Greve dos estivadores com 100% de adesão. Porto de Lisboa «está totalmente parado», garante sindicato

Esta segunda-feira, 9 de Março, a greve dos estivadores do Porto de Lisboa passou a total e a adesão é de 100%. «Está totalmente parado, sem cargas e descargas de navios», diz a direcção do Sindicato Nacional dos Estivadores e da Actividade Logística.

Executive Digest

Esta segunda-feira, 9 de Março, a greve dos estivadores do Porto de Lisboa passou a total e a adesão é de 100%. «Está totalmente parado, sem cargas e descargas de navios», adiantou ao “Expresso” a direcção do Sindicato Nacional dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL).

A luta dos trabalhadores, que começou com uma greve parcial, a 19 de Fevereiro, vai prolongar-se «para já até ao próximo dia 30 de Março», em resposta à decisão das empresas de estiva de pedirem a insolvência da Associação de Empresas de Trabalho Portuário de Lisboa (A-ETPL).  A greve afecta todos os turnos e todas as empresas de estiva do grupo turco Yilport  e não apenas a Liscont, Sotagus, Multiterminal e a Terminal Multiusos do Beato, que subscreveram uma proposta de redução salarial de 15% e o fim das progressões de carreira automáticas. Na prática, quer isto dizer que «nenhum navio carrega e descarrega em Lisboa».

Descarregar em portos vizinhos, em Portugal e Espanha, também será difícil, uma vez que os estivadores de Setúbal estão solidários com os colegas de Lisboa, o Conselho Internacional de Estivadores, que representa o sector da estiva a nível internacional, apelou a todos os estivadores espalhados pelo mundo para iniciarem acções de solidariedade com os colegas de Lisboa e a organização sindical dos estivadores espanhóis também já anunciou que não vai operar navios desviados de Lisboa.

De acordo com o “Expresso”, pelo menos um navio que ia ser desviado de Lisboa para Las Palmas acabou por seguir directamente para África e, no regresso, «também não vai poder descarregar em Algeciras», assegura o sindicato.

Recorde-se que a assembleia-geral da A-ETPL decidiu pedir a insolvência da associação, face à alegada de encontrar soluções para a viabilização a empresa nas negociações com o SEAL, em cima da greve. 

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.