Greve dos estivadores de Lisboa ameaça parar portos em todo o mundo

O Conselho Internacional de Estivadores, organização internacional dos trabalhadores da estiva, exige ao Governo português uma resposta «imediata para repor a legalidade dos acordos em vigor», por forma a garantir que os patrões portuários paguem os salários em atraso aos estivadores de Lisboa, em greve.

Executive Digest

O Conselho Internacional de Estivadores (IDC), organização internacional dos trabalhadores da estiva, exige ao Governo português uma resposta «imediata para repor a legalidade dos acordos em vigor», por forma a garantir que os patrões portuários paguem os salários em atraso aos estivadores de Lisboa, em greve, avança o “Expresso”.

Na sequência do pedido de insolvência da Associação – Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa, em cima de uma greve dos estivadores do Porto de Lisboa convocada pelo Seal e já prolongada numa primeira reacção à notícia sobre a falência da empresa de trabalho portuário, o IDC (que representa 140 mil estivadores de todo o mundo) apela também «a todos os estivadores espalhados pelo mundo para que comecem desde já a planear acções de solidariedade para com os companheiros de Lisboa».

«O IDC não vai tolerar que esta situação se prolongue e apela a todos os estivadores espalhados pelo mundo para que comecem desde já a planear acções de solidariedade para com os nossos companheiros de Lisboa. (…) Deixamos claro que estamos dispostos a tomar medidas, nas centenas de portos onde estamos presentes, para bloquear a acção danosa das empresas, nomeadamente do Grupo Yilport e da sua reconhecida postura anti-sindical», sublinha.

Identificando como alvo principal das suas críticas os turcos da Ylport, lembra que o IDC, na pessoa do seu anterior coordenador mundial, Jordi Miguens, «sempre acompanhou de perto a situação dos portos portugueses – que o capital escolheu para serem a cobaia de um modelo de trabalho desregulado a ser exportado para a Europa e para o Mundo». «Ao contrário do que afirma a Yilport, o porto de Lisboa foi aquele que mais cresceu em termos absolutos, em Portugal, aponta ainda», conforme avançou a imprensa especializada no passado dia 21 de Fevereiro: «Lisboa foi o porto que mais cresceu em termos absolutos, tendo atingido os 458,7 mil TEU (mais 7,1% face a 2018)».

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