Greve, corte de estradas e bloqueio da fronteira com a Ucrânia: Agricultores polacos iniciam nova onda de protestos

Os agricultores polacos iniciam hoje uma nova onda de protestos, convocada sindicato Solidariedade, que inclui uma greve geral, com início esta sexta-feira e por tempo indeterminado, que inclui também bloqueio das passagens de fronteira entre a Polónia e a Ucrânia.

Pedro Gonçalves
Fevereiro 9, 2024
8:15

Os agricultores polacos iniciam hoje uma nova onda de protestos, convocada pelo sindicato Solidariedade, que inclui uma greve geral – com início esta sexta-feira e por tempo indeterminado – e também um bloqueio das passagens de fronteira entre a Polónia e a Ucrânia.

Segundo os meios de comunicação locais, os agricultores polacos vão bloquear o posto de fronteira de Dorohusk-Yahodyn a partir de hoje e durante um mês, sendo que o objetivo é encerrar todos os pontos de passagem para a Ucrânia.

Segundo o Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia, “de acordo com informações preliminares do lado polaco, a greve dos agricultores locais também se estenderá ao posto de controlo de Zosyn-Ustyluh, no lado polaco da fronteira”. “Na segunda-feira, 12 de fevereiro, espera-se um bloqueio parcial do tráfego”, continuam as autoridades em comunicado.

Ontem, o Ministério da Agricultura da Polónia teve reuniões com representantes de associações e sindicatos, que estão contra a extensão do comércio preferencial da UE com a Ucrânia.

No encontro, que terminou sem que o protesto fosse desconvocado, os profissionais sublinharam que os seus maiores problemas são as novas regras verdes da UE, que aumentarão os custos de produção, e o impacto no mercado das importações de produtos agrícolas da Ucrânia.

O protesto de hoje tem o mote de “Pela proteção dos produtos polacos saudáveis”.

Czesław Siekierski, Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polónia, disse o final do encontro que concorda com a necessidade de apoiar a indústria e que discutirá opções de ação com o Ministério das Finanças. “Além de empréstimos com taxas de juros baixas, deveria haver subsídios para cereais e possivelmente fertilizantes”, indicou como hipóteses.

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