Um ano depois do primeiro movimento nacional contra as medidas económicas do Governo Javier Milei, a Argentina volta a ser palco, esta quinta-feira, de uma greve geral, a terceira desde o início do mandato do presidente Javier Milei, convocada pela principal central sindical do país, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), em protesto contra o rumo económico e a falta de diálogo com a Casa Rosada, sede da presidência.
Diversos sindicatos vão aderir ao protesto, o que poderá afetar diversos serviços, incluindo transportes, educação, saúde, bancos e administração pública. O protesto já arrancou esta quarta-feira, com a mobilização dos reformados diante do Congresso, sendo que para hoje está agendada uma greve de 24 horas.
A CGT (Confederação Geral do Trabalho da República Argentina) conta com a adesão de outros 11 sindicatos, como a CTA (Central de Trabalhadores da Argentina) e a CATT (Confederação Argentina de Trabalhadores de Transporte).
Mais de 300 voos já foram cancelados ou reprogramados. Também vão parar comboios e metros, bancos, escolas e universidades, serviços de recolha de lixo, correios, serviços da administração pública, portos e transporte de carga. Já os serviços médicos e hospitalares e postos de combustíveis terão funcionamento parcial.
A Aerolíneas Argentinas, a maior empresa a operar nos aeroportos do país, afirmou que 258 voos previstos para esta quinta-feira foram cancelados, afetando 20 mil passageiros, mas 80% deles já foram realocados e reprogramados.
Além de protestar contra a política económica de Milei, que desde que assumiu adotou o “choque” económico como marca, os sindicatos pedem melhores condições de trabalho, aumento salarial e aumento da pensão dos reformados argentinos.







