral desta quarta-feira surge num contexto de tensão em torno das alterações à lei laboral. Vários sindicatos já anunciaram adesão à paralisação, que deverá ter impacto em áreas como transportes, aviação, comércio, saúde, ensino e administração pública.
No caso dos supermercados e hipermercados, o cenário apontado pelo setor é de possível condicionamento pontual, sobretudo associado à deslocação dos trabalhadores, mas sem previsão de encerramento generalizado ou falta de produtos nas lojas.





