Greve Climática Estudantil sai à rua. Manifestações de norte a sul do país

No seguimento do Dia Mundial da Terra, o movimento Greve Climática Estudantil sai à rua esta sexta-feira, com manifestações marcadas em vários pontos do país. Exigem mais investimento no transporte ferroviário e o cancelamento do aeroporto do Montijo e da ampliação do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Para já estão confirmadas ações em Alcácer do Sal, Faro, Aveiro, Caldas da Rainha, Lamego, Lisboa, Mafra, Montijo e Viseu.

“Nunca nos deparámos com um estado planetário tão crítico. É hora de expor o setor da aviação como uma das grandes causas do estado catastrófico para o qual caminhamos”, lê-se no manifesto oficial do movimento, que sublinha que o setor da aviação liberta 11% das emissões de carbono a nível de transportes, permanecendo como o meio de transporte mais poluente.

“Não aceitamos mais promessas vazias”

“Sabemos que temos de cortar 74% das nossas emissões nacionais até 2030. É hora de travar a insanidade destes novos projetos”, afirmou Andreia Galvão, porta-voz nacional das mobilizações, ao Bloco de Esquerda.

Mourana Monteiro, também porta-voz, acrescenta que “só em 6 meses, foram investidos mais de 1,3 mil milhões de euros no resgate da aviação”. “Precisamos de suprimir os voos internos nacionais e dentro da Península Ibérica, alocando estes fundos à recuperação da ferrovia nacional e internacional e em empregos para o clima. Está na hora de Aterrar na Ferrovia”, apelou, também em declarações ao Bloco de Esquerda.

Dizem-se fartos de “promessas vazias” e, por isso, saem à rua esta sexta-feira, “contra a aviação, por mais ferrovia, pela Terra e pela democracia”.

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