Na primeira linha do plano da PSP para combater os efeitos da greve dos camionistas, com início marcado para 12 de agosto, está sublinhado que a polícia irá garantir “a segurança de infraestruturas críticas e sectores estratégicos nacionais”, segundo uma fonte policial, citada pelo jornal Expresso.
Entre estas “infraestruturas” estão assinaladas a ponte 25 de Abril, onde ocorreu um bloqueio histórico em 1994; a A1, que o movimento ‘coletes amarelos’, que se juntará aos protestos dos motoristas, já prometeu tentar bloquear; e os aeroportos Sá Carneiro, no Porto, e Humberto Delgado, em Lisboa.
Em todos estes locais, segundo a mesma fonte, haverá elementos da Unidade Especial de Polícia que intervirá “em caso de necessidade”, sublinhando, no entanto, que haverá sempre “uma avaliação da situação” antes de qualquer intervenção.
A greve dos motoristas, que se inicia na segunda-feira, por tempo indeterminado, foi convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que acusam a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) de não querer cumprir o acordo assinado em maio, que pôs fim a uma greve que deixou os postos de abastecimento sem combustíveis.
Esta greve ameaça parar o país em pleno mês de agosto, uma vez que vai afetar todas as tipologias de transporte de todos os âmbitos e não apenas o transporte de matérias perigosas. O abastecimento às grandes superfícies, à indústria e serviços também deve ser afetado.
Também se associou à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).








